Cidades

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Ruralistas querem indicar o vice de Orcírio

Ruralistas querem indicar o vice de Orcírio

Redação

19/05/2010 - 06h10
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Maria Matheus

Representantes do setor ruralista reivindicaram ontem a indicação do candidato a vice na chapa a ser encabeçada pelo ex-governador José Orcírio dos Santos (PT). A proposta partiu do tesoureiro da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Luiz Vieira, que defendeu a união da classe para indicar um nome para compor a chapa majoritária do PT. Na reunião com Orcírio, realizada na sede da Acrissul, pecuaristas se comprometeram a entregar documento com as sugestões para o programa de Governo dos candidatos e, também, promover um debate entre eles.
“Gostaríamos que o senhor passasse o perfil para que nós todos da classe ruralista nos reuníssemos para escolher um nome e pudéssemos indicar um vice”, disse Vieira, durante a reunião.
O presidente da entidade, Chico Maia, que no final do ano passado chegou a ser cogitado para vice de Orcírio, confirmou que os ruralistas querem ter maior representação na política. “É uma forma até de valorizar o segmento”, comentou.  
Ele observou que geralmente os candidatos escolhem o vice considerando o município que representam, preferindo representantes de Três Lagoas ou Dourados, onde se concentra o maior número de eleitores. “O que se propõe é que (o critério) seja por setor. E o agronegócio é o setor mais importante do Estado”, afirmou.
Segundo Chico Maia, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), os sindicatos, cooperativas e a própria Acrissul têm bons nomes para indicar à chapa majoritária. “Mas isso não é uma questão que condiciona apoio”, enfatizou.
Embora tenha defendido a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja passagem veio “desmistificar que a esquerda é contra o produtor”, Maia frisou que o setor não tem de apoiar “o partido A ou B”, mas sim “um programa de governo”. O presidente da Acrissul afirmou que quem tiver compromisso com o agronegócio, terá apoio dos ruralistas. “A nossa bandeira não é azul, nem vermelha. Nossa bandeira é verde, do agronegócio” discursou.
Orcírio reafirmou que gostaria de encontrar um vice de Dourados, segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul. “Não precisa necessariamente (ser um ruralista), mas de preferência. Afinal de contas, o agronegócio é uma atividade importante para o Estado. Defendo essa tese, que encontremos alguém de Dourados vinculado a isso”, disse.
O petista repetiu que prefere um vice que não seja do PT nem do PDT, porque ambas as siglas já têm espaço na majoritária - o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) é pré-candidato ao Senado. Para isso, considera fundamental definir quais partidos irão compor a aliança.

Propostas
Orcírio reafirmou a proposta de dividir a atual Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur) em três: Indústria e Comércio, Turismo e Agronegócio. Também sugeriu política diferenciada de incentivo fiscal para levar indústrias a outros municípios além de Três Lagoas e defendeu o diálogo para resolver conflitos entre fazendeiros e indígenas.

Fundersul
Segundo o produtor rural Toni Moura, pontes e estradas estão abandonadas, o que dificulta escoar a produção. “Nossas estradas eram muito bem conservadas e ficamos um pouco abandonados depois que o Zeca (Orcírio) deixou o governo”, lamentou.
Chico Maia reclamou da falta de participação dos produtores na indicação de investimentos com verbas do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul (Fundersul). “Nunca recebemos ninguém do governo para perguntar quais estradas precisam de cascalhamento”, reclamou.
Orcírio lembrou que, em seu governo, a gestão dos recursos passava por um comitê, do qual participavam representantes do setor ruralista.
Durante o encontro, o petista propôs a criação de secretaria ou subsecretaria para a região do Pantanal. “Por que não criar uma secretaria especializada para cuidar dos problemas da região e da gente que vive lá?”, sugeriu o pré-candidato, citando problemas como roubo de gado e narcotráfico.
Orcírio disse, ainda, que pretende discutir a redução do ICMS sobre combustíveis, acabar com o ICMS Garantido (em que o governo presume o lucro da mercadoria ao entrar no Estado, e sobre esse valor presumido aplica o imposto) e reduzir a pauta fiscal para valores de mercado.
Segundo o vice-presidente da Acrissul e um dos fundadores do PSDB, Jonathan Barbosa, a entidade não tem cor partidária, defende o agronegocio. “O senhor é bem-vindo aqui. Chega um pouquinho além da hora, mas é em tempo”, comentou.

