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Queda avião Recife

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Remoção dos corpos já começou

Remoção dos corpos já começou

DIÁRIO DE PERNAMBUCO

13/07/2011 - 07h10
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O carro da Infraero chegou ao local e deu início à ajuda ao IML na operação para a remoção dos corpos. Uma lona foi estendida no terreno para dispor os cadáveres.Dezesseis pessoas morreram na queda de um avião no início da manhã de hoje em Boa Viagem, zona sul do Recife, segundo os bombeiros.

De acordo com a Infraero, a aeronave da empresa Noar deixou o Aeroporto Internacional dos Guararapes às 6h51min com destino a Natal, no Rio Grande do Norte com dois tripulantes e 14 passageiros.

O acidente aconteceu na avenida Boa Viagem em um terreno nas proximidades do II Comar, depois do Parque Dona Lindu, onde geralmente são armados circos. O trânsito no local é bastante complicado.

De acordo com as primeiras informações, a avião pegou fogo após chegar ao solo. O empresário Geraldo Jorge, um dos representantes da empresa de aviação, informou que neste momento a empresa está cuidando do atendimento às famílias das vítimas para então se pronunciar sobre o acidente.

Logo após a decolagem, com quatro minutos de voo, o piloto teria informado à torre de controle que estava com problemas e que faria um pouso forçado.O acidente aconteceu na avenida Boa Viagem em um terreno nas proximidades do II Comar. O avião pegou fogo após chegar ao solo.

 

A aeronave que caiu esta manhã no Recife é um LET/410, um bimotor turboélice, fabricado pela empresa Let Aircraft, da República Checa, com capacidade para transportar até 19 passageiros.

Matéria Atualizada às 09h para acréscimo de informações

Júri: Passo Piraju

Começa julgamento de lideranças indígenas acusadas de matar Policiais Civis em MS

O conflito por terras ocorreu em 2006 na região conhecida Passo do Piraju; lideranças são acusadas de matar dois policiais civis durante disputa de terras em Dourados

27/02/2024 17h20

Imagem Divulgação

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Dezoito anos após a disputa do território conhecido como Passo Piraju, que fica localizado no município de Dourados, em Mato Grosso do Sul, dois réus da etnia Guarani Kaiowá vão para júri conduzido pela Justiça Federal de São Paulo. 

O conflito por terras ocorreu em 2006, envolvendo então à época, lideranças do tekoha (território) Passo do Piraju, os réus Walmir Júnior Savala e Sandra Arevalo Savala, que são acusados de dois homicídios e um na forma tentada.

O julgamento teve início na manhã de segunda-feira (26) e pode seguir até a sexta-feira (1º). A advogada dos réus, Caroline Dias Hilgert relatou para o Conselho Indigenista Missionário que o júri é composto por sete civis. Além disso, uma delegação com lideranças Guarani Kaiowá do território Passo Piraju está acompanhando o júri que é aberto ao público.

O caso

Em reportagem, a Folha de São Paulo, noticiou que um grupo indígena foi preso após matar os policiais, Rodrigo Pereira Lorenzato,  de 26 anso, e Ronilson Guimarães Bartier, de 36 anos. e ferir um terceiro, em uma área de disputa entre os indígenas e proprietários ruais de Dourados.

Segundo a reportagem, os policiais foram mortos a facadas, pauladas e até tiros. Quatro indígenas foram presas. De acordo com o relato da polícia civil, na época do ocorrido, os policiais foram vítimas de emboscada. 

Desde a época do ocorrido, a comunidade alega que sofreu uma emboscada de policiais à paisana, portanto os indígenas agiram em defesa do território. A terra que está sendo reivindicada – Passo do Piraju –, é considerada pela etnia como território sagrado.

No dia do ocorrido, no dia 1º de janeiro de 2006, o Passo Piraju teria sofrido diversos ataques, segundo os indígenas as vígilas eram constates dado a ameaças sofridas. Como o território fica às margens do rio Dourados, os indígenas disseram que frequentemente barcos com homens armados passavam disparando contra a comunidade.

Os indígenas alegaram que os policiais teriam sido confundidos com jagunços de fazendeiros por terem aparecido vestidos com short e camiseta realizando disparos. Os indígenas revidaram o ataque e alegaram legítima defesa, como disseram que durante o confronto os policiais teriam se confundido e atirado neles mesmos. 

“Em júri realizado em junho de 2019, comandado pela juíza Andreia Moruzzi, da Justiça Federal de São Paulo, além de declarar inocente o cacique Carlito Guarani Kaiowá e condenar outros quatro indígenas, uma argumentação positiva aos Guarani Kaiowá reconheceu o conflito territorial. Na ocasião, os jurados consideraram que os crimes foram praticados em face do relevante valor social da terra e da comunidade. Portanto, as penas foram diminuídas”, explica Caroline.

