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CONTENÇÃO

Rodoviária de Campo Grande amanhece lacrada no primeiro dia de fechamento

Medida foi adotada pela Prefeitura para evitar disseminação do novo coronavírus
24/03/2020 12:00 - Ricardo Campos Jr


 

A Rodoviária de Campo Grande amanheceu lacrada por cavaletes e fitas de contenção na manhã desta terça-feira (24). A paralisação do terminal foi determinada pela Prefeitura dentre as medidas necessárias para evitar a transmissão do novo coronavírus na cidade.

O Correio do Estado esteve no local pela manhã e só havia apenas as duas seguranças que estavam cuidando do espaço público.

Espera-se que com isso, pessoas que porventura possam ter se contaminado em locais onde o vírus tem circulado com mais intensidade, como São Paulo e Rio de Janeiro, disseminem o agente patológico entre os campo-grandenses.

No mesmo decreto que determinou o fechamento da rodoviária, o prefeito Marcos Trad (PSD) também ordenou a suspensão do transporte coletivo para evitar circulação dentro da cidade e forçar as pessoas a ficarem em casa.

As linhas que normalmente rodavam ao cair da noite, conhecida como “corujões” circulam em horários específicos para atender exclusivamente os profissionais da saúde que precisam ir aos hospitais e postos. Eles só embarcam com crachá, uniforme ou qualquer outra identificação.

OUTRAS MEDIDAS

A União proibiu, temporariamente, a entrada de estrangeiros vindos de oito países por rodovias e meios terrestres. A medida, que também foi imposta em relação à Venezuela, teve início no dia 19 e vale por 15 dias.

Essa restrição é válida para estrangeiros vindos da Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru e Suriname. O ato com a decisão foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira, mas não abrange o Uruguai.

O Paraguai já havia se antecipado e fechado a fronteira nas cidades gêmeas, grande parte delas em Mato Grosso do Sul. Somente quem mora no país vizinho podia passar nas barreiras.

No dia 21, o governo local autorizou inclusive a montagem de “trincheiras” para vedar ainda mais o acesso terrestre.

 

Felpuda


Figurinha carimbada ganhou o apelido de “biruta”, instrumento que indica direção do vento e, por isso, muda constantemente. Dizem que a boa vontade até existente ficou no passado, e as reclamações são muitas, mas muitas mesmo, diante das decisões que vem tomando a cada mudança de humor do eleitorado. Como bem escreveu o poetinha Vinicius de Moraes: “Se foi pra desfazer, por que é que fez?”.