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Radares serão instalados em 4 avenidas

Radares serão instalados em 4 avenidas

Redação

29/03/2010 - 11h08
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Radares serão instalados nos próximos dias nas avenidas Gury Marques, Euler de Azevedo, Duque de Caxias e Marechal Deodoro. De acordo com o diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Rudel Trindade, nestes locais, veículos passam em alta velocidade e ainda há travessia de pedestres. Combinação que muitas vezes resulta em acidentes de trânsito, e por isso, a necessidade dos aparelhos. Segu ndo Rudel, os radares serão colocados nos dois sentidos das avenidas e irão fotografar veículos que trafegarem acima de 50 km/h. “Na frente da nova rodoviária o radar será diferenciado. Irá registrar quem avançar o sinal e estiver em excesso de velocidade”, diz. Este redutor será instalado no sentido centro/bairro na Avenida Gury Marques, em frente ao novo terminal rodoviário, onde infrações de trânsito são constantes. “Se você ficar meia hora aqui vai ver coisas absurdas”, declara a comerciante Edileide Farias, 32 anos. Segundo ela, desde que o local recebeu nova sinalização, são poucos os condutores que a respeitam. Entre as irregularidades mais observadas pela comerciante estão a parada sobre a faixa de pedestre, avanço no sinal vermelho e motociclistas que passam para o outro sentido da avenida pela passarela de pedestres. Edileide conta que já presenciou várias situações em que motoristas não respeitaram quem passava pela faixa de pedestres. “Agora pouco passou um ciclista e ele teve que gritar para os carros não passarem em cima dele”. E são por causa dos flagrantes diários que Edileide aprova o radar no local. “O radar vai ajudar bastante. Porque o motorista só sente quando pega no bolso”, finaliza. Já no sent ido ba i rro/ cent ro d a Aven id a Gu r y Marques, o redutor de velocidade ficará próximo ao Terminal Guaicurus. Conforme o diretor-presidente da Agetran, o equipamento fará com que os motoristas que estão chegando na cidade reduza a velocidade mantida na rodovia. A previsão é que o radar entre em funcionamento em 30 dias. Euler de Azevedo Na avenida que fica na saída para Rochedo, os radares estão sendo colocados nas proximidades do acesso ao Bairro Coophasul. De acordo com Rudel, a intenção é melhorar o tráfego para quem sai e entra no bairro. Além disso, com os veículos trafegando em velocidade menor, melhora a travessia de pedestres e reduz as chances de acidente, que segundo o frentista Eduardo de Jesus de Souza, 26 anos, são constantes no local. Ele trabalha há cinco anos em um posto de combustíveis que fica às margens da via e aprova o radar. “O pessoal passa correndo. Vai melhorar com o radar”, diz. Os dois sentidos da avenida já começaram a ser sinalizados para instalação dos redutores. Já há “olhos de gato” nos dois pontos e a estimativa é que em três semanas o equipamento comece a fotografar condutores “apressados”. Duque de Caxias A mesma situação da Avenida Euler de Azevedo pode ser verificada na Avenida Duque de Caxias, na saída para Aquidauana. Os equipamentos ficarão quase em frente ao Aeroporto Internacional de Campo Grande, local de alto indíce de acidentes. Dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) mostram que nos últimos 30 dias de 2009 foram registrados 16 acidentes na avenida. Número que colocou a via como a terceira mais perigosa da Capital. Funcionário de um posto de combustíveis que fica ao lado da avenida, o frentista Thiago Melo, 20 anos, é testemunha da estatística. “O pessoal passa correndo aqui. Direto acontece acidente”, declara. Saída para Sidrolândia Segundo Rudel Trindade, quem costuma passar pela Avenida Marechal Deodoro terá que se acostumar com os dois novos redutores de velocidade que devem começar a operar em três semanas. O objetivo é mudar os números sobre colisões e atropelamentos na via, que em dezembro do ano passado foi considerada a 9ª mais perigosa, com 12 acidentes. Somente nos últimos dois meses, pelo menos duas pessoas morreram atropeladas por motocicletas no local. No dia 8 de fevereiro, morreu Vagner Alves da Silva, de 29 anos, e no último dia 23, a vítima foi Elza Ramos Lins, 70 anos.