Ladário (MS)

Adolescente de 17 anos morre afogado no Rio Paraguai

Garoto se banhava nas águas do rio acompanhado do irmão, de 15 anos, quando ambos afogaram; irmão conseguiu se salvar

19/01/2026 08h25

Militares em ocorrência de afogamento

Militares em ocorrência de afogamento DIVULGAÇÃO/3º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM)

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Menino, de 17 anos, morreu afogado na tarde deste domingo (18), no Rio Paraguai, em Ladário, município localizado a 427 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o garoto se banhava nas águas do rio acompanhado do irmão, de 15 anos, quando ambos afogaram.

O irmão conseguiu ser resgatado por populares, foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado ao Pronto Socorro de Corumbá (MS).

De acordo com o 3º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM), o menino de 17 anos desapareceu no rio e, minutos depois, submergiu a 20 metros da margem direita do Rio Paraguai.

Militares do CBMMS foram acionados, retiraram o garoto do rio, levaram-no até a margem próxima ao Porto Geral e realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar, por aproximadamente 50 minutos, mas ele não resistiu e morreu no local.

Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para isolar a área, realizar a perícia e retirar o corpo, respectivamente.

CUIDADOS

De acordo com o Corpo de Bombeiros, dezenas de atitudes podem evitar tragédias em banhos de mar, rio, piscina, cachoeira, córregos, riachos e lagoas. Veja:

  • Procure um local conhecido por você ou por outra pessoa, desde que ela o acompanhe
  • Não ultrapasse faixas e placas de avisos
  • Não entre em locais onde há avisos de perigo de morte ou em águas poluídas
  • Não tente salvar uma pessoa afogada, caso não saiba nadar, sempre acione o Corpo de Bombeiros
  • Procure sempre local onde existe a presença de guarda-vidas, ou o Corpo de Bombeiros
  • Evite nadar sozinho
  • Não tome bebida alcoólica antes de entrar na água
  • Não se afaste da margem
  • Nade longe de pedras e estacas
  • Não salte de locais elevados para dentro da água
  • Prefira lançar flutuadores para salvar pessoas ao invés da ação corpo a corpo
  • Identifique nas proximidades a existência do salva-vidas e permaneça próximo a ele
  • Evite brincadeiras de mau gosto, como caldos, trotes, saltos e de empurrar
  • Acate as orientações dos Bombeiros ou dos Salva-vidas
  • Não abuse se aventurando perigosamente
  • Não deixe as crianças sozinhas em meios aquosos
  • Não deixe brinquedos ou materiais dentro da piscina, pois atraem a atenção de crianças
  • Não deixe baldes ou bacias com água ao alcance de crianças e sempre deixe a tampa da privada fechada
  • Obedeça sinalizações próximos à margem de rios
  • Mantenha a calma e o pulmão sempre cheio de ar, pois ele funcionará como uma boia
  • Caso esteja em um rio, tentar jogar as pernas para frente, de forma a proteger a cabeça
  • Mantenha calma: a própria correnteza do rio, em algum momento, o levará até a margem
  • Tente agarrar algum galho de árvore que esteja flutuando
  • Evite navegar com carga em excesso
  • Só entre na embarcação usando coletes salva-vidas
  • Somente conduza embarcações se for habilitado para tal

PRIMEIROS SOCORROS

Se ver alguém se afogando, tome as seguintes atitudes:

  • Chame ajuda via 193 (Corpo de Bombeiros)
  • Remova a vítima da água com segurança
  • posicione a vítima de costas
  • Limpe a boca e nariz
  • Faça respiração boca a boca (RCP)
  • Massageie o coração (se necessário)

EDUCAÇÃO

Governo estuda retomar escolas "emprestadas" às prefeituras

Somente em Campo Grande, há quatro escolas que eram estaduais e que foram municipalizadas nos últimos anos

19/01/2026 08h00

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Algumas das escolas cedidas às administrações municipais pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED) nos últimos anos podem voltar para as mãos do Estado em 2026, conforme afirmou o titular da Pasta, Hélio Daher.

Diante da queda do número de estudantes em 2019, ao menos 20 escolas estaduais foram fechadas pela secretaria, algumas delas, “emprestadas” aos Executivos municipais e os alunos dessas instituições precisaram ser remanejados a outras escolas.

Porém, em entrevista ao Correio do Estado, Daher afirmou que, agora, Mato Grosso do Sul deve seguir o caminho contrário do feito há cerca de sete anos e realizar um plano de ampliação de escolas. Entre os objetivos está o retorno das escolas cedidas às prefeituras para o comando do Estado.

“Estamos buscando, inclusive, escolas emprestadas para trazer de volta para a rede. Só em Campo Grande tem quatro escolas da rede estadual que são emprestadas para a rede municipal, essas a gente manteve o empréstimo, mas a ideia é que a gente consiga ampliar mais escolas”, disse o secretário.

