Cidades

No Estado

Se chuva continuar, nível de rio pode ficar 50% acima do normal

GeoHidro-Pantanal ressalta que cheia é uma hipótese e não um alerta para a região

Danielle Valentim

18/01/2016 - 13h00
Continue lendo...

O excesso de chuvas que atingem o Estado, desde o início do mês, pode resultar no aumento de 50% do nível do Rio Paraguai. A informação foi publicada na manhã desta segunda-feira (18) pelo centro de pesquisa da Embrapa GeoHidro-Pantanal, que ressalta ser uma hipótese e não um alerta, tendo em vista a imprevisibilidade das condições meteorológicas. Se não parar de chover, em Porto Murtinho, por exemplo, o volume pode chegar a 5,4 metros acima do normal.

Segundo o GeoHidro-Pantanal, ainda é cedo para a emissão de um alerta, mas as pesquisas analisaram informações das previsões meteorológicas emitidas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e outras fontes de informações no Brasil e no exterior, para o trimestre de janeiro, fevereiro e março (JFM) de 2016. 

Assim como Porto Murtinho, na Estação de Ladário a tendência é que o rio fique 4,6 metros acima do normal. Segundo previsões, a tendência é de que, na Bacia do alto Paraguai-Pantanal, as chuvas diminuam ou mesmo parem até o final dessa semana, recomeçando na semana seguinte. 

Segundo as previsões do Inmet/Inpe, para uma grande área do Brasil, que inclui a Bacia do Alto Paraguai (BAP), a chance de ocorrer chuvas acima, abaixo ou na normalidade climatológica é a mesma. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) interpreta essa situação, como de "imprevisibilidade". A exceção fica para o sul do Mato Grosso do Sul (MS), onde é esperado chuvas acima da média. 

O Inmet publicou um mapa que prevê para o trimestre de janeiro, fevereiro e março, chuvas acima do normal para toda a porção da bacia do alto Paraguai, no Pantanal do Estado. 

RECORDE E ALERTA A RIBEIRINHOS

Nas primeiras duas semanas de janeiro ocorreram chuvas intensas e persistentes nas bacias dos rios Taquari, Negro, Taboco, Aquidauana e Miranda. O rio Aquidauana superou a marca dos 9 metros, desabrigando ribeirinhos e isolando comunidades. O recorde de nível para o rio Aquidauana foi de 10,07 metros em 2011.

Esses registros foram feitos na saída das águas do planalto e entrada para o Pantanal e a onda de ''cheia'' ou inundação está se deslocando das partes mais altas do Pantanal, para as porções mais baixas.

O Geohidro alerta as comunidades de ribeirinhos e aos pecuaristas da planície pantaneira para que tomem providências para protegerem as famílias, bens materiais e rebanho, não somente para o risco de inundação, mas também para o risco de isolamento em áreas no caminho para entrada e saída.

Nas áreas próximas à margem esquerda do rio Paraguai, no baixo curso dos rios Miranda e Abobral e no trecho da Estrada Parque entre o rio Paraguai, Curva do Leque e Buraco das Piranhas, também há risco de alagamentos e problemas com as pontes.

Felizmente, hoje (18), o rio Paraguai na estação de Ladário está com 2,20 metros, bem abaixo da cota de transbordo de 4 metros e não será um obstáculo à drenagem das águas.

Em 2011, o rio Paraguai alcançou o nível máximo de 5,62 metros na estação fluviométrica de Ladário, que coincidiu com a cheia dos rios Miranda e Aquidauana, assim como de chuvas na planície, provocando uma extensa área inundada. 

MAIOR CHEIA EM 50 ANOS

O rápido aumento de nível do rio Taquari em Coxim, para 5,21 metros, foi divulgado ontem (17) e representa, segundo o Imasul, a terceira maior cheia dos últimos 50 anos. Na manhã de hoje (18), o nível foi de 4,86 metros. O aumento de nível e vazão irá aumentar o fluxo em arrombamentos  e pode inundar as fazendas e pequenas propriedades de ribeirinhos, marginais ao rio e canais de arrombamentos da Nhecolândia e Paiaguás. 

O rio Taquari somado as águas drenadas na planície pantaneira, por corixos e vazantes, podem ser a explicação do rápido aumento do nível do rio Paraguai nas estações fluviométricas de Ladário, Porto Esperança e Forte Coimbra. Não se pode descartar a influência das chuvas e das águas drenadas sobre as áreas da Bolívia ao longo do rio Paraguai. Para as estações de Porto Esperança e Forte Coimbra a influência do rio Miranda é importante.

