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COVID-19

Resende defende obrigatoriedade da vacina contra a Covid em Mato Grosso do Sul

Presidente disse que não haverá obrigação; Secretário afirma que o Estado segue o que orienta e ciência
20/10/2020 12:18 - Glaucea Vaccari


Vacina contra a Covid-19 ainda não ficou pronta, mas já é alvo de debates sobre a obrigatoriedade ou não de imunização no Brasil. Presidente Jair Bolsonaro afirmou, em mais de uma ocasião, que a vacinação não será obrigatória. No entanto, secretário estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende, disse que o Estado se posiciona pela imunização compulsória.

"Aqui no mato grosso do sul, para não polemizar, nós haveremos de seguir o que recomenda a ciência, o uso compulsório da vacina. Essa é a indicação que eu vou fazer ao governo, ou seja, a obrigatoriedade da vacina, porque nós estamos não só nos protegendo, mas protegendo o conjunto da sociedade", disse Resende, em live realizada nesta terça-feira (20).

A determinação da obrigatoriedade da vacinação cabe ao governo federal e Bolsonaro afirmou que cabe ao Ministério da Saúde definir o Programa Nacional de Imunizações, mas que já está decidido que a vacina contra a Covid-19 não fará parte das obrigatórias.

Resende disse que o objetivo ao defender a obrigação não é polemizar, mas deixar claro o posicionamento do Estado.

"Deixando o mais claro possível a nossa posição quanto a essa que é hoje mais um enveredamento na seara política que a gente está vendo sobre o uso da vacina. Vacina é um bem da humanidade, a vacina tem que ser compartilhada e nós precisamos saber que ela tem que ser feita em todos", defendeu o secretário.

Governador de São Paulo, João Dória, também se posicionou pela compulsoriedade e disse que a vacinação será brigatória em São Paulo, gerando ainda mais embate com o presidente, que voltou a dizer que "a vacina não será obrigatória e ponto final".

Seis vacinas contra a Covid-19 estão em fase final de desenvolvimento no mundo todo. 

Quatro estão em testes no Brasil, com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo a de Oxford; Coronac, desenvolvida pela Sinovac da China e em parceria com o Instituto Butantã; Sputnik, da Rússia; Vacina BioNTech e Wyeth/Pfizer e Jansen-Cilag, da Johnson & Johnson.

 
 

Aumento de mortes

Boletim epidemiológico divulgado nesta terça-feira (20) aponta que, depois de vários dias com queda no número de mortes por Covid-19, Mato Grosso do Sul voltou a registrar óbitos acima da casa dos dez, com 15 vítimas nas últimas 24 horas.  

“Tivemos um números expressivo de óbitos em nosso estado, 15, nós anunciamos números menores nos últimos dias, mas hoje deu um salto. Mostra mais uma vez a letalidade do vírus e que nós não podemos vacilar”, disse o secretário estadual de Sáude.  

Com isso, média móvel de mortes por Covid passou de 8 para 9 por dia. Taxa de letalidade permanece em 1,9% e a de contágio em 0,94%.

Das 15 vítimas, nove eram de Campo Grande, duas de Três Lagoas, e as demas de Cassilândia, Dourados, Naviraí e Nova Andradina.  

Desde o início da pandemia, 1.512 pessoas morreram pela doença causada pelo coronavírus no Estado.

Conforme Resende, desde o dia 14 de outubro o Estado não registrava número tão alto de óbitos.

“Isso mostra mais uma vez que a doença está presente e que precisamos continuar a ser vigilantes e fazer os apelos que fazemos desde 15 de março: isolamento social, uso de máscaras, regra de higiene enquanto não chega a vacina”, ressaltou o secretário.

Quanto aos casos confirmados, foram 453 novos nas últimas 24 horas. No total, o Estado soma 77.743 casos confirmados, com 72.240 considerados recuperados.

Há 303 pacientes internados, além de cinco de outros estados, sendo 179 em leitos clínicos e 159 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Taxa de ocupação de leitos é de 69% na macrorregião de Campo Grande, 59% em Dourados, 36% em Três Lagoas e 59% em Corumbá.

“Pacientes com outros agravos na saúde são majoritários. Os pacientes não-Covid são superiores aos com Covid ou casos suspeitos”, declarou Resende. 

 

Felpuda


Outrora bons de votos – faziam adversários temerem o confronto nas urnas –, agora, por mais que tentem, alguns políticos não conseguem, nem de longe, alcançar patamar de outros tempos e voltar ao que eram. 

O pior é que, a cada disputa, a preferência popular só vem diminuindo. Neste ano, a eleição municipal demonstrou que muitos já estão com prazo de validade vencido e rótulo gasto.

E faz tempo, hein?!