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MEIO AMBIENTE

Queimadas no Pantanal de MS podem causar até extinção de espécies de peixes

Seca e poluição dos rios em decorrência das cinzas geradas pelos incêndios na região impedem a sobrevivência de larvas e animais aquáticos
03/11/2020 10:00 - Ana Karla Flores


Os incêndios que destruíram 27% do bioma Pantanal geram impactos diretos na comunidade aquática dos rios da região. Com a poluição das cinzas produzidas pelo incêndio, as larvas de peixes não têm condições de sobreviver, diminuindo a quantidade das próximas gerações.  

De acordo com Fernando Rodrigues de Carvalho, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e especialista em Ictiologia, haverá perdas significativas no próximo ciclo de reprodução dos peixes. “Esses incêndios, se continuados e prolongados, podem levar várias espécies à extinção no futuro, principalmente as de pequeno porte, se medidas de proteção não forem implementadas para evitar essas tragédias no bioma pantaneiro”, afirmou o pesquisador.  

Carvalho explica que o Pantanal possui uma abundância na quantidade de peixes de cada espécie, com populações grandes localizadas em uma mesma região. O especialista explica que as queimadas provocaram cinzas, que são compostas de substâncias solúveis e insolúveis, incluindo o potássio, o cálcio e o sódio, que quando entram em contato com a água alteram o potencial hidrogeniônico (PH) e a turbidez dos rios.  

“Esses compostos, em combinação com outros na água, alteram a composição físico-química da água. Além disso, quando as primeiras chuvas começam a cair, as cinzas percolam no solo e podem ir para o freático”.

Segundo Carvalho, depois das chuvas, a água da calha dos rios vai para a planície de inundação, onde estão localizadas as larvas e os peixes jovens que estão em processo de crescimento e desenvolvimento, que serão prejudicados pelas cinzas nos solos.  

“A diminuição do oxigênio dissolvido da água se dá pela ação de bactérias que consomem o oxigênio da água pela decomposição da matéria orgânica presente nos locais queimados. Dessa forma, as larvas dos peixes, bem como toda a comunidade aquática, não terão condições de sobrevivência nesses locais”, detalha Carvalho.

Além disso, o especialista explica que as áreas que secaram completamente este ano estão repletas de cinza e, quando a água voltar a inundar essas regiões, se misturará com essas cinzas e outras matérias orgânicas resultantes dos incêndios.

Carvalho explica que, com a grande quantidade de incêndios na planície pantaneira, não há como ter um número exato para a quantidade de espécies perdidas. Segundo ele, o que se sabe é que haverá, com certeza, perdas consideráveis para o próximo ciclo reprodutivo.

Chuvas

O tenente-coronel da Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, Ednilson Queiroz, explica que, com as chuvas recentes, é esperado que os rios encham, o que aumenta a probabilidade de retorno e reprodução dos peixes na região do Pantanal.  

“A cheia é um dos grandes fatores de recrutamento dos peixes; com mais cheia, há um recrutamento maior e uma maior reprodução dos peixes”, declara Queiroz.

 

Felpuda


Comentários ouvidos pela “rádio peão”, em ondas curtas, são de que figurinha só ganharia apoio dos colegas caso pessoa agregada fosse “curtir a aposentadoria” de uma vez por todas. Como seu acordo político acabou naufragando nesta campanha, agora dito-cujo estaria querendo recuar e não ceder o lugar. 

Isso até poderia acontecer, se não fosse a sua, digamos, eminência parda. Afe!