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Seis meses após temporal, região serrana do Rio ainda tem famílias vivendo em abrigos

Seis meses após temporal, região serrana do Rio ainda tem famílias vivendo em abrigos

agência brasil

11/07/2011 - 16h24
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Seis meses após a tragédia que atingiu municípios da serra fluminense, castigada por fortes chuvas, dezenas de famílias ainda vivem em abrigos provisórios, montados para atender quem teve a casa destruída ou interditada pela Defesa Civil. Os deslizamentos, enchentes e desabamentos provocaram a morte de mais de 900 pessoas em sete cidades.

Somente em Nova Friburgo, município que sofreu os maiores estragos e teve o mais elevado número de vítimas – 429 mortos – 17 famílias ainda ocupam uma moradia coletiva no bairro de Olaria. De acordo com a prefeitura, mais de 200 casas foram demolidas e mil estão interditadas, principalmente na região de Córrego Dantas, Campo do Coelho e Alto Floresta. Nesses imóveis os serviços de água e luz não foram restabelecidos, para evitar a volta irregular dos moradores, e os sinais da tragédia ainda são visíveis na área.

Na região central, a população diz que a situação foi totalmente normalizada. Ricardo Medeiros, morador do bairro de Olaria, afirma que, hoje, as ruas têm o movimento habitual, sem lixo, lama ou entulhos, que ficaram espalhados por toda a parte logo após a tempestade, as ruas têm hoje o movimento habitual. “Aqui no centro nem dá para perceber o tamanho da tragédia que o município viveu. Foi muito triste.”

Em Teresópolis, onde 392 pessoas morreram em consequência da tragédia, quem foi prejudicado pelo temporal reclama da lentidão do processo de recuperação. O agricultor Joel Alves, vice-presidente da Associação de Vítimas do município, diz que ainda não foi possível retomar a atividade de produção de mandioca e de banana, porque o acesso à sua propriedade, em Poço dos Peixes, continua muito difícil.

“Ainda é muito complicado chegar lá porque as estradas naquela região foram totalmente destruídas. A energia também não foi restabelecida”, lamentou. Segundo Alves, centenas de famílias cadastradas para receber o aluguel social, no valor de R$ 500, ainda não receberam os recursos. Para ele, a demora deve-se a erros cometidos por funcionários da prefeitura no momento do preenchimento das fichas.

A prefeitura de Teresópolis explicou, no entanto, que os casos em que o pagamento não foi feito estão relacionados à perda de documentos ou a problemas de inadimplência dos beneficiários que, assim, não poderiam abrir contas bancárias para depósito do valor correspondente ao aluguel social. Para solucionar a questão, o município firmou acordo com a Caixa Econômica Federal para permitir a criação de contas com esse fim e agilizar o pagamento.

De acordo com a prefeitura, 427 famílias estão recebendo o aluguel social em Teresópolis. Ainda há 52 pessoas vivendo em três abrigos na cidade.

Em Petrópolis, também castigada pelas chuvas de janeiro, 44 pessoas permanecem em um abrigo montado pela prefeitura. Até agora, 878 aluguéis sociais foram liberados pelo município para as famílias atingidas pelo temporal.

A Secretaria Estadual de Assistência Social informou que atendeu cerca de 7 mil famílias dos municípios da região serrana com recursos do aluguel social. De acordo com a secretaria, a verba destinada pelos governos federal e estadual para pagamento do benefício na região soma R$ 41 milhões.

MS Vacina Pet

Governo vai investir mais de R$ 1 milhão para vacinar pets em Mato Grosso do Sul

Seguindo diretriz nacional, governo do estado se prepara para aumentar a cobertura de vacina contra raiva e zerar a contaminação humana até 2026

23/05/2024 18h17

A meta é vacinar igual ou superior a 80% de bichinhos de estimação

A meta é vacinar igual ou superior a 80% de bichinhos de estimação Crédito: Freepik

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Seguindo uma normativa nacional, A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do programa MS Vacina Pet, pretende reforçar a vacinação para raiva (antirrábica) de cães e gatos.

A publicação foi feita nesta quinta-feira (23), no Diário Oficial, o programa prevê repasse financeiro aos 79 municípios, inicialmente em caráter provisório para aumentar a vacinação dos pets. Nesta fase o investimento será de R$ 1.935.000,00.

"O Brasil prevê obter o reconhecimento internacional da validação da eliminação da raiva humana transmitida por cães até 2026. Para o cumprimento dessa importante meta internacional, a cobertura vacinal figura como um dos principais indicadores. Considerando a Campanha Nacional contra a Raiva canina está amparada pela Lei no. 6.259 de 30/10/1975, que cria o Programa Nacional de Imunização (PNI) e pelo Decreto no. 78.231, de 12/08/1976, que regulamenta a referida Lei e apresenta como um de seus objetivos proteger a população brasileira contra doenças evitáveis,por meio da vacinação". 

O Brasil tem como meta eliminar a transmissão da raiva transmitida por meio de mordidas de cães e gatos a humanos até 2026. O secretário de Estado de Saúde destacou que Mato Grosso do Sul irá prestar auxílio aos municípios.

"O programa vem atender uma demanda dos municípios para ajudar no custeio do pagamento de horas-extras para os servidores municipais trabalharem em ações de vacinação antirrábica como Dia D, a aquisição de insumos, locação de veículos para acesso das equipes em áreas mais remotas e também para a produção de conteúdos alusivos à campanha", explica.

