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FRONTEIRA

Rival de Rafaat, traficante ofereceu<BR> US$ 5 milhões para matar presidente

Pavão está preso sob forte escolta policial no quartel da Força Nacional
02/09/2016 13:32 - JOÃO GABRIEL VILALBA


 

Narcotraficante brasileiro Jarvis Chimenses Pavão, acusado de matar seu rival e concorrente, Jorge Rafaat no dia 15 de junho deste ano na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, voltou a ser assunto no país vizinho na manhã de hoje. Segundo descobriu a polícia, Pavão contratou pistoleiros para matar o presidente paraguaio  Horácio Cartes, seus familiares e até autoridades executivas e pagaria para cada um 5 milhões de dólares por cada execução.

De acordo com o site Hoy, o chefão do tráfico está desconfortável e furioso com a perda do luxo que tinha dentro da Penitenciaria de Tacumbú. "Desde a transferência, Pavão perdeu todo o conforto que ele tinha para administrar seus interesses", disse o Ministro do Interior Francisco De Vargas.

Pavão está preso no quartel do grupo especializado da Polícia Nacional e sob forte escolta, desde do dia 27 de julho.

Segundo a imprensa paraguaia, a transferência do narcotraficante afetou diretamente os negócios da organização criminosa no país sobre a tráfico de drogas, que tem Mato Grosso do Sul como caminho de passagem para todo o Brasil.

TRANSFERÊNCIA

Em junho, o Presidente Horácio Cartes determinou a transferência de Jarvis Pavão após a descoberta de um possível plano de fuga, que incluía a explosão de dinamites no muro do presídio de Tacumbú. O caso gerou uma crise política no país e a então ministra da Justiça Carla Bacigalipo foi demitida do cargo por não cumprir ordem presidencial.

Após saída de Pavão, o governo descobriu que o narcotraficante vivia no luxo dentro do presídio e ocupava espaço vip com salas luxuosas e usava o espaço para administrar seus negócios. A cela foi demolida no início de agosto.

PODER

Jorge Rafaat Toumani, apontado como um dos principais chefes do narcotráfico na fronteira, foi executado em atentado na noite do dia 15 de junho, em Pedro Juan Cabalero, na fronteira com Ponta Porã. De acordo com os principais jornais paraguaios, Rafaat morreu depois de ter o carro atingido por mais de 200 tiros de armamento militar, calibre .50.

Anteontem, Josiane Vanessa Zilio, de 32 anos, que teria envolvimento amoroso com pistoleiro que já prestou serviços para o chefe do narcotráfico Jorge Rafaat, também foi morta em Pedro Juan. 

Josiane foi morta quando chegava em casa, no bairro Virgem de Caacupe. Pelo menos 16 tiros de fuzil e pistolas de vários calibres atingiram a cabeça de Josiane, que morreu na hora. Dois filhos dela estavam em casa e presenciaram a morte da mãe. Segundo a imprensa regional, a morte pode ter envolvimento com queima de arquivo.