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Riscos à saúde por radiação no Japão são baixos

Riscos à saúde por radiação no Japão são baixos

ESTADÃO

13/03/2011 - 20h03
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Os riscos de saúde provenientes da contaminação pelos reatores nucleares atingidos pelo terremoto no Japão parecem baixos e os ventos devem levar toda a radiação para o Pacífico, sem ameaçar outros países, dizem especialistas.

Tóquio luta para evitar um colapso de três reatores atingidos na usina de Fukushima, no pior acidente nuclear desde o desastre de Chernobyl de 1986, desencadeado pelo tsunami de sexta-feira. Os níveis de radiação também estão em alta na usina nuclear de Onagawa.

"Não é um problema grave de saúde pública no momento," disse à Reuters Malcolm Crick, secretário do Comitê Científico de Efeitos de Radiação Atômica da ONU.

"Não será como Chernobyl. Naquela ocasião, o reator estava operando na potência máxima quando explodiu e não houve contenção," disse ele. Como precaução, cerca de 140 mil pessoas foram evacuadas da área nos arredores de Fukushima.

Crick disse um colapso parcial da usina de Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979 --considerado um acidente mais grave do que o do Japão, em escala internacional -- liberou pouca radiação.

"Muita gente achou que tinha ficado exposta depois de Three Mile Island," disse ele. "Os níveis de radiação eram detectáveis, mas, em termos de saúde humana, não foi nada." A radiação pode causar câncer.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) também disse que o risco à saúde pública das usinas atômicas do Japão continuam "muito baixos." O terremoto e tsunami devastadores podem ter matado dez mil pessoas.

O Órgão Meteorológico do Japão anunciou que os ventos na área mudariam de sul a oeste na noite de domingo, soprando de Fukushima em direção ao Oceano Pacífico.

"A direção do vento é ideal para as pessoas no Japão. Estará soprando na direção do Pacífico," disse à Reuters Lennart Carlsson, diretor Segurança de Usinas Nucleares da Suécia. "Eu não acho que não vai haver nenhum problema para outros países."

O acidente de Chernobyl foi descoberto quando a radiação foi detectada na usina nuclear Forsmark, na Suécia, mais de um dia após da explosão. Moscou ainda não havia reconhecido publicamente o acidente.

O maior terremoto já registrado do Japão atingiu o país na sexta-feira e paralisou o sistema de refrigeração reserva de Fukushima, ao norte de Tóquio, causando um acúmulo de calor e pressão. Uma explosão ocorreu na usina no sábado. 

Cidades

BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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