Os maiores repasses conforme população estimada de animais de estimação serão feitos para os seguintes municípios:

  • Campo Grande com aproximadamente 336.727 - R$ 100.000,00
  • Dourados com aproximadamente 91.263 - R$ 45.000,00
  • Aquidauana com aproximadamente 17.551 - R$ 35.000,00
     

O programa

O município que tiver interesse em receber a verba precisa enviar um termo de adesão para a Secretaria de Estado de Saúde, juntamente com o plano de ação que apresente o cronograma de atividades que serão empenhadas. 

Além disso, o estado planeja "O Dia D" com início no dia 1º de agosto, a campanha deverá ser realizada pelos municípios com prazo máximo de quatro meses. 

A primeira parte do repasse será correspondente a 50% do valor total e será feita até mês de junho de 2024, enquanto o segundo será feito no mês de dezembro, desde que o município tenha cumprido as normas do programa. 

Estimativa

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou 1 cão para 4 habitantes e 1 gato para cada 8 habitantes. 

A meta é vacinar igual ou superior a 80% de bichinhos de estimação. O lançamento dos números de doses aplicadas será inserida no sistema e-vacine PETs.

Ainda, conforme prevê no Diário Oficial, o município precisa de um médico veterinário que terá a incumbência de acompanhar o recebimento dos lotes de vacina, realizar a verificação, armazenamento e aplicação, assim como envio do relatório dos dados ao finalizar a campanha. 

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Boletim

Dois bebês morreram vítimas da dengue em Mato Grosso do Sul

No boletim divulgado nesta quinta-feira (23) foram dezoito óbitos, entre elas um bebê com apenas um mês

23/05/2024 17h50

Idosos são maioria das vítimas de dengue no Estado

Idosos são maioria das vítimas de dengue no Estado Reprodução: SES

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Uma bebê de um mês de vida e um menino de 1 ano, estão entre as dezesseis vítimas da dengue, em Mato Grosso do Sul. 

A informação consta no boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (23) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) que indica 15 óbitos em análise aguardando confirmação e 18 óbitos. 

Conforme os dados em Mato Grosso do Sul são 19.310 casos prováveis e 9.155 confirmados de dengue. Em comparação com o mesmo período no ano anterior, em 2023 o estado registrou 43 óbitos. 

Óbitos

A bebê de apenas 1 mês, é natural de Maracaju, começou a ter sintomas no dia 31 de janeiro, não resistiu e veio a óbito no dia 5 de fevereiro. O resultado da causa da morte foi confirmado no dia 16 de fevereiro.

O menino de 1 ano, era de Laguna Carapã, começou a sentir os sintomas no dia 6 de março e veio a óbito seis dias depois. A confirmação ocorreu no dia 18 de março. Em ambos os caso nenhum dos bebês apresentava comorbidades.

Entre as crianças, de Dourados, um menino de 7 anos, com problemas renais crônicos e hipertensão arterial sistêmica, não resistiu e morreu dois dias após começar a sentir os sintomas.  A confirmação de morte causada pela dengue saiu no dia 26 de março. 

  • Mulher, de 32 anos, de Amambai (sem comorbidade)
  • Homem, de 33 anos, de Dourados (sem comorbidade)
  • Mulher, de 55 anos, de Ponta Porã (com comorbidade)
  • Idoso, 81 anos, de Chapadão do Sul (com comorbidade)
  • Idosa, 73 anos, de Coronel Sapucaia (com comorbidade)
  • Idoso, 73 anos, de Naviraí (com comorbidade)
  • Idosa, 64 anos, de Sete Quedas (sem comorbidade)
  • Idosa, 88 anos, de Amambai (com comorbidade)
  • Idosa, 70 anos, de Paranhos (sem comorbidade)
  • Homem, 81 anos, de Naviraí (sem comorbidade)
  • Idosa, 90 anos, de Ponta Porã (sem comorbidade)
  • Idoso, 91 anos, de Amambai (sem comorbidade)
  • Idoso, 74 anos, de Ponta Porã (sem comorbidade)
  • Idoso, de 75 anos, de Laguna Carapã (com comorbidade)
  • Idoso, 85 anos, de Ponta Porã (com comorbidade)

Veja os municípios com alta incidência para dengue

Juti - 1501
Laguna Carapã - 823,7
Iguatemi 811,8
Figueirão 734,7
Antônio João 730,9
Itaquiraí 653,5
Rio Negro 433,8
Japorã 429,6
Vicentina 378,8
Brasilândia 362,7
 

O Correio do Estado, noticiou que a primeira vítima da dengue deste ano, em Mato Grosso do Sul, foi uma bebê de um mês, que residia em Maracaju. A morte ocorreu no dia 5 de fevereiro, entretanto o laudo saiu apenas no dia 16 do mesmo mês. 

Divulgação Secretaria Estadual de Saúde / Boletim Epidemiológico

Vacinação

Em fevereiro, foi iniciada a vacinação contra a dengue na rede pública de saúde. A Qdenga é aplicada gratuitamente em crianças/adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.

Ainda conforme o boletim, 36.408 doses do imunizante já foram aplicadas na população-alvo para a vacinação.

O esquema completo da vacina