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VEGETAÇÃO

Florestas recuperadas compensaram emissão de carbono do desmatamento amazônico

Dados da pesquisa conduzida por cientistas do Inpe foram publicados em revista internacional
22/09/2020 12:20 - Ricardo Campos Jr


O aumento das florestas que se recuperaram após perturbações como queimadas e desmatamento compensou 12% da emissão de carbono favorecida pela derrubada da Floresta Amazônica. Contudo, no levantamento por biomas, o Pantanal teve a menor contribuição: 0,43% de sequestro do gás estufa graças a uma área regenerada de 1.120 quilômetros quadrados.

Essas estatísticas constam em um estudo feito por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) publicado na revista Scientific Data, que pertence ao grupo Nature. Eles analisaram dados de 33 anos para chegar à conclusão.

Florestas que renascem após algum tipo de impacto são chamadas de secundárias. A literatura já mostrava que elas desempenham um papel fundamental no ciclo por assimilar quantidades maiores de CO2 em comparação com o que perdem para a atmosfera. A novidade é que a extensão e idade dessas áreas foram descritas com precisão pela primeira vez no Brasil. 

Com esse conhecimento, o Brasil ganha subsídios para auxiliar o país a bater as metas de um acordo nacional, que prevê reflorestamento de 12 milhões de hectares até 2030.