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Veículos batem de frente e três pessoas da mesma família morrem na BR-267

Motorista de um Virtus tentou fazer uma ultrapassagem, quando colidiu de frente com um Corolla; todas as vítimas estavam no veículo atingido

16/12/2025 18h36

Veículos bateram de frente e três pessoas da mesma família morreram

Veículos bateram de frente e três pessoas da mesma família morreram Foto: Divulgação / PRF

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Três pessoas morreram em um acidente envolvendo dois carros de passeio, na manhã desta terça-feira (16), na BR-267, em Nova Alvorada do Sul. O acidente aconteceu durante uma tentativa de ultrapassagem.

De acordo com informações da PRF, um veículo Toyota Corolla, com placas de São Miguel de Guaporé (RO), seguia no sentido Nova Alvorada do Sul a Distrito de Casa Verde, enquanto um Virtus, com placas de Três Lagoas, seguida no sentido contrário.

Na altura do km 177, os veículos bateram de frente. Segundo testemunhas, o Virtus teria tentado fazer uma ultrapassagem e acabou colidindo com o Corolla.

Com o impacto da batida, duas passageiras no Corolla, de 55 e 73 anos, morreram na hora. Um outro passageiro, de 74 anos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente no hospital. O motorista, de 53 anos, não teve ferimentos graves.

Conforme informações, as vítimas eram a esposa, pai e mãe do motorista.

No Virtus estavam o condutor e um passageiro, de 42 e 37 anos, respectivamente. Ambos tiveram lesões consideradas leves e foram encaminhados ao hospital em Nova Andradina, mas não correm risco de morte.

Ainda segundo a PRF, foi realizado o teste do bafômetro nos motoristas, com resultado negativo para alcoolemia em ambos.

Informações preliminares são de que a família que estava no Corolla saiu de Rondônia para visitar familiares no interior de São Paulo.

Durante os trabalhos de resgate e perícia, parte da pista ficou interditada. As causas do acidente serão investigadas pela Polícia Civil.

Outro acidente com duas mortes

Na madrugada desta terça-feira (16), outro acidente deixou duas pessoas mortas e três feridas, na BR-158, em Três Lagoas.

Conforme reportagem do Correio do Estado, Fernanda Taina Costa da Silva, de 28 anos, conduzia um Fiat Palio, e Fernando Marconi Ramos, de 27 anos, trabalhava como moto-entregador. Ambos colidiram em ua região conhecida como anel viário Samir Tomé.

No Palio conduzido, além da motorista estavam três crianças, de 9 anos, 5 anos e nove meses, que tiveram de ser levadas ao Hospital Regional, mas o estado de saúde de todas era considerado estável. As três estavam no banco traseiro e as duas maiores estavam conscientes e orientadas.

Imagens divulgadas pelo site 24hnewsms mostram que a motocicleta atingiu a parte frontal do veículo e o piloto acabou sendo jogado sobre o para-brisa, do lado da condutora.

Embora não haja testemunhas, os policiais que atenderam à ocorrência constataram sinais de frenagem da moto, que a moto seguia pelo anel viário no sentido ao shopping Três Lagoas, quando foi atingida frontalmente pelo carro, que teria invadido a pista contrária por motivos ainda ignorados. 

 

Cabe recurso

Jogo do bicho: deputado Neno Razuk é condenado a 15 anos de prisão

Condenação foi proferida  pela 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

16/12/2025 17h45

Deputado estadual Neno Razuk (PL)

Deputado estadual Neno Razuk (PL) Foto: Wagner Guimarães / Alems

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O deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk (PL), foi condenado a 15 anos e 7 meses de prisão, apontado como o "cabeça" de um grupo criminoso para tomar o controle do jogo do bicho em Campo Grande. A condenação foi proferida  pela 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) nesta segunda-feira (15) e sentencia outras 11 pessoas. 

Conforme os autos do processo que corre em segredo de Justiça, os réus tentaram anular a condenação sob pedindo a nulidade das investigações. Em resposta ao Correio do Estado, André Borges, advogado de defesa do deputado, disse que irá recorrer da sentença. "Defesa certamente recorrerá; processo está longe de encerrar; Neno confia na decisão final da justiça", declarou. 

