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ALERTA

Regional concentra mais da metade das suspeitas de dengue consideradas "alarme"

Pacientes têm sintomas que fogem da versão clássica da doença
15/02/2020 14:01 - Ricardo Campos Jr


 

O Hospital Regional de Campo Grande concentra 15 dos 26 pacientes com suspeita de dengue em todo o Estado cujos quadros clínicos são considerados de alarme. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde), em todos esses casos, as pessoas apresentam sintomas que vão além da versão clássica da doença, como por exemplo dores abdominais.

Já o Hospital Universitário monitora nove pacientes que estão na mesma situação. Paranaíba e Corumbá têm um caso de alarme, cada.

Conforme divulgou o Correio do Estado durante a semana, autoridades ligadas à Saúde acreditam que o decreto de epidemia está próximo pelo avanço na quantidade de notificações da doença. Até o momento existem 12.182 casos suspeitos, dos quais sete têm quadro clínico considerado grave, com sintomas de choque.

A dengue já foi confirmada como a causa da morte de 11 pessoas em Mato Grosso do Sul: três na Capital, duas em Corumbá e uma em Sete Quedas, Cassilândia, Pedro Gomes, Nova Andradina, Caarapó e São Gabriel do Oeste.

Contudo, o número pode ser maior. O poder público apura se a doença também vitimou outras cinco pessoas: duas em Campo Grande, além de Cassilândia, Dourados e Sonora (cada município com um caso). Se os exames derem positivo, o número de óbitos provocadas pelo vírus subirá para 16 em menos de dois meses (sete semanas).

No ano passado, no mesmo período, ainda não haviam ocorrido mortes pelo vírus. Os dados foram repassados a todos os gestores municipais de Saúde em evento na quinta-feira (13) e durante a reunião do Comitê Intersetorial Bipartite (CIB) ontem (14) pela gerente técnica de doenças endêmicas do Estado, Jéssika Klenner.

Dos 79 municípios, 40 estão com alta incidência. Pedro Gomes é a cidade com mais notificações, no total são 252 casos e incidência de 3186,6. Em seguida, aparecem Alcinópolis - com 146 casos e incidência de 2990 - e Caracol - com 138 notificações e índice de 2421,5.

Karine Cavalcante, coordenadora de atenção primária da SES, “puxou a orelha” dos gestores. “Quem chega com dengue no posto não pode ser mandado para casa sem o acompanhamento. Se vem com suspeita, não posso esquecer dessa pessoa. Óbito por dengue não deveria acontecer. Temos que nos colocar no lugar daquelas pessoas, das famílias delas”, disse aos presentes.

Segundo ela, lidar com pacientes com suspeita da doença não exige tecnologia, já que o tratamento consiste em observação e hidratação. “O manejo é simples. Se temos dificuldade em lidar com dengue, não vamos conseguir lidar com doenças mais complexas”, completa.

 

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.