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NA RUA

Reabertura do comércio nos fins de semana divide opiniões

Prefeito decidiu não estender as medidas restritivas, mesmo com a taxa de ocupação de leitos atingindo 90%
31/07/2020 12:03 - Gabrielle Tavares


A decisão do prefeito Marcos Trad (PSD) de permitir a reabertura do comércio aos fins de semana divide opiniões de quem trabalha ou faz compras do Centro de Campo Grande.  

Nesta sexta-feira (31) acaba a validade do decreto que impôs restrições ao comércio da Capital. Válido desde 18 de julho, somente serviços considerados essenciais estavam autorizados a abrir aos fins de semana.  

A partir de amanhã (1°), o comércio varejista em geral poderá abrir das 9h às 19h aos sábados, e das 9 às 16h aos domingos.

Para gerente de uma loja de cosméticos, Tatiana da Silva, se os consumidores fossem conscientes não haveria necessidade de fechamento das lojas.  

“Tem gente que traz a família toda aqui para comprar um shampoo, e não é isso que está sendo orientado para a população. Então o que falta é conscientização”, apontou a gerente.

A vendedora de uma ótica, Luciana Cristaldo, disse que o horário de maior movimento é das 9h até as 14h. “O movimento está baixo de qualquer jeito no fim de semana, o melhor horário mesmo é na parte da manhã”, comentou.  

“Se colocassem o horário de abertura até às 14h já estava bom. De segunda a sexta-feira está trazendo mais retorno do que no fim de semana”, ressaltou Luciana.

 
 

Restaurantes ficaram fora da lista autorizada a funcionar no período de semi-lockdown, somente os que atendiam por serviços de entrega puderam vender. Para a gerente do setor alimentício, Gabriela Zhu, vai ser um alívio reabrir as portas amanhã.

“Sábado é um dos melhores dias para gente, de maior movimento. Fica difícil ter que fechar, porque tenho que pagar o aluguel, que é muito alto, e o salário dos meus funcionários”, lamentou.

Segundo ela, não fez muita diferença fechar aos domingos, porque o fluxo de clientes no restaurante que administra não é alto nesse dia. “Domingo não teria muito problema continuar fechado, mas no sábado preciso abrir”.

A estudante que fazia compras na manhã desta sexta-feira, Noemi Ariane, 18 anos, disse que o melhor seria continuar com as lojas fechadas, na tentativa de diminuir os casos do coronavírus na cidade.

“Os casos estão aumentando e a doença é perigosa. Eu tenho medo sim, estou tomando todos os cuidados, só venho para o centro em casos de necessidade, quando posso”, admitiu Noemi.

Já para o vendedor ambulante Francisco Weverton de Oliveira, 31 anos, a reabertura é a esperança de melhorar suas vendas de máscaras que, segundo ele, já estão fracas, “ainda não vendi nenhuma hoje, está todo mundo sem dinheiro”.

Ele relatou não ter medo da doença, mas estava usando máscara. “Não estou tomando cuidado nenhum não. Não sou do grupo de risco e nem tenho ninguém na minha família”, apontou.

Contágio da pandemia

De acordo com o último boletim epidemiológico, Campo Grande possui 9.875 casos confirmados da doença e 129 óbitos.

A macrorregião da Capital está com 90% dos leitos ocupados. Destes, 39% são de pacientes com a Covid-19, 7% com suspeita e 44% com outras doenças.

 

Felpuda


Embora embalada por vários “ex”, pré-candidatura a prefeito de esforçada figura não deslancha. É claro que ninguém ousa falar em voz alta que o apoio, em vez de alavancar os índices com o eleitorado, está é puxando para baixo. Uns dizem que o título do filme “Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado” retrata bem a situação. Outros complementam: “... na primavera, no outono, no inverno...”. Como diria vovó: “Aqui você planta, aqui você colhe!”.