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PROBLEMA

Saída de Mandetta seria uma tragédia, diz secretário de Saúde de MS

Secretária espera equipamentos para dez leitos de UTI há um mês
06/04/2020 15:41 - Natalia Yahn


 

Há pelo menos 30 dias, Mato Grosso do Sul aguarda equipamentos do Ministério da Saúde para finalmente colocar em funcionamento dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Regional (HRMS), em Campo Grande.

Mesmo com a “demora” e justificativas que vão desde a retenção dos aparelhos pelos Estados Unidos - em caso que ganhou as manchetes do mundo na semana passada - até a alta demanda, o secretário de Estado de Saúde (SES), Geraldo Resende afirma que a possível demissão do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta em meio a pandemia da Covid-19 será “uma tragédia”.

“Pode escrever aí. Torço para não acontecer, mas se acontecer será uma tragédia ao sistema de saúde do país. Nesse momento temos no Mandetta e na equipe que ele construiu no Ministério da Saúde, um porto seguro. Estamos trabalhando em unidade, alinhados, na mesma direção. Uma mudança de rumo agora, seria um cavalo de pau como se diz aqui, numa direção que pode nos levar a total insegurança”, afirmou Resende.

Desde o início da crise no Brasil, provocada pela disseminação do novo coronavírus, Mandetta adotou tom de alerta, se posicionando favorável ao isolamento social. Além disso, o ministro segue a mesma linha da Organização Mundial de Saúde (OMS) com posicionamento cauteloso em relação a possíveis tratamentos da doença, usando por exemplo a cloroquina, amplamente defendida pelo presidente Jair Bolsonaro. Desde o início do dia, as especulações dão conta que o ex-ministro da Cidadania Osmar Terra, que também é médico, seria nomeado como ministro da Saúde.

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!