As chuvas intensas no sul do Estado sobre a bacia do rio Apa e outros rios menores como rio Aquidabã, podem explicar ao menos em parte, a rápida subida do rio Paraguai em Porto Murtinho.

O longo do ano de 2015, instituições de Mato Grosso do Sul, desenvolveram com a participação da Embrapa Pantanal, métodos para a emissão de estimativas quantitativas e automatizadas de previsão de nível, considerando todas as estações de nível disponíveis. Se os sistemas estiverem prontos para emitir alertas, esses devem ser emitidos ainda esse ano. 

CRIME

Condutor que atropelou e matou mulher na avenida Fábio Zahran é condenado a 21 anos de prisão

Crime aconteceu em outubro de 2022, Charles também deverá pagar indenização a todas as vítimas, incluindo os filhos de Michelli que estavam presentes no acidente

22/06/2024 18h30

Condutor que atropelou e matou mulher na avenida Fábio Zahran é condenado a 21 anos de prisão

Condutor que atropelou e matou mulher na avenida Fábio Zahran é condenado a 21 anos de prisão Reprodução

Continue Lendo...

Nesta sexta-feira (21), a Justiça de Mato Grosso do Sul deu a sentença que condena Charles Goes Júnior a 21 anos, 7 meses e 6 dias de prisão em regime fechado, pela morte por atropelamento de Michelli Alves Custódio, na madrugada do dia 13 de outubro de 2022. Charles ainda era acusado de ferir outras três pessoas.

O réu foi considerado culpado pelos seguintes crimes: homicídio de Michelli, tentativa de homicídio contra Samantha, amiga da vítima, e lesão corporal contra a passageira do veículo que ele dirigia. Os delitos envolvendo Michelli e Samantha foram classificados como hediondos.

Além das três vítimas, Victor Nunes Uchoa Cavalcanti - amigo de Michelli, também se envolveu no acidente, entretanto, o júri absolveu Charles pelo crime em que era acusado, em relação a Victor.

Charles também deverá pagar uma indenização de R$15 mil para os dependentes de Michelli, R$10 mil para Samantha e R$5 mil para a passageira que estava presente no carro conduzido por ele.

Os respectivos valores, por serem dano moral, devem ser corrigidos monetariamente desde a data da adesão, e com juros de mora de 1% ao mês, contados da data do crime.

Relembre o caso

Na madrugada do dia 13 de outubro de 2022, o condutor do veículo que atropelou e matou uma mulher, no cruzamento da Avenida Fábio Zahran com a Rua Ouro Branco, no Bairro Vila Carvalho, em Campo Grande (MS), teria participado da briga de torcidas organizadas do Corinthians e Flamengo no mês de agosto do mesmo ano na Capital. Na ocasião, três pessoas foram feridas a tiros. 

Charles Goes perdeu o controle do veículo que conduzia, Renault Sandero, ao bater no meio-fio da Avenida Fábio Zahran e atropelou Michelli Custódio e Samantha. De acordo com o boletim de ocorrência, o integrante da “Pavilhão 9” estava embriagado - o teste do bafômetro resultou em 0,83 miligramas por litro de ar expirado – e foi preso em flagrante por homicídio simples, pois a mulher morreu na hora, enquanto a outra vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada para a Santa Casa de Campo Grande.

O marido da prima de Michelli Custódio, um homem de 32 anos, ainda tentou impedir que Charles Goes fugisse do local do acidente fatal se jogando na frente do veículo, mas foi arrastado por duas quadras, sendo também socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para a Santa Casa.

Ao ser preso, o condutor estava com o braço direito machucado, recebeu atendimento no local do acidente e foi encaminhado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.

No momento em que foi preso, conforme testemunhas, Charles Goes estava com o uniforme da “Pavilhão 9”, pois teria acabado de sair do galpão utilizado pela torcida organizada do Corinthians para acompanhar os jogos do time transmitidos pela TV.

Briga de torcida organizada

Assim como nesta noite de quarta-feira para quinta-feira, em 2 de agosto Charles Goes, da “Pavilhão 9” também estava na sede da torcida organizada quando aconteceu o confronto com torcedores do Flamengo, pois as sedes das duas torcidas organizadas ficam a 700 metros de distância uma da outra.

