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QUARENTENA

Regras duras para restaurantes e lotéricas são estratégias para manter isolamento

Prefeito diz que medidas são difíceis de propósito, para que estabelecimentos não as possam cumprir
27/03/2020 08:20 - Ricardo Campos Jr


 

As condições impostas pelo município para a reabertura de restaurantes e lotéricas são estratégias para que as pessoas continuem em casa. “Colocamos regras extremamente dificeis para que eles não possam cumprir”, disse o prefeito Marcos Trad Filho (PSD) em entrevista ao Bom dia MS da TV Morena nesta sexta-feira (27).

O gestor reforçou que a flexibilização do isolamento social se deve à imposição do Governo Federal, embora ele não considere esses dois ramos “tão essenciais”.

NORMAS

Bares e restaurantes podem funcionar desde que tenham até 30% de lotação, higienizem as máquinas de cartão, mantenham distância de dois metros entre as mesas, meçam a temperatura dos clientes na chegada para vedar o acesso de quem esteja com febre e façam com que todos os funcionários trabalhem com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Já as lotéricas podem operar em horário reduzido: das 9h às 17h. Os locais devem ser higienizados e os clientes deverão manter distância de 1,5 m com demarcação no piso. Trad ainda reforçou a necessidade de ter álcool em gel, que se não estiver disponível, não autoriza a reabertura.

Quanto às indústrias, que devem abrir na segunda-feira (30), trabalhadores devem manter uma distância de 1,5m, com a disponibilidade de lavatórios para lavagem periódica das mãos. Equipamentos e espaços de trabalho também devem ser higienizados.

As obras na construção civil têm as mesmas regras aplicadas às indústrias, ficando limitada a circulação de apenas 20 trabalhadores.

Por fim, igrejas ficam limitadas a realizar apenas duas reuniões ao dia, entre 6h e 19h30, respeitando o limite máximo de lotação de uma pessoa a cada 10m2. Fiéis devem permanecer distante 1,5m um do outro, além de higienizar as mãos periodicamente. Também fica proibida entrada de pessoas que apresentarem febre.

 

Felpuda


Nos bastidores, há quem garanta que a única salvação, de quem está com a corda no pescoço, é ele aceitar ser candidato a vice-prefeito em chapa de novato no partido. Vale dizer que isso nunca teria passado por sua cabeça, uma vez que foi eleito com, digamos, “caminhão de votos”. Se aceitar a imposição, pisaria na tábua de salvação; se recusar, poderá perder o mandato. Ah, o poder!