Condenações 

  • Carlito Gonçalves Miranda 10 anos, 9 meses e 24 dias de reclusão, em regime fechado; Não tem o direito de recorrer em liberar e segue sendo procurado;
  • Diogo Francisco 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto; terá o direito de recorrer em liberdade;   
  • Edilson Rodrigues Ferreira 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto; terá o direito de recorrer em liberdade; 
  • Gilberto Luis dos Santos 16 anos, 4 meses e 29 dias de reclusão, em regime fechado; permanecerá preso;
  • José Eduardo Abduladah 4 anos e 1 mês de reclusão, em regime fechado; permanecerá em prisão domiciliar;
  • Júlio Cezar Ferreira dos Santos 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto; terá o direito de recorrer em liberdade;
  • Manoel José Ribeiro 13 anos, 7 meses e 1 dia de reclusão, em regime fechado; permanecerá preso;
  • Mateus Aquino Júnior 11 anos e 7 meses de reclusão, em regime fechado; não terá o direito de recorrer em liberdade e segue sendo procurado;
  • Roberto Razuk Filho 15 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado; terá o direito de recorrer em liberdade;
  • Taygor Ivan Moretto Pelissari 4 anos, 11 meses e 15 dias de reclisão, em regime fechado; não terá o direito de recorrer em liberdade e segue sendo procurado; 
  • Valnir Queiroz Martinelli 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto; terá o direito de recorrer em liberdade;
  • Wilson Souza Goulart 4 anos, 2 meses e 22 dias de reclusão, no semiaberto; terá o direito de recorrer em liberdade; 

Buscas

Em novembro deste ano, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), apreendeu mais de R$ 300 mil durante a operação deflagrada contra alvos ligados à família Razuk. A ação, realizada em conjunto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar, também resultou na prisão de três familiares do deputado estadual Neno Razuk. 

Foram detidos o pai do parlamentar, Roberto Razuk, e os irmãos Rafael Razuk e Jorge Razuk. Segundo informações, além do montante em dinheiro, equipes recolheram armas, munições e máquinas supostamente usadas para registrar apostas do jogo do bicho.

Os materiais foram apreendidos durante o cumprimento dos 20 mandados de prisão preventiva e 27 de busca e apreensão executados  em Campo Grande, Dourados, Corumbá, Maracaju e Ponta Porã, além de endereços no Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

Em Dourados, viaturas foram vistas logo cedo em bairros como Jardim Água Boa e Vila Planalto. A residência de Roberto Razuk foi um dos principais pontos de ação, onde agentes recolheram malotes.

Outro alvo da operação é Sérgio Donizete Balthazar, empresário e aliado político, proprietário da Criativa Technology Ltda., que no início deste ano ingressou no Tribunal de Justiça com mandado de segurança para tentar suspender a licitação da Lotesul, estimada em mais de R$ 50 milhões.

Também aparecem entre os alvos o escritório de Rhiad Abdulahad e Marco Aurélio Horta, conhecido como "Marquinho", chefe de gabinete de Neno Razuk e funcionário da família há cerca de 20 anos.

A família Razuk, já foi alvo de apurações relacionadas ao jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. A ação é tratada pelo Ministério Público como uma nova fase dessas investigações.

FASES

Em outubro de 2023, antes das fases da Successione, a Polícia Civil fez uma apreensão de 700 máquinas da contravenção, semelhantes a máquinas de cartão utilizadas diariamente em qualquer comércio, sendo facilmente confundidas.

As prisões foram desencadeadas a partir da deflagração das fases da Operação Successione, que começou no dia 5 de dezembro de 2023. Na ocasião, foram cumpridos 10 mandados de prisão e 13 mandados de busca e apreensão. Foi nesta fase que os ex-assessores parlamentares de Neno Razuk foram pegos.

Duas semanas depois, no dia 20 de dezembro, foi deflagrada a segunda fase da operação, com o cumprimento de 12 mandados de prisão e 4 de busca e apreensão. Ela foi realizada após investigações do Gaeco apontarem que a organização criminosa continuou na prática do jogo do bicho, além de concluírem que policiais militares também atuavam nesta atividade.

No dia 3 de janeiro do ano passado, chegou a vez da terceira fase da operação, com mais dois envolvidos presos pela contravenção na Capital.

A disputa pelo controle do jogo ilegal em Campo Grande se intensificou após a prisão de Jamil Name e Jamilzinho, durante a Operação Omertá, em 2019, que eram apontados pelas autoridades como os donos do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. 

Quatro anos depois, Jamil Name Filho foi condenado a 23 anos de reclusão, após um julgamento de três dias.

O termo italiano "Successione"  que dá nome a operação, é uma referência a disputa pela sucessão do jogo bicho em Campo Grande após a operação Omertá. A decisão desta terça-feira cabe recurso. 

**Colaborou Felipe Machado

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