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QUEIMA LEGAL

Queimadas controladas ficam suspensas até dia 15 de novembro; clima segue complicando situação do Pantanal

Dispositivo seria forma de regulamentar preparação de pastos e ações que contribuem para o estado de emergência no Pantanal
05/10/2020 13:00 - Rodrigo Almeida


Governo do Estado prorrogou proibição de queimadas controladas até o dia 15 de novembro. A decisão saiu no diário Oficial de Mato Grosso do Sul (DOEMS) nesta segunda-feira (5). Em julho, o governo de MS já havia proibido a queima controlada e agora estende o prazo por mais 40 dias.

Mecanismo usado para fazer limpeza da pastagem de forma lícita foi usada apenas três vezes este ano, conforme revelou o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck. 

Com a crise hídrica que assola o estado a medida é uma forma de prevenção ao alastramento das queimadas. Deflagrada em setembro, a operação Matáá [fogo no idioma Guató] investiga incêndios criminosos na região do Pantanal. 

Imagens de satélite indicam que boa parte das queimadas sem controle que assolam a região são originadas dentro de propriedades privadas, e, devido à forte estiagem, saem de controle e acabam se alastrando. 

O bioma passa pela pior situação dos últimos 50 anos. Segundo especialistas, a seca este ano chegou mais cedo, e isso intensificou a temporada. Dados de satélites indicam cerca de 20% da área total do Pantanal foi devastada pelo fogo. 

Desde fevereiro falta chuvas. O meteorologista Nathálio Abrahão credita este problema ao fenômeno La Niña, que causa grande transtorno para MS. “Setembro era para ter entre 70 e 80 mm de chuva, mas caiu só 7,6mm, a chuva tá entre 20 e 30 dias atrasada”, afirma. 

E a previsão é de que a água só volte a cair no estado a partir do dia 14. Até lá, segundo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), alertas de baixa umidade e onda de calor, quando a temperatura passa de 5ºC da média história, darão o tom no dia a dia do sul-mato-grossense. 

 
 

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.