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APELO

Se tem sintomas da Covid-19 e precisa do Samu, avise o atendente

Informação ajuda equipes a redobrarem cuidado
27/04/2020 09:19 - Ricardo Campos Jr


 

Protocolos obrigam as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a usarem equipamentos de proteção diante da incerteza ou da mínima suspeita de que possam estar diante de um caso de Covid-19. Mesmo assim, como se trata de um ofício que lida com pacientes críticos, e cada segundo conta para salvar uma vida, é extremamente importante informar ao atendente do 192 em caso de sintomas do novo coronavírus.

Em dias normais, eram suficientes o macacão do uniforme, máscara cirúrgica e luvas. Com a pandemia, entrou em uso o capote impermeável, escudo facial, gorro, óculos de proteção e máscara N95.

 
 

“Nós deixamos o posto com todos esses aparatos ao atender qualquer um que esteja com febre ou até mesmo tosse, dor de garganta e falta de ar. Pode não ser nada, pode ser uma amigdalite comum, mas não temos como saber”, disse ao Correio do Estado Ricardo Alves Rapassi, coordenador geral do Samu em Campo Grande.

Quando recebem chamado de alguém em parada cardíaca, por exemplo, o socorro é encaminhado imediatamente pela central de regulação, já que com a demora, o quadro pode ser irreversível.

“Como não temos tempo para ficar perguntando, em todos os casos que não decorrem de trauma e acidentes ou vítimas de disparo de arma de fogo, também nos paramentamos para o atendimento”, explica.

Ocorre que há relatos em outros estados de pacientes com medo de contar aos atendentes que têm sintomas da Covid-19 e terem o atendimento negado.

Além de garantir que não há distinção, já que os atendentes têm os aparatos de segurança, Rapassi acrescenta que se os médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e socorristas sabem que estão diante de uma suspeita forte do novo coronavírus, poderão redobrar os cuidados para evitar contaminação.

O apelo vem de quem, além de salvar as vidas dos que precisam, tem que zelar também pelos seus. Rapassi, mesmo sendo coordenador, continua na frente de trabalho como médico e cumpre o plantão de atendimento na ambulância. Em casa, tem um bebê de dez meses.

“Tentamos nos resguardar ao máximo. Como nos primeiros cinco dias você transmite a doença e normalmente não tem sintomas, nos preocupamos. Além de evitar sair de casa, tenho um banheiro no quintal. Chego, tomo banho e só depois tenho contato com a família. Meus pais moram no interior de São Paulo e os via com frequência, até por conta do bebê. Com a pandemia, não temos mais contato direto. Porém, sabemos que tudo isso uma hora vai passar”, completa.

Felpuda


É quase certo que a aposentadoria deverá ocorrer de maneira mais rápida do que se pensava em determinado órgão. O que deveria ser a tal ordem natural dos fatos acabou sendo atropelada por acontecimentos considerados danosos para a imagem da instituição. Os dias estão passando, o cerco apertando e já é praticamente unanimidade de que a cadeira terá de ter substituto. Mas, pelo que se ouve, a escolha não deverá ser com flores e bombons de grife.