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PANTANAL

Queimadas no Pantanal sul-mato-grossense diminuíram 14,8% no mês de setembro

Em comparação ao ano passado, houve uma queda no número de incêndios
01/10/2020 11:00 - Ana Karla Flores, Glaucea Vaccari


Apesar dos altos índices de focos de incêndio no Pantanal de Mato Grosso do Sul em setembro, houve diminuição de queimadas em comparação com 2019.  

De acordo com o programa de queimadas do Instituto Nacional de Pesquisa Científica (Inpe), o satélite de referência registrou 2.087 queimadas em setembro de 2019, no mesmo período de 2020, foram detectados 1.778 focos, uma queda de 14,8% de queimadas no bioma do estado.

O Inpe identificou que 32% do total de focos de incêndios de setembro deste ano foram iniciados na semana do dia 21 ao 27. A partir do dia 4 até esta segunda-feira houve queda: foram 445 focos, 25% do total no mês.  

AUMENTO

Mesmo com a queda no índice de focos, de janeiro a setembro deste ano foi o período com mais queimadas no Pantanal do Estado. No mesmo intervalo de 2019 foram registrados 4.929 focos, enquanto em 2020 ocorreram 6.975 queimadas. De um ano para o outro, houve um aumento de 29% nos focos de incêndio.

Segundo dados do Inpe, 2019 contou com 5.941 focos em todo o bioma, com aumento de 328% em comparação a 2018. Neste ano, já foram contabilizados 17.577, ou seja, em números, 11.636 incêndios a mais e um aumento de 195%.

 
 

O Pantanal nunca registrou números tão altos de destruição desde 1998. A última vez que o bioma teve mais de 10 mil focos foi em 2005, que registrou 11.373 casos, 6.204 focos a menos que neste ano.  

De acordo com o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 3.461 milhões de hectares foram destruídos pelo fogo no bioma. 

Na região de Mato Grosso, foi consumido 1,408 milhão de hectares e em Mato Grosso do Sul foram 2,053 milhões de hectares até o dia 27 de setembro.  

No Pantanal de Mato Grosso do Sul houve um aumento de 122% de área queimada de 2019 para 2020. Neste ano, o fogo já consumiu 1,408 milhão de área.

Segundo o Lasa, 23% do bioma foi consumido pelo fogo em 2020. Ao todo, foram destruídos 3,461 milhões de hectares no Pantanal, com variação de 122% em relação a 2019, que registrou 1,559 milhão de hectares queimados.

O governo do Estado divulgou que após uma semana de combate aos focos de incêndio na Serra do Amolar, 20 bombeiros de Mato Grosso do Sul e do Paraná controlaram o fogo que se aproximava do Parque Nacional do Pantanal e da divisa do Estado com Mato Grosso.  

No entanto, mesmo com o controle nesta área, outros focos surgiram em direção ao sudoeste de Corumbá, onde milhares de hectares foram queimados entre maio e junho.

INCÊNDIO NA CAPITAL

Em Campo Grande, os incêndios também têm alcançado grandes proporções. Ontem à tarde, no Jardim Noroeste, em Campo Grande, uma queimada, que começou no antigo lixão de entulhos, destruiu barracos e mobilizou várias viaturas do Corpo de Bombeiros.

As chamas teriam começado em área de vegetação no antigo lixão e se alastraram rapidamente para os barracos da Favela da Conquista.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e seis viaturas foram encaminhadas para o local. Pelo menos dois barracos foram totalmente destruídos pelo fogo e outros estão ameaçados.  

Na tentativa de não perder suas habitações, moradores se arriscaram usando baldes de água e galhos de árvores na tentativa de fazer o abafamento e apagar as chamas.  

Os moradores dos barracos destruídos não tiveram tempo para salvar seus pertences, mas os vizinhos retiraram o que conseguiram de dentro das casas para não perderem tudo. O fogo só foi controlado no fim da tarde. 

 
 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!