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Se eleito, Orcírio promete reduzir ICMS do combustível

Se eleito, Orcírio promete reduzir ICMS do combustível

Redação

08/05/2010 - 21h16
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lidiane kober

 

O ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) prometeu ontem reduzir a carga tributária dos combustíveis, caso derrote o governador André Puccinelli (PMDB) na batalha pelo Governo do Estado. O petista ainda quer incluir em seu plano de governo a regionalização dos incentivos fiscais a fim de atrair indústrias para todas as regiões do Estado. Certo de que as propostas são superiores aos planos do seu adversário, Orcírio desafiou Puccinelli para o debate na Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) sobre o desenvolvimento industrial do Estado.

Em reunião com empresários e, depois, com a militância, o ex-governador que, ao longo dos oito anos à frente do Executivo estadual, recusou-se a diminuir a alíquota dos combustíveis, firmou compromisso de diminuir a carga tributária. Hoje, a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel é de 17%, enquanto em estados vizinhos, como São Paulo, Paraná e Goiás, o índice é de 12%.

José Orcírio espera, com esta medida, cair nas graças dos eleitores porque traz benefícios diretos a toda a população, principalmente, para o setor produtivo. Em média, mensalmente, são consumidos 90 milhões de litros de óleo diesel em Mato Grosso do Sul e 35 milhões de litros de gasolina.

Segundo o deputado federal Vander Loubet (PT), Orcírio só não adotou a medida anteriormente porque o Estado não tinha fluxo de caixa. "Quando o Zeca assumiu, a arrecadação mensal não passava de R$ 48 milhões, enquanto hoje, ultrapassa a ordem de R$ 350 milhões".

 

Incentivos fiscais

Outro compromisso do ex-governador é regionalizar os incentivos fiscais. "O plano é permitir perspectivas de desenvolvimento para outros municípios, criando incentivos fiscais diferentes para compensar cidades sem boa logística", explicou. Orcírio, no entanto, se apressou em esclarecer que não vai trabalhar para transferir empresas já instaladas em Três Lagoas. "Tentaram distorcer uma entrevista minha, plantando informação de que tiraria indústrias de Três Lagoas. Isso não existe", garantiu. "E vou na semana que vem à cidade para provar isso", concluiu.

Pelo contrário, os petistas acreditam que, ao desenvolver outras regiões, vão contribuir para garantir qualidade de vida aos moradores de Três Lagoas. "Por uma questão de logística, Três Lagoas está ficando congestionada e, por isso, já apresenta algumas dificuldades. Isso está refletindo, por exemplo, em falta de segurança e no aumento do custo de vida na cidade", comentou Vander.

A medida também tem foco político-eleitoreiro. Ao prometer expandir o desenvolvimento industrial, Orcírio vai agraciar regiões, como a da Grande Dourados, que manifestaram descontentamento pelo fato de Puccinelli ceder a vaga de vice-governador para a ex-prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet (PMDB), encerrando ciclo de vices douradenses.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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