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OBRAS

Reviva, Rui Barbosa e reforma da rodoviária ficam para o ano que vem

Previsão era de que as licitações fossem publicadas neste mês, mas empresas atrasaram o cronograma
29/10/2020 09:30 - Daiany Albuquerque


As empresas responsáveis pelos projetos de continuação do Reviva Centro, de implantação do corredor de ônibus da Rui Barbosa e da reforma da antiga rodoviária extrapolaram o prazo para conclusão dos trabalhos e isso atrasará o início das obras.

Segundo o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, a previsão era de que até este mês as licitações para execução dos projetos destas grandes obras fossem publicadas, mas imprevistos e a pandemia colaboraram para o atraso no cronograma.

“Atrasou a entrega por parte da empresa e agora estamos finalizando o orçamento para entregar o projeto para ser licitado. Temos uma burocracia depois que essas empresas entregam os projetos, temos uma etapa dentro da secretaria que é a revisão dos preços, dos orçamentos, para ver se está tudo certo antes de ir para disputa. E com servidores ainda em home office, por causa da pandemia, também demoramos um pouco mais também”, disse Fiorese, referindo-se ao projeto do Reviva Centro.

O projeto de revitalização das vias localizadas no quadrilátero compreendido entre as avenidas Mato Grosso, Calógeras e Fernando Corrêa da Costa e a Rua Padre João Crippa ficou a cargo do consórcio Campo Grande, formado pelas empresas Coba S.A., de Portugal, Coba Ltda., do Brasil e Nova Engevix, também brasileira. 

Pelos projetos executivos de infraestrutura, arquitetura, urbanismo e paisagismo, o consórcio receberá R$ 666 mil.

 
 

O Correio do Estado já havia antecipado que a expectativa era de que as intervenções que serão feitas nas vias fossem orçadas em R$ 70 milhões. Conforme Fiorese, o preço se manteve este, mas a previsão para que as obras fossem iniciadas ainda em 2020 não se concretizou.  

“Nós devemos publicar essa licitação na segunda quinzena de novembro deste ano e, como é um certame internacional, tem 45 dias para a entrega de proposta, então o resultado só sai em 2021”, disse.

A obra é financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e mantém o mesmo padrão iniciado na Rua 14 de Julho, que foi entregue em novembro de 2019, após passar um ano e meio em obras. 

O trecho custou R$ 60 milhões e foi mais caro porque é a via principal da região, além de contar com uma réplica do relógio da cidade.

No caso das outras vias, a requalificação contará com mobiliário urbano (semáforos, bancos, lixeiras, parte das calçadas e sinalização das vias) similar ao já instalado na Rua 14 de Julho. 

Já os cabos telefônicos e de energia elétrica continuarão em postes.

Quanto ao asfalto, o projeto vai além de um mero recapeamento. O objetivo é requalificar as vias corrigindo problemas estruturais. Na prefeitura da Capital, o adiamento foi bem recebido. 

O temor é de que os editais lançados neste período poderiam enfrentar dificuldades para atrair interessados, uma vez que o custo de materiais de construção e de insumos está maior, por causa da alta demanda.  

RUI BARBOSA

Especificamente no caso da Rua Rui Barbosa, apesar de a via fazer parte do quadrilátero requalificado no Reviva Centro, a obra será licitada à parte, porque sua estrutura será adequada à circulação dos ônibus, como parte do corredor de ônibus sul, do qual também faz parte a Avenida Costa e Silva, que ainda será revitalizada.

No caso dessa licitação, que também tinha previsão para sair este mês, o atraso foi maior e agora ela só deverá ser publicada em dezembro. 

“Não vai dar tempo neste ano [de começar a obra] de nenhuma das duas”, declarou o secretário.

A Schettini Engenharia é a responsável por elaborar o projeto executivo de requalificação do corredor exclusivo para ônibus de transporte na Rua Rui Barbosa. O contrato foi fechado no valor de R$ 621.227,22, também do BID.  

A previsão é de que sejam investidos em torno de R$ 40 milhões no corredor e de que as obras durem pelo menos 18 meses. 

O projeto completo prevê obras de drenagem, requalificação das vias, recapeamento e as estações de embarque e desembarque de passageiros, que serão nos mesmos moldes das feitas nas avenidas Brilhante e Bandeirantes.

Além desse corredor, também será requalificado o Corredor Norte, onde estão previstas obras nas avenidas Cônsul Assaf Trad, Coronel Antonino e Mato Grosso e nas ruas Alegrete e 25 de Dezembro, fazendo a ligação dos terminais General Osório e Nova Bahia.

Os recursos para esses projetos vêm do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Urbana, por meio de empréstimo no valor de R$ 110 milhões, com financiamento de mais R$ 91.334.232,00 e contrapartida de R$ 4,8 milhões da prefeitura, totalizando R$ 96,1 milhões do Ministério do Desenvolvimento Regional.

RODOVIÁRIA

No caso do terminal rodoviário Heitor Eduardo Laburu, no Bairro Amambaí, em Campo Grande, o atraso ainda será maior. 

Quando licitado o projeto, em maio deste ano, a previsão era de que em setembro ele já estaria pronto para que abrisse concorrência para a reforma, o que não aconteceu.

A Restaura Arquitetura é a empresa responsável e receberá R$ 483 mil para elaborar os projetos básicos, executivo e complementares para a requalificação da área pública do terminal rodoviário.

“Está em fase final de elaboração do projeto, mas neste ano não devemos conseguir licitar, deve ficar para o começo do ano que vem”, avalia o secretário.

O projeto será financiado também com recursos do programa Reviva Centro, mas a obra será bancada com recursos federais, garantidos por meio de emenda parlamentar. 

O investimento previsto é de R$ 15,8 milhões, que serão liberados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional à medida que a execução da revitalização for feita. Porém, ainda não há valor oficial da licitação, já que o projeto precisa ser concluído.

Esse recurso possibilitará a reforma da parte pertencente à Prefeitura de Campo Grande – cerca de 9% do prédio. O local que passará por requalificação será a área que era destinada ao embarque e desembarque de passageiros e deverá se tornar uma espécie de Central do Cidadão, com órgãos da administração municipal e também estadual.

 

Felpuda


Racha em entidade religiosa teve péssimas consequências eleitorais na disputa por vagas na Câmara Municipal de Campo Grande.

O quiproquó, também, digamos, com nuance familiar, provocou estragos da-que-les.

Aí, como consequências, fez com que quem está não conseguisse votos suficientes para permanecer em 2021-2024 e quem estava fora tentando retornar ficasse à beira do caminho. 

Como se vê...