Cidades

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Rubens Gil de Camillo: uma década de ausência

Rubens Gil de Camillo: uma década de ausência

Redação

03/08/2010 - 09h01
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Naquela noite gelada de domingo, a notícia por telefone soou como bigorna. Sentado no degrau da escada, meu pensamento, como um filme em trailer, passou a encenar lembranças da convivência com Rubens Gil de Camillo, amigo arquiteto, que a ligação telefônica acabara de informar seu falecimento.
Lembrei-me quando nos conhecemos em um expediente de trabalho na Prefeitura de Campo Grande: eu, funcionário responsável pela análise e aprovação das construções de obras particulares na cidade; ele, em busca de informações sobre legislações urbanísticas para desenvolver estudos de projetos de arquitetura por aqui.
Era início da década de 80, período em que Rubens retornara a Mato Grosso do Sul após longo período de atuação profissional na capital paulista. Campo Grande ainda trilhava seus primeiros anos como capital do Estado, em processo acelerado de urbanização, que permanece até hoje, atraindo muitos investimentos nos diversos setores da economia. Pela Secretaria Municipal de Obras, passavam diariamente engenheiros e arquitetos acompanhando seus processos de licenciamento de obras. Nessa época pude, como arquiteto também recém-chegado e funcionário da prefeitura, conhecer muitos colegas que são amigos até hoje. Muitos encontros aconteceram entre mim e Rubens, que depois estenderam-se até a sala de professores do curso de Arquitetura que se iniciava no antigo CESUP. Era um ambiente novo, de encontro entre arquitetos, onde ocorriam discussões sobre a cidade, ensino e profissão, que motivaram Rubens a engajar-se, também, na política de classe.
O IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil - era a mais importante entidade representativa e de congregação dos arquitetos, com intensa atuação no Estado. Desse tempo, foram incontáveis os congressos e reuniões nacionais do IAB que participamos juntos. Em seu escritório, nos altos da Rua Antônio Maria Coelho, nos reuníamos preocupados com o profissional Arquiteto frente ao mercado de trabalho e a qualidade dos serviços prestados. Desses encontros, e por iniciativa do próprio Rubens, surgiu a ASEA – Associação Sul Matogrossense de Escritórios de Arquitetura, sendo ele seu primeiro presidente. Foi a primeira e única entidade até hoje a reunir os arquitetos sul-matogrossenses organizados em empresas de arquitetura. Profissionalmente, é notável a qualidade do conjunto de sua produção arquitetônica, já reconhecida por muitos e traduzida pelos edifícios emblemáticos que projetou. Só para não deixar de citar aqui algumas em Campo Grande: Palácio Popular da Cultura, Sede da FIEMS, Sede da Receita Federal, Apart Hotel Bahamas e inúmeras residências.
Pessoalmente, seu carisma, bom humor e disposição para a vida eram admiráveis. Com grande capacidade de fazer amigos, gostava de conversar e das coisas simples da vida. Com certa irreverência, em seu escritório, quando as opiniões sobre alguma decisão de projeto dividiam-se entre ele e equipe, convocava a copeira para dar o voto de minerva. Seu espírito corajoso e pronto para desafios era demonstrado também em sua preferência por esportes nem tanto comuns. Descobriu a pesca submarina e apaixonou-se pelo mar e por Maranduba, praia do litoral paulista. Lá, nos anos sessenta, construiu uma linda casa (publicada na Acrópole, antiga revista de arquitetura) para convívio familiar e mais proximidade com as aventuras marítimas, que incluía até navegações realizadas em temporada de pesca. Tanto a casa em Campo Grande, quanto a da praia - onde a seu convite certa vez me hospedei em férias -, além de serem lições de arquitetura, refletiam bem o jeito de ser simples e informal de Rubens e sua família.
Sempre imaginei o quanto era difícil para ele a distância literal do mar: não tardou em encontrar, por aqui, novos desafios. Causavam admiração suas pescarias de mergulho adaptadas aos rios, baías e corixos do Pantanal, realizadas entre camalotes, galhos, sucuris, piranhas e jacarés. Mesmo assim, Rubens fez entre amigos e filhos de amigos alguns corajosos seguidores, que participavam juntos da aventura.
Além dos mergulhos pantaneiros, mais recentemente descobriu a aviação. Não foram poucas as vezes que convidou-me para que eu “fiscalizasse” do céu, a bordo do seu ultraleve, as obras do grande lago iniciadas no Parque das Nações Indígenas, projeto que realizei junto a meu escritório na época.
Ainda sentado no degrau da escada, com o telefone na mão, lembrei do seu doutourado na USP, planejado para iniciar na volta da pescaria, que infelizmente, como o telefonema informara, foi a última.
Agora, passados 10 anos, ainda fico a recordar os encontros em nossos escritórios ou em happy-hours, que hoje, vez ou outra, realizo na companhia dos seus filhos arquitetos Rubens Fernando e Gil Carlos, onde nunca faltam entre nós lembranças saudosas e a sensação velada e silenciosa de uma cadeira vazia.

Bosco Delvizio, arquiteto e [email protected]

Oportunidade

Semadesc abre processo seletivo com salário superior a R$ 8 mil

O processo de inscrição tem início nesta quarta-feira (22) e está oferecendo vagas para analistas, profissionais da engenharia e administração e áreas similares

22/01/2025 19h00

Imagem Divulgação

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A Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) abriu processo seletivo para compor o quadro vinculado ao Plano Estadual de Manejo e Conservação do Solo e Água (Prosolo), com salário de R$ 8,2 mil.

