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PROTESTO

Ruas no entorno da prefeitura são bloqueadas para impedir manifestação

Guarda Municipal se antecipou e fechou acesso ao Paço antes da carreata marcada para 14h
27/03/2020 13:35 - Natalia Yahn


 

Com carreata marcada para às 14h e buzinaço em frente a Prefeitura de Campo Grande, contra o fechamento do comércio imposto pelo prefeito Marcos Trad, todos os acessos ao prédio da sede do Executivo municipal estão bloqueados.

Veículos da Guarda Civil Municipal (CGM) e cones impedem a passagem de veículos e pedestres.

Os condutores não conseguem passar em frente a prefeitura, que fica na Avenida Afonso Pena, entre as ruas 25 de Dezembro e Arthur Jorge. Além do bloqueio feito pela CGM entre as ruas Bahia e 13 de Junho, as vias paralelas a Afonso Pena também tiveram o fluxo de veículos impedido.

A ação é para conter a manifestação. Em folders divulgados por aplicativos de mensagens a carreata é marcada por grupo que se identifica como “empresários e pais de família de MS”.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas da Capital (CDL-CG), Adelaido Vila, informou que a entidade não é a responsável pelo protesto, que vai contra as medidas estabelecidas por Trad.

Entre as proibições previstas está justamente a de aglomeração de pessoas, como forma de impedir a disseminação do novo coronavírus na cidade.

No início da manhã, um grupo provavelmente de manifestantes, se reuniu em frente a uma das entradas do Parque das Nações Indígenas – que está fechado pelo Governo do Estado também para conter a propagação da Covid-19. O grupo se concentrou na entrada próxima ao Museu do Marco – na Rua Antônio Maria Coelho – e gritavam palavras de ordem.

Nos folders divulgados o texto para chamar as pessoas para a carreata ataca o prefeito. “Não vamos deixar tudo que conquistamos ir por água abaixo pela ingerência de um prefeito, temos famílias e funcionários que dependem da gente, não podemos parar o Brasil!”.

A fala vai de encontro com as declarações feitas desde o início da semana pelo presidente Jair Bolsonaro, que em pronunciamento chegou a definir o vírus que já infectou mais de 500 mil pessoas no mundo - provocando a morte de 13 mil delas -, como “resfriadinho” e “gripezinha”.

 

Felpuda


Na troca de alfinetadas entre partidos que não se entenderam até agora sobre eventual aliança, uma outra peça está surgindo: trata-se do levantamento completo sobre investimentos feitos, recursos liberados, parcerias em todas as áreas, além do prazo de quando tudo isso começou. Caso os palanques venham a ficar distanciados, a divulgação será feita à exaustão durante a campanha eleitoral, para mostrar quem é quem na história. Os bombeiros continuam atuando.