 
Sobre o processo

A defesa conseguiu que o processo não fosse encaminhado o júri em Dourados e o caso foi encaminhado para São Paulo, onde o caso foi dividido em dois julgamentos distintos dos réus que permaneceram detidos e outros dois réus que ficaram aguardando o processo em liberdade. 

Dos réus que aguardaram em liberdade, o julgamento iniciou em 2006, um dos indígena morreu, e o outro, conhecido como Ofaié, teve as acusações contra eles retiradas por serem consideradas improcedentes.

Procuradores da Advocacia-Geral da União (AGU), juntamente com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Funai, estão cuidando da defesa dos Guarani-Kaiowá.

Ritos 

Depois do sorteio dos jurados serão ouvidas as testemunhas de acusação, na sequência a defesa, complosta pelas advogadas indigenistas Michael Mary Nolan e Caroline Dias Hilgert, o advogado Guilherme Madi Rezende e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

O julgamento desta segunda-feira ocorre no TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, em São Paulo

** Colaborou Celso Bejarano

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Cidades

Saúde confirma dois novos óbitos por dengue em Mato Grosso do Sul

Vítimas tinham 73 e 81 anos, e residiam em Coronel Sapucaia e Chapadão do Sul

27/02/2024 16h51

Mosquito Aedes Aegypti é transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Reprodução

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou mais duas mortes causadas pela dengue em Mato Grosso do Sul. A informação foi divulgada através do Boletim Epidemiológico, publicado semanalmente.

As vítimas eram idosos, uma mulher e um homem, de 81 e 73 anos, respectivamente. Eles residiam em Chapadão do Sul e Coronel Sapucaia, dois dos vinte municípios do Estado com alta incidência da doença.

Segundo o boletim, uma morte ainda está sob investigação.

Na última semana, foram confirmados 561 novos casos de dengue em Mato Grosso do Sul, e mais 1.460 casos prováveis.

Desde o início do ano, o Estado já registrou três óbitos, 1.602 casos confirmados e 4.667 casos prováveis da doença.

Casos prováveis

Com relação ao perfil, dos casos prováveis, a maioria tem idade entre 20 e 29 anos (20,18%), seguido por 30 a 39 anos (16,64%), 10 a 19 anos (15,08%) e 40 a 49 anos (13,73%).

Ainda conforme o boletim epidemiológico, dos 79 municípios do Estado, 20 estão em alta incidência de dengue. É considerada alta incidência quando o município registra acima de 300 casos por 100 mil habitantes.

Outras 23 cidades estão com média incidência e 36 têm baixa incidência, incluindo Campo Grande.

Não há casos notificados em Glória de Dourados e Pedro Gomes.

Em número de casos, Campo Grande lidera, com 416 confirmações, seguida por Aral Moreira (333), Paranhos (330), Costa Rica (318) e Chapadão do Sul (312). 

Histórico

No ano passado, 42 pessoas morreram de dengue no Estado, número 75% superior ao registrado em 2022 (24), e 200% maior do que o registrado em 2021 (14).

Fonte: SES

Vacina

Neste mês, foi iniciada a vacinação contra a dengue na rede pública de saúde. Na primeira fase, a Qdenga é aplicada gratuitamente em crianças/adolescentes de 10 a 11 anos. Conforme mais doses forem entregues, adolescentes de 12 a 14 anos também serão receberão a vacina.

Alguns municípios do Estado já ampliaram o público-alvo para a vacinação.

Quem está fora da faixa etária classificada como prioritária pode procurar a vacina na rede particular.

No Estado, 34 municípios receberam doses da vacina nesta primeira fase, incluindo a Capital.

A Qdenga previne exclusivamente casos de dengue e não protege contra outros tipos de arboviroses, como Zika, Chikungunya e febre amarela.

O esquema completo da vacina é composto por duas doses, a serem administradas por via subcutânea com intervalo de 3 meses entre elas. Quem já teve dengue também deve tomar a dose.

Para quem apresentou a infecção recentemente, a orientação é aguardar 6 meses para receber o imunizante. Já quem for diagnosticado com a doença no intervalo entre as duas doses deve manter o esquema vacinal, desde que o prazo não seja inferior a 30 dias em relação ao início dos sintomas.

DENGUE

SINTOMAS

  • Febre alta > 38°C;
  • Dor no corpo e articulações;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Mal estar;
  • Falta de apetite;
  • Dor de cabeça;
  • Manchas vermelhas no corpo.           

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática, apresentar quadro leve, sinais de alarme e de gravidade.

Normalmente, a primeira manifestação da doença é a febre alta, superior a 38ºC, de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. Também podem acontecer erupções e coceira na pele.

Os sinais de alarme são assim chamados por sinalizarem o extravasamento de plasma e/ou hemorragias que podem levar o paciente a choque grave e óbito.