As quatro escolas campo-grandenses citadas por Daher foram municipalizadas em agosto de 2020 e são: Nicolau Fragelli; Professor Carlos Henrique Schrader; Professora Hilda de Souza Ferreira; e Advogado Demosthenes Martins.

Escola Professor Carlos Henrique Schrader, em Campo Grande, foi uma das instituições estaduais repassadas para o Município - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Porém, elas não devem ser solicitadas de volta pela secretaria, somente as escolas localizadas no interior.

Além de Campo Grande, escolas também foram cedidas às administrações municipais de Bandeirantes, Aquidauana, Deodápolis e Ponta Porã nos últimos anos, mais especificamente na época em que Mato Grosso do Sul era governado por Reinaldo Azambuja.

O Correio do Estado entrou em contato com a SED para saber o número absoluto de escolas “emprestadas” às redes municipais de ensino. Porém, até o fechamento desta edição, não foi repassada a quantidade.

Para o secretário, essa necessidade de ampliação de escolas é motivada pelo crescimento populacional do Estado, principalmente diante dos investimentos realizados em Mato Grosso do Sul nos últimos anos, que, consequentemente, aumentam o número de estudantes.

“A demografia do Estado foi bem lenta até 2019, 2020. Com os investimentos que estão vindo, isso mudou novamente. O Estado passa a receber muita gente, então, para nós, a Secretaria da Educação já não tem mais como a gente fechar escolas. Pelo contrário, a gente está abrindo escolas”, explica.

De acordo com dados enviados à reportagem pela SED, cerca de 192 mil alunos foram atendidos pela Rede Estadual de Ensino (REE) no ano passado. Pelo fato do processo de matrícula ainda estar em andamento, ainda não há dados atualizados deste ano.

NOVAS ESTRUTURAS

Mesmo fora do radar do Estado no pedido de retorno das escolas emprestadas, Campo Grande deve participar do planejamento da secretaria de ampliação da Rede de Ensino de outra maneira.

Segundo o secretário, o Bairro Jardim Noroeste e o distrito de Anhanduí devem receber novas escolas no futuro, em razão da necessidade da comunidade nesses trechos da Capital.

“[Antes da entrevista] eu estava com o pessoal do Noroeste, buscando um novo terreno, justamente porque vai ter que construir mais uma escola no Noroeste, porque só aquela já estou com fila de espera, porque todo mundo quer ter uma escola nova”, disse.

“Então, já veio a presidenta do bairro aqui falar comigo, que apresentou para nós as necessidades do Noroeste. A gente deve apresentar para a prefeitura a necessidade de um terreno e também uma outra escola nova no distrito de Anhanduí, que é muito necessário por conta da população local”, complementa Hélio.

PRESENTE E FUTURO

Hélio Daher está no comando da secretaria durante todo o mandato do governador Eduardo Riedel até aqui. Em entrevista publicada pelo Correio do Estado no sábado, o professor contou que os investimentos em obras e reformas de escolas já ultrapassaram a marca de R$ 1,2 bilhão nos últimos anos.

“A gente entrega, em média, uma escola reformada a cada seis dias, é hoje uma das redes públicas brasileiras que mais entregam escolas reformadas atualmente, um ritmo muito acelerado, já passamos de 220 escolas das 352 que passaram por intervenções, um número bem grande, mas nós temos ainda um número de escolas a serem construídas”, esclareceu na entrevista.

Para este ano, o secretário garantiu a entrega das obras das escolas Escola Hércules Maymone e Joaquim Murtinho, ambas em Campo Grande, e de três no interior do Estado – uma em Ribas do Rio Pardo, outra em Ponta Porã e mais uma em Dois Irmãos do Buriti. Essa última será um espaço indígena de ensino.

Inocência e Bataguassu também estão no radar para receberem novas escolas.

“A gente já começa com deficit de salas de aula, principalmente em Inocência, por conta de Aral Moreira, então a gente já está com o terreno lá e vamos iniciar a obra esse ano da escola de Inocência”, afirma.

O secretário também comentou o fato de o Estado ter chegado a 61% das escolas de tempo integral, acima da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação, que é de 50% até 2027.

“A gente atingiu com dois anos de antecedência e agora a gente vem negociando aos poucos a ampliação do tempo integral, mas aí de acordo com a necessidade da comunidade”, disse.

*Saiba

A redução de estudantes fez com que alunos das escolas fechadas passassem para outras instituições da Rede Estadual de Ensino a partir de 2020, situação que ocorreu em Iguatemi, Dourados, Aquidauana e Itaquiraí.

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