À época, a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande abriu inquérito para investigar a briga generalizada entre torcedores do Corinthians e Flamengo, que terminou com pelo menos três baleados.

A ordem de serviço para investigação de tentativa de homicídio foi pedida pelo delegado Antônio Ribas Junior, considerando que uma das vítimas foi ferida gravemente no abdômen e ficou internada na Santa Casa.

Passados cinco dias da briga, o delegado Antônio Ribas Júnior, responsável pelo caso, informou que tinha identificado o homem de 33 anos que atirou contra os torcedores do Flamengo.

No dia 8 de agosto, ele foi preso no Bairro Jardim Los Angeles, mas negou qualquer envolvimento no crime, alegando apenas que esteve na torcida organizada no dia, mas não participou da briga.

Porém, as informações dele contrariam a versão das três vítimas e das testemunhas que foram ouvidas pela Polícia Civil. Pelo menos duas vítimas e uma testemunha confirmaram que viram o autor participando da briga. Devido a isso e por a arma não ter sido localizada, o homem foi indiciado por tentativa de homicídio.

 

 

INCÊNDIO

Operações de combate no Pantanal recebem reforços do Exército e Força Nacional

Secretário estadual anuncia novos recursos aéreos e tropas para enfrentar incêndios florestais na região

22/06/2024 16h30

Operações de combate no Pantanal recebem reforços para combate aos incêndios no Pantanal

Operações de combate no Pantanal recebem reforços para combate aos incêndios no Pantanal Divulgação: Governo de MS

Continue Lendo...

Após o pedido de ajuda enviado pelo Governo de Mato Grosso do Sul para o combate aos incêndios florestais no Pantanal, a equipe receberá mais três aeronaves do Ibama e mais quatro de grande porte do Exército. A Força Nacional também deslocará 50 homens para ajudar nos trabalhos.

"Recebemos o contato do Ibama onde foi confirmado o deslocamento de duas aeronaves Air Tractor e mais um helicóptero para o apoio ao combate no Pantanal. Este pedido nosso foi apresentado na semana passada durante aquela reunião em Campo Grande", afirmou o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck.

Já a colaboração com o Exército, serão quatro aeronaves de grande porte para transporte das tropas. O secretário também mencionou uma sinalização positiva para o envio de mais de 50 homens da Força Nacional, cuja presença será crucial no enfrentamento dos incêndios na região do Pantanal.

"Esta ação é de suma importância e estava sendo discutida com o Governo Federal como parte do pacote federativo assinado em Brasília, juntamente com o governador Eduardo Riedel. Avançamos significativamente no reforço deste apoio para uma ação integrada no combate aos incêndios florestais", afirmou o secretário.

Atualmente, o Governo do Estado já opera com dois helicópteros e uma aeronave Air Tractor no Pantanal. Adicionalmente, estão sendo planejadas outras medidas urgentes, como a contratação de horas de voo emergenciais junto ao Imasul (Instituto do Meio Ambiente do MS) para mobilizar o máximo de aeronaves disponíveis na região pantaneira.

Falta de aeronaves

A falta de aeronaves para combate a incêndios é uma das principais dificuldades do Estado para conter as chamas no Pantanal. Em uma reunião na última terça-feira (18), o secretário-executivo de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, Arthur Falcette, comentou que o apoio havia sido solicitado.

"Essa é uma das nossas principais demandas com o governo federal, esse apoio por aeronaves, deslocamentos. A gente sabe que em muitas localidades do Pantanal o acesso é um problema, então não é tão simples quanto ter disponibilidade de homens", explicou.

A reunião teve objetivo de avançar na identificação de prioridades, análise da situação e articulação das ações de campo para o combate aos incêndios no Pantanal sul-mato-grossense. 

O secretário-executivo da Semadesc afirmou que o Corpo de Bombeiros está bem estruturado para o combate, assim como outras instituições que atuam na ponta, como o Prevfogo, por exemplo, mas que o problema está em chegar até as áreas de incêndio.

"O acesso é importante, esse deslocamento, as trocas de turno, tem toda uma dinâmica para atender os incêndios que depende dessas aeronaves. O Corpo de Bombeiros também já acionou outros estados e está levantando disponibilidade de recursos para que a gente possa também ter esse suporte", reforçou.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).