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OBRAS

Reviva vai lançar mil moradias para famílias de baixa renda no centro de Campo Grande

Unidades habitacionais para famílias de baixa renda serão bancadas pelo BID e ficarão no Centro e entorno
15/02/2021 08:30 - Eduardo Miranda


O projeto Reviva Campo Grande voltará com força máxima em 2021. Além da requalificação das vias urbanas, que é a parte que a população mais conhece da iniciativa, bancada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), serão lançadas neste ano mais de mil unidades habitacionais para a população de baixa renda.

O objetivo é aumentar o adensamento populacional no centro de Campo Grande e no entorno, região que já conta com todos os equipamentos urbanos necessários, como transporte público e redes de energia, água, esgoto e serviços, mas que tem experimentado uma fuga de moradores para outros bairros da cidade.  

Já no mês de março será escolhida a incorporadora que vai construir pelo menos 800 unidades habitacionais em uma área localizada ao lado das obras do Centro de Belas Artes, no Bairro Cabreúva. No segundo semestre, será lançado novo edital para a construção de um residencial com pelo menos 200 moradias em terreno localizado no cruzamento da Rua Rui Barbosa com a Avenida Fernando Corrêa da Costa.  

Conforme a coordenadora especial da Central de Projetos da Prefeitura de Campo Grande, Catiana Sabadin, as unidades habitacionais farão parte do recém-criado programa do governo federal, Casa Verde e Amarela, e serão financiadas pela Caixa Econômica Federal.

Era justamente a definição sobre os rumos dos programas habitacionais do governo federal que era aguardada pelas equipes do Reviva Centro. Com o fim do programa Minha Casa Minha Vida, ficou uma lacuna para a realização dos projetos de habitação na região central.  

PARCERIA PRIVADA

No residencial de 800 unidades, ao lado do Centro de Belas Artes, não haverá uso de recursos públicos em espécie, a não ser, claro, da área, que já pertencia à prefeitura da Capital. Já no segundo residencial, na Rua Rui Barbosa, houve o pagamento de R$ 6,5 milhões, de recursos do BID destinados ao Reviva Centro, para a aquisição da área.  

“O município entra com a área e, como contrapartida, recebe unidades habitacionais que vão para a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários [Amhasf]”, explica Catiana Sabadin.

Apenas as unidades que serão dirigidas à Amhasf (antiga Emha) é que serão sorteadas pelo município em seus programas habitacionais. A maioria das unidades será comercializada diretamente pelas incorporadoras, desde que os valores não violem os critérios de Habitação de Interesse Social (HIS) do programa Casa Verde e Amarela.  

Os apartamentos que serão comercializados deverão ter preços entre R$ 120 mil e R$ 170 mil, faixa habitacional do HIS. As unidades serão financiadas pela Caixa Econômica Federal.  

O Correio do Estado apurou que pelo menos três incorporadoras já se interessaram em construir o primeiro conjunto habitacional. A análise das propostas e dos projetos será feita na próxima semana, e o resultado da seleção publicado até o mês que vem.