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Rebite dá lugar a cocaína para tirar o sono nas estradas, diz PRF

Rebite dá lugar a cocaína para tirar o sono nas estradas, diz PRF

VIVIANNE NUNES

17/12/2010 - 08h16
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A utilização do chamado rebite, [substância proibida e normalmente utilizada para tirar o sono] por parte dos caminhoneiros, principais usuários de estradas federais, tem deixado de ser o principal problema em rodovias dando lugar a uma substância um tanto quanto mais abrasiva e perigosa: a cocaína. A afirmação foi feita na manhã de hoje pelo superintendente da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso do Sul (PRF), Valter Favaro durante entrevista concedida ao programa Bom Dia Mega Notícias, da rádio Mega 94 FM. Segundo ele, a utilização  está ligada a questão do sono, já que a cocaína também desperta o usuário, apesar de causar delírios e outros fatores nada favoráveis ao trânsito.

A questão, segundo ele, é nova e deu incentivo para a operaçã deflagrada há dois dias pela PRF, a chamada Operação Pesadelo, que cumpriu 89 mandados de busca e apreensão em 22 unidades da Federação apreendendo 32 mil comprimidos de estimulantes. Apesar do alto número de produtos apreendidos, a ação teve foco no combate à venda de anfetaminas e também no tráfico de drogas que tem sido uma constante nas rodovias do País. Segundo estimativas da PRF, são motoristas profissionais que consomem vários tipos de substâncias ilícitas para suportarem até 60 horas seguidas ao volante.

Dados oficiai revelam que apenas este ano, de janeiro a agosto, foram 1.302 acidentes envolvendo veículos de carga provocados pelo sono ao volante. O balanço revela ainda 471 feridos e 50 mortos. Em quatro anos, de 2006 até 2010, o total de mortos chegou a 317.

A PRF tem desempenhado, a cada três meses, em conjunto com a Confederação Nacional dos Transportes, o projeto Comando de Saúde nas Rodovias, com palestras e uma série de exames médicos e acompanhamento nutricional. Nas quatro edições do projeto, realizadas este ano foi constatado que 45,5% do 5.393 motoristas profissionais examinados tinham relatos voluntários de carga horária excessiva de trabalho. Pelo menos 7% deles confessaram a utilização de medicamentos impróprios.

No Estado de São Paulo, há dois anos a Polícia Rodoviária Federal tem desenvolvido um projeto pioneiro na coleta de urina de motoristas para análises clínicas. De novembro de 2008 a abril deste ano foram 529 examinados. Destes, 10,8% dos casos apontaram consumo de maconha, cocaína, crack, anfetaminas ou outras combinações destes entorpecentes.

Campo Grande

Professor que teve entrada negada em escola será transferido para outra unidade pela SED

A Secretaria Estadual de Educação disse que irá investigar a conduta tomada pela direção da unidade escolar

04/03/2024 17h40

O professor disse que estava lotado em Bonito, revogou as aulas para vir lecionar em Campo Grande, convocado pelo CEESPI, no dia 1º de março Reprodução Arquivo

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Após o professor Fábio Oliveira Rodrigues, publicar um vídeo por meio de suas redes sociais, denunciando que não conseguiu assumir a vaga de convocado por ter a entrada proibida pelo diretor, a Secretaria de Educação (SED), informou que está apurando a conduta adotada pela direção da unidade, em Campo Grande.

"A SED informa que vai averiguar a conduta adotada pela direção da unidade escolar, uma vez que o processo seletivo gerou uma classificação dos profissionais para a lotação nas vagas conforme escolha dos aprovados. A pasta destaca, ainda, que o referido profissional foi atendido pela equipe responsável pelo processo e que já fez a opção pela lotação em outra unidade escolar, para o exercício da função na REE", diz a nota.

Entenda

O vídeo foi publicado nesta segunda-feira (4). Nele, o professor mostra a designação de atestado de vaga emitido pelo Centro Estadual de Educação Especial e Inclusiva (CEESPI), mas, quando tentou assumir o posto, foi impedido de adentrar na instituição de ensino.

Além disso, o professor disse que estava lotado em Bonito, revogou as aulas para vir lecionar em Campo Grande, convocado pelo CEESPI, no dia 1º de março. No mesmo dia, ele veio até a Capital e assinou o termo de atestado da vaga, assim como a ficha de designação.

"A designação é dizendo, escola, você é obrigado a alocar o professor no sistema para que ele receba pelo seu trabalho. Esse é a grosso modo. Eu cheguei aqui na segunda-feira, por volta de dez e meia da manhã, fui atendido pelo diretor da escola e pela coordenadora pedagógica. E os dois me atenderam e disseram, não queremos você aqui, não te quero aqui", disse o professor. 

Ainda, durante a conversa, o diretor teria dito que enviou um e-mail informando que não queria o profissional na escola. Diante da negativa, o educador solicitou acesso aos documentos e teve o pedido recusado. "Ele não me emitiu nenhum documento, também não elaborou ata, e eles têm que protocolar", explicou Flávio. 

Diante da recusa, o professor acionou a polícia e foi orientado a registrar um boletim de ocorrência. 

 

 

 

 

 

 

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JUSTIÇA

Moradores movem ações judiciais contra mau cheiro causado pelo frigorífico JBS, em Campo Grande

Petições, 25 numa semana, cobram da empresa até R$ 75 mil de indenização por danos morais e ambientais

04/03/2024 17h20

Queixas contra empresa cresceram desde janeiro passado Gerson Oliveira

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Ao menos 25 ações judiciais foram movidas da semana passada para cá contra o frigorífico JBS, situado na região da Vila Nova Campo Grande. Moradores denunciam o mau cheiro produzido pela empresa e, agora, pedem indenização por danos morais e ambientais, perdas e danos. Nas petições, os moradores aos arredores da empresa cobram até R$ 75 mil pela reparação.

Queixas contra o frigorífico ocorrem há tempos, pelo mesmo motivo, contudo, os casos aumentaram desde o início deste ano.

Numa das ações, defendidas pelo escritório de advocacia Silva & Biava, é dito que:

“… a empresa opera atividade potencialmente poluidora que gera incômodo e aflição nos moradores da região, produzindo fumaça (poluição atmosférica) e exalando odores (cheiros) potencialmente danosos aos moradores da região do Bairro Nova Campo Grande, o que acarreta no recolhimento dos moradores ao interior de suas residências, fechando portas e janelas, não podendo sequer receber visitas e/ou utilizar o bem imóvel para o seu lazer, pois o cheiro e a fumaça lançados na atmosfera são insuportáveis, e pior, causadores de diversos sintomas”.

Outra questão citada nos recursos judiciais sustenta que o mau cheiro, além de incomodar os moradores tem provocado desvalorização dos dos imóveis da região.

Noutro trecho da petição, é citado que: “em atenção ao que determina o artigo 334, § 4º, I, do Código de Processo Civil, manifesta-se desde já sobre o desinteresse na realização de audiência de conciliação, eis que a prática na lide envolvendo a Requerida demonstra que esta não apresenta quaisquer propostas em audiências conciliatórias, restando sempre infrutíferas. Isto porque, antes da devida instrução processual, a Requerida não exterioriza interesse no encerramento da demanda através de acordo, motivo pelo qual requer desde já a dispensa do ato”.

A reportagem pediu um manifesto da JBS, contudo, até o fechamento deste material, a empresa não tinha respondido. Assim que isso acontecer, o texto será atualizado.

 

 

 

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