A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

SINAIS DE ALARME

Os sinais de alarme são caracterizados principalmente por:

  • Dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua;
  • Vômitos persistentes;
  • Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico);
  • Hipotensão postural e/ou lipotímia;
  • Letargia e/ou irritabilidade;
  • Hepatomegalia maior do que 2cm abaixo do rebordo costal;
  • Sangramento de mucosa;
  • Aumento progressivo do hematócrito.

A fase crítica tem início com o declínio da febre (período de defervescência), entre o 3° e o 7° dia do início de sintomas. Os sinais de alarme, quando presentes, ocorrem nessa fase. A maioria deles é resultante do aumento da permeabilidade capilar. Essa condição marca o início da piora clínica do paciente e sua possível evolução para o choque, por extravasamento plasmático. Sem a identificação e o correto manejo nessa fase, alguns pacientes podem evoluir para as formas graves.

Os casos graves de dengue são caracterizados por sangramento, disfunções de órgãos ou extravasamento de plasma. O choque ocorre quando um volume crítico de plasma é perdido pelo extravasamento, habitualmente entre o 4º e o 5º dia – no intervalo de 3 a 7 dias de doença –, sendo geralmente precedido por sinais de alarme.

Mulheres grávidas, crianças e pessoas mais velhas (acima de 60 anos) têm maiores riscos de desenvolver complicações pela doença.

Os riscos aumentam quando o indivíduo tem alguma doença crônica, como asma brônquica, diabetes mellitus, anemia falciforme, hipertensão, além de infecções prévias por outros sorotipos.

Busque ajuda!

Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

TRANSMISSÃO

O vírus da dengue (DENV) pode ser transmitido ao homem principalmente por via vetorial, pela picada de fêmeas de Aedes aegypti infectadas, no ciclo urbano humano–vetor–humano. Os relatos de transmissão por via vertical (de mãe para filho durante a gestação) e transfusional são raros.

PREVENÇÃO

Deve-se reduzir a infestação de mosquitos por meio da eliminação de criadouros, sempre que possível, ou manter os reservatórios e qualquer local que possa acumular água totalmente cobertos com telas/capas/tampas, impedindo a postura de ovos do mosquito Aedes aegypti. Medidas de proteção individual para evitar picadas de mosquitos devem ser adotadas por viajantes e residentes em áreas de transmissão. A proteção contra picadas de mosquito é necessária principalmente ao longo do dia, pois o Aedes aegypti pica principalmente durante o dia.

Recomenda-se as seguintes medidas de proteção individual:

  • Proteger as áreas do corpo que o mosquito possa picar, com o uso de calças e camisas de mangas compridas;
  • Usar repelentes à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina nas partes expostas do corpo. Também pode ser aplicado sobre as roupas. O uso deve seguir as indicações do fabricante em relação à faixa etária e à frequência de aplicação. Deve ser observada a existência de registro em órgão competente. Repelentes de insetos contendo DEET, IR3535 ou Icaridina são seguros para uso durante a gravidez, quando usados de acordo com as instruções do fabricante. Em crianças menores de 2 anos de idade, não é recomendado o uso de repelente sem orientação médica. Para crianças entre 2 e 12 anos, usar concentrações até 10% de DEET, no máximo 3 vezes ao dia;
  • A utilização de mosquiteiros sobre a cama, uso de telas em portas e janelas e, quando disponível, ar-condicionado.

TRATAMENTO

O tratamento para infecção pelo vírus dengue é baseado principalmente na reposição volêmica adequada, levando-se em consideração o estadiamento da doença (grupos A, B, C e D) segundo os sinais e sintomas apresentados pelo paciente, assim como no reconhecimento precoce dos sinais de alarme. Para os casos leves com quadro sintomático recomenda-se:

  • Repouso relativo, enquanto durar a febre;
  • Estímulo à ingestão de líquidos;
  • Administração de paracetamol ou dipirona em caso de dor ou febre;
  • Não administração de ácido acetilsalicílico;
  • Recomendação ao paciente para que retorne imediatamente ao serviço de saúde, em caso de sinais de alarme.

Os pacientes que apresentam sinais de alarme ou quadros graves da doença requerem internação para o manejo clínico adequado. Ainda não existe tratamento específico para a doença.

A dengue, na maioria dos casos leves, tem cura espontânea depois de 10 dias.

É importante ficar atento aos sinais e sintomas da doença, principalmente aqueles que demonstram agravamento do quadro, e procurar assistência na unidade de saúde mais próxima.

O indivíduo pode ter dengue até quatro vezes ao longo de sua vida. Isso ocorre porque pode ser infectado com aos quatro diferentes sorotipos do vírus. Uma vez exposto a um determinado sorotipo, após a remissão da doença, o indivíduo passa a ter imunidade para aquele sorotipo específico, ficando ainda susceptível aos demais.

Com informações de Ministério da Saúde e Agência Brasil.

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