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APARIÇÃO DE JIBOIAS

Quatro cobras foram capturadas somente nesta semana, de acordo com biólogo aparições são comuns

Somente em Campo Grande são capturados cerca de cinco animais silvestres por dia
07/01/2021 12:36 - Gabrielle Tavares


Somente nesta semana foram capturadas quatro cobras em espaços públicos no Estado, a grande quantidade pode assustar e passar a percepção que elas possuem “épocas” para aparecer. 

Mas de acordo com o biólogo e tenente-coronel da Polícia Militar Ambiental, Edilson Queiroz as capturas são comuns durante todo o ano, principalmente em locais próximos de reservas ambientais, como foi o caso de todas as aparições nesta semana.

O tenente disse ainda que o que aumentou foi a divulgação de animais incomuns, como as jiboias, mas as aparições continuam nas mesmas proporções.

Em Dourados, foi encontrado hoje (7) uma jiboia com mais de dois metros de comprimento nas proximidades da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Em São Gabriel do Oeste, foi encontrada na quarta-feira (6) no Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) uma cobra de espécie canina, também de quase dois metros.

 
 

De acordo com Queiroz, é comum que cobras adentrem perímetros urbanos em cidades com grande conservação de reservas ambientais, como Campo Grande por exemplo.

“Só aqui no Bairro do Prosa, junto com as matas do Parque do Poderes e do Parque das Nações Indígenas, são mais de 200 hectares de preservação. Se você conserva a fauna, também conserva a flora, aí a fauna acaba adentrando residências e locas públicos”, apontou.

Modificações no ambiente, com desmatamentos ou queimadas, também podem influenciar na migração dos animais silvestres para os perímetros urbanos. Segundo o tenente-coronel, cerca de 5 animais são capturados por dia em Campo Grande.

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“Tamanduá, Anta, por exemplo, por uma mudança nas características no ambiente, até mesmo os desmatamentos legais nas áreas vizinhas da cidade, precisam cada vez andar mais para buscar alimento”, ressaltou Queiroz.

Quando um animal é capturado e encaminhado para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), ele é solto de volta para o próprio habitat, podendo até mesmo ser próximo do local onde foi encontrada.

Nesses casos pode acontecer o mesmo que no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Na manhã de terça-feira (5) um filhote de jiboia, de aproximadamente 50 centímetros, foi capturada em um corredor que dá acesso às salas dos desembargadores. Nesta manhã, outra jiboia foi encontrada no TJMS, desta vez na área externa, enrolada nos galhos de uma árvore.

Por isso, se uma cobra, ou qualquer animal de espécies silvestres, aparecer em áreas urbanas e dar sinais de que vai voltar para o próprio habitat, a orientação de Queiroz é não intervir. “Porque o processo de captura é muito estressante para o animal”.

Mas se o animal silvestre apresentar algum risco, a PMA deve ser acionada pelo telefone (67) 3357-1501. As ações devem ser feitas pelos profissionais, não sendo aconselhável que a população mate o intruso.

“Campo Grande optou por ter essa flora, então essa convivência precisa ser pacífica com os animais. Mas, no geral, a população tem convivido muito bem com essa fauna”, disse Queiroz.

“As vezes as pessoas falam ‘ah porque estão atropelando muita capivara’, aí eu falo “Graças a Deus!”. Não porque atropelou a capivara, mas porque temos capivara para atropelar. Se fossemos uma cidade cheia de concreto, não íamos ter animais nativos”, concluiu.

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