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Rodovias terão R$ 450 milhões

Rodovias terão R$ 450 milhões

Redação

08/02/2010 - 07h11
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Rodovias federais que cortam Mato Grosso do Sul receberão neste ano obras que totalizam R$ 450 milhões. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), é o maior orçamento da história de Mato Grosso do Sul, que deve abranger ações de recuperação, recapeamento, nivelamento do acostamento e manutenção. Alguns dos trechos que apresentam maiores problemas, como a BR-267, entre Bataguassu e Nova Alvorada do Sul, e a BR-163, de Dourados a Mundo Novo, estão entre os que devem receber melhorias. O orçamento atual supera em 36,3% o investido em 2009, quando foram gastos R$ 330 milhões. As obras devem fazer com que o limite de velocidade máxima passe, em alguns trechos, de 80 quilômetros por hora para 100 km/h, adiantou o superintendente substituto do DNIT, Guilherme Alcântara de Carvalho, chefe do serviço de Engenharia. Ele detalhou as ações previstas para as principais rodovias. A mais importante delas, a BR-163, que atravessa de norte a sul o Estado, apresenta situações distintas em seus 850 quilômetros de extensão. Conhecida como “rodovia da morte”, é responsável por grande parte dos acidentes graves ocorridos nas estradas, principalmente no trecho norte. Tem intenso fluxo de carretas bitrens, que transportam a produção agrícola no Norte do País em direção às regiões Sul e Sudeste. Da divisa do Paraná com Mato Grosso do Sul até Dourados, cerca de 256 quilômetros, encontra-se o “gargalo” da BR-163. Não há acostamento e, a partir de maio, começa a recuperação imediata, a um custo de R$ 70 milhões, segundo o DNIT. O melhor trecho é entre Dourados e Campo Grande, que recebeu obras nos últimos três anos. O acostamento foi nivelado e, nas subidas, há possibilidade de os veículos mais pesados desviarem para a esquerda, deixando a pista da direita para os carros de passeio, por exemplo. Os pontos em que havia acúmulo de água das chuvas, nas curvas, que poderiam provocar acidentes, foram corrigidos, garante a superintendência local. O próximo alvo será entre a Capital e o posto da PRF, no km 21, que também terá o acostamento nivelado à pista. “Pela primeira vez, faremos um trabalho de proteção do asfalto, nos antecipando aos problemas, em grande parte da 163. Será feito um microrrevestimento com polímero, uma camada de 1,5 centímetro que protege o asfalto e dá uma sobrevida à pista, por cerca de dois anos”, afirmou Guilherme Alcântara. O investimento para esse trabalho será de R$ 50 milhões, ainda em 2010. De Campo Grande a Sonora, na divisa com Mato Grosso, com 380 quilômetros, o mesmo trabalho de nivelamento vem sendo feito, deixando a plataforma com 12 metros de largura. Para este trabalho, o investimento chega a R$ 130 milhões, com emendas federais. Duplicação Reivindicação de parte da sociedade que, inclusive, lançou uma campanha local, é a duplicação da BR-163. O DNIT não descarta essa possibilidade que deve demorar, pelo menos, cinco anos para se tornar um projeto.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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