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CONFLITO POR TERRA

Responsável por perícia depois de morte, PF pode pedir reforço

Índio de 24 anos foi morto no último sábado depois de confronto
31/08/2015 11:31 - ALINY MARY DIAS E KLEBER CLAJUS


 

Depois da morte do indígena Semião Vilhalva, 24 anos, no último sábado (29) durante confronto por terras em Antônio João, a Polícia Federal é a responsável por realizar os trabalhos de perícia no local. Um primeiro levantamento foi feito neste domingo e a corporação já cogita reforço de pessoal para dar continuidade aos trabalhos.

Durante reunião estratégica com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e outras autoridades de segurança, nesta manhã, o delegado Alcídio de Souza Araújo, da PF, afirmou que a perícia do local da morte está sendo feita por duas equipes.

Já se cogita, segundo o delegado, pedir à Brasília ampliação do efetivo que atua na cidade de Antônio João.

A perícia do corpo de Semião ficou por conta da Polícia Civil. Depois de periciado, o corpo do indígena foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Porã e será velado nesta segunda, em Antônio João.

OCUPAÇÃO

Depois da reocupação liderada pelos produtores rurais no início da tarde de sábado (29), os indígenas saíram da sede das Fazendas Fronteira e Barra. Todos os produtores rurais da região se concentram nessas duas propriedades e não mais na estrada, como estava a situação até ontem.

Os indígenas continuam nas terras ocupadas, no entanto, no caso das Fazendas Barra e Fronteira, eles estão fora da sede. Entre os índios e os produtores rurais está a Força Nacional de Segurança, que chegou ontem em Antônio João.

O Exército também chegou na região ontem e fez inspeções para avaliar onde será montada a base de segurança. Os militares ainda não fazem patrulhamento na região.

Além do DOF e da Força Nacional, equipes da Polícia Rodoviária Federal também contribui par evitar novos conflitos.

ÁREA

Há 10 anos, em 2005, o Governo Federal homologou parte das propriedades rurais da cidade como terra indígena. A partir daí, houve série de cobranças por parte dos índios para que a área fosse demarcada, no entanto, nada foi feito.

No final da semana retrasada, indígenas invadiram fazendas e fizeram famílias de produtores reféns. Na quarta-feira (26), o clima ficou ainda mais tenso e produtores rurais bloquearam estradas que dão acesso à cidade em forma de protesto. As rodovias foram liberadas durante a noite.

No dia seguinte, a situação era menos tensa na região, mas a invasão continuava e policiais do DOF fizeram a segurança para evitar confrontos entre indígenas e fazendeiros.

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!