A pasta iniciou o processo em parceria com a Secretaria de Estado de Administração (SAD), com inscrições que começam nesta quarta-feira (22) e vão até o dia 5 de fevereiro.

As vagas foram distribuídas da seguinte forma:

Cargo Número de Vagas Carga Horária Remuneração Bruta Atribuições
Analista de Desenvolvimento Socioeconômico 9 40 (quarenta) horas semanais R$ 8.285,40  
Engenharia Agronômica 2 40 (quarenta) horas semanais R$ 8.285,40  
Engenharia Florestal 2 40 (quarenta) horas semanais R$ 8.285,40  
Engenharia Civil / Engenharia Ambiental / Engenharia Sanitarista 2 40 (quarenta) horas semanais R$ 8.285,40  
Administração / Economia 3 40 (quarenta) horas semanais R$ 8.285,40  

Onde se inscrever?

Interessados podem realizar a inscrição por meio do link (https://www.econcursoms.ms.gov.br/Index).

Quem pode participar?

Podem concorrer no processo seletivo simplificado profissionais que atendam aos requisitos indicados no edital, conforme a área de atuação escolhida. É importante que o candidato leia o edital para verificar se está apto a disputar uma vaga no processo.

Requisitos

  • Ter sido aprovado e classificado no Processo Seletivo Simplificado – SAD/SEMADESC/PROS, dentro do quantitativo de vagas oferecidas por função e ter disponibilidade para o exercício das atividades, conforme as necessidades da Administração Estadual, nos termos deste Edital e da legislação aplicável;
  • Possuir o nível de escolaridade exigido para a respectiva função, de acordo com a opção realizada no ato da inscrição no Processo Seletivo, conforme estabelecido no quadro do subitem 2.1 deste Edital;
  • Ser brasileiro nato ou naturalizado;
  • Estar quite com as obrigações militares (no caso de candidato do sexo masculino);
  • Estar quite com as obrigações eleitorais;
  • Possuir, na data da contratação, a idade mínima de 18 (dezoito) anos completos;
  • Estar em pleno gozo dos direitos civis e políticos;
  • Possuir plena aptidão física e mental para exercício da função;
  • Não exercer cargo, emprego ou função pública e não acumular proventos de aposentadoria na administração pública federal, estadual ou municipal e em qualquer dos poderes, salvo quanto ao disposto no art. 7º, §1º do, inciso II da Lei Estadual n. 4.135, de 15 de dezembro de 2011;
  • Comprovar conduta moral ilibada;
  • Apresentar os documentos exigidos e atender às demais condições de ingresso estabelecidas na legislação pertinente e em edital;
  • Não incidir em situação que constitua impedimento ao ingresso no serviço público estadual, nos termos do que estabelece o art. 27, §9º-A da Constituição Estadual;
  • Não incidir em situação que constitua impedimento nos termos do art. 10 da Lei Estadual n. 4.135, de 15 de dezembro de 2011.

Regime de Cotas

 

A pessoa com deficiência (PCD), candidatos negros ou indígenas têm o direito garantido de vagas, conforme o previsto no  Decreto nº 16.358, de 3 de janeiro de 2024, publicado no Diário Oficial Eletrônico nº 11.374, de 4 de janeiro de 2024.

Serão oferecidas da seguinte forma:

  • 5% das vagas para pessoas com deficiência;
  • 20% para negros;
  • 3% para indígenas.

Confira o Edital

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CAMPO GRANDE

Sem luz, Parque das Nações não abre ao público à noite há quatro dias

Desde o último domingo o parque tem encerrado as atividades mais cedo em Campo Grande

22/01/2025 18h32

Na área de skate, luzes até funcionam, mas piscando

Na área de skate, luzes até funcionam, mas piscando Foto: Lucas Caxito

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Pelo quarto dia consecutivo, o Parque das Nações Indígenas não abrirá ao público no período noturno, em Campo Grande, por falta de luz.

Em nota, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) informou que o problema na rede elétrica foi verificado no último domingo (19).

O coordenador do Parque, Wagner Pereira, disse que a equipe técnica está analisando toda a rede de energia para detectar o ponto em curto e fazer o reparo.

Enquanto o reparo não ocorre, as atividades, que normalmente são das 6h às 21h diariamente, estão sendo encerradas às 18h.

No domingo, o parque já fechou mais cedo, o que voltou a ocorrer nos demais dias, incluindo hoje (22), tendo em vista que não há iluminação para uso noturno do espaço.

Em imagens enviadas ao Correio do Estado, de gravação feita no domingo, é possível ver que boa parte do parque está no escuro, enquanto na área da pista de skate ainda havia luz, mas com os postes piscando.

Caso os reparos sejam feitos em tempo nessa quinta-feira (23), a abertura voltará a acontecer até às 21h.

Problemas na rede elétrica não são novidade no Parque das Nações Indígenas. Em 2023, em três diferentes ocasiões o local encerrou as atividades mais cedo por falta de energia.

Parque das Nações Indígenas

O Parque das Nações Indígenas está localizado na Região Urbana do Prosa, em Campo Grande.

A criação ocorreu em 1993, com a desapropriação pelo Governo do Estado de diversas chácaras e terrenos, localizados às margens dos córregos Prosa e Reveilleau, situados no perímetro urbano compreendido pelas avenidas Afonso Pena e Mato Grosso, e pelo córrego Sóter.

Por meio do Decreto Estadual no 7.354, de 17 de agosto de 1993, a área urbana passou a ser denominada Parque das Nações Indígenas.

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