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TRÁFICO DE DROGAS

Safra de maconha e pandemia elevam apreensões e traficantes criam novas estratégias

Desde maio, já foram apreendidas mais de 72,4 toneladas de maconha
15/06/2020 13:32 - Bruna Aquino


 

A safra de maconha estocada no Paraguai aliada a pandemia provocada pelo novo coronavírus são os possíveis motivos que elevaram as apreensões de maconha nos últimos dias em Mato Grosso do Sul. Isso porque, desde o início de maio, às forças policiais do Estado já apreenderam mais de 72,4 toneladas do entorpecente na rota do tráfico. No entanto, o que mais chama atenção são as estratégias que os traficantes estão usando para transportar a droga. 

Já é perfil das organizações criminosas, transportar o entorpecente em carretas dentro de cargas de milho, mas por conta da pandemia, os traficantes estão se reinventando e buscando outras alterativas para tentar enviar a droga estocada. 

Na madrugada desta segunda-feira (15), a polícia de Goiás apreendeu algo que parecia ser inédito. Dois traficantes foram flagrados no interior daquele estado, transportando 300 quilos de maconha em dois caixões em um carro funerário. A droga teria saído de Ponta Porã e os criminosos disseram a polícia que estavam levando duas vítimas da Covid-19 na cidade, mas não tinham documentos que comprovavam o translado.  Eles foram presos e a droga apreendida. 

Para o comandante do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) tenente-coronel Wagner Ferreira, diversos fatores contribuíram para apreensões históricas, mesmo em tempos de covid-19. “Em primeiro lugar, com a pandemia, o fluxo de veículos diminuiu e a abordagem ficou mais seletiva. Há também, o período de safra de maconha no Paraguai, a gente acredita que com o fechamento da fronteira, o produto ficou estocado e as organizações criminosas aumentaram a carga ao transportar a droga”, disse. 

PERDA DE CAPITAL

Para o comandante do DOF, o triunfo no enfrentamento do tráfico é a perda de capital que ocorre dentro das organizações criminosas e consequentemente impedindo outros crimes como lavagem de dinheiro, homicídios e roubos. “O mais importante no enfrentamento, é descapitalizar o crime, ou seja, perder o poder de investimento. Além disso, estamos impedindo uma série de outros crimes que estão no mesmo ciclo, existe um rastro de sangue atrás do tráfico de drogas, como o homicídio, por exemplo, se a gente a trabalha no enfrentamento desse, estamos também combatendo os outros”, destacou. 

ÚLTIMAS APREENSÕES 

Até agora, as forças policiais de Mato Grosso do Sul já apreenderam 72,4 toneladas de maconha em quatro ocorrências, sempre, em cidades ligadas a fronteira com o Paraguai, como Tacuru, Iguatemi e Ponta Porã. 

A maior apreensão de maconha da história no Estado até agora foi de 28 toneladas que aconteceu no mês de maio na cidade Tacuru. A segunda maior interceptação, feita pelo DOF, foi no último fim de semana, onde 20,1 toneladas foram apreendidas em carga de milho. 

Segundo informações do comandante, o caminhão estava no nome do motorista que conduzia a droga, então o departamento acredita que a carreta tinha sido adquirida só para transportar a droga e serviria como pagamento do transporte, mais uma vez dando destaque no prejuízo dentro das organizações do crime. 

A última apreensão de maconha com 11,5 toneladas ocorreu na tarde de ontem (14) em Ponta Porã. Segundo a Polícia Federal, a carreta estava sendo preparada em um galpão, às margens da rodovia MS-163, por quatro homens que foram presos no local. A carga seria levada para o estado de São Paulo, escondida em grãos de milho.

Foram apreendidos também outra carreta e um carro que estavam sendo utilizados durante a preparação do entorpecente.

 
 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!