Cidades

Estiagem

Queimadas urbanas agravam período seco em Corumbá

Moradores acreditam que ateando fogo estão limpando os terrenos

Diário Corumabense

13/08/2015 - 11h12
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Além das queimadas florestais em Corumbá, município a 444 quilômetros da Capital, as queimas a céu aberto, provocadas pela própria população aumentaram consideravelmente, neste período de estiagem no Pantanal. Quase todos os dias, o Corpo de Bombeiros tem sido chamado para apagar fogo geralmente colocado por pessoas que acreditam que, através da queima das folhas e galhos, estão limpando terrenos vizinhos ou o próprio quintal. 

No entanto, essa atitude apenas prejudica o meio ambiente e a saúde das pessoas. O comandante da Polícia Militar Ambiental (PMA) de Corumbá, Cleiton Douglas da Silva, recomenda que as pessoas juntem todo o material, como folhas e galhos, e esperem pela coleta pública de lixo. “Apesar de o fogo ser uma cultura das pessoas, já foi provado que é nocivo para o meio ambiente e para a saúde, sobretudo na área urbana porque essa fumaça vai rapidamente ter prejuízo para os vizinhos, que é como normalmente chega para nós na ocorrência”, explica.

O comandante Cleiton comenta que nesse período há uma soma do fogo da região do Pantanal, na zona rural, quando não há como se evitar que a fumaça chegue até a cidade, o que é agravado pelo fogo na área urbana.“É importante que as pessoas tenham ideia que não basta reclamar do fogo que colocam no Pantanal. Quando você queima seu lixo, queima sua folhinha lá na frente ou no quintal da sua casa, também está contribuindo para esse mal que você mesmo reclama”, frisa o comandante da PMA.

Ele ressalta também que para que a PMA possa multar administrativamente e punir o autor da queima a céu aberto é necessário que haja o flagrante, o que é muito difícil nesses casos. Algumas vezes as pessoas telefonam para a PMA, mas no ato do registro da ocorrência, o autor do fogaréu já não está mais no lugar do fato. No entanto, ele pede para que a população denuncie essas ações, caso saiba quem são os autores.

“A pessoa deve ligar aqui na Polícia Militar Ambiental, se ela souber da autoria. A gente precisa da autoria para poder levar à responsabilização, se a pessoa viu quem colocou, se o autor está no local, ligue imediatamente para a Polícia Militar Ambiental porque nós vamos enviar uma equipe policial e o autor será responsabilizado administrativamente, vai incidir sobre ele multa de uma a cem uferms que é a unidade fiscal, que está no valor de R$ 21,56”, informa o comandante Cleiton. Nessa proporção, a ação de queima a céu aberto não entra na seara criminal, só na administrativa, por isso é apenas imputada multa, a pessoa não fica fichada criminalmente. O telefone da PMA é 3231-5201.

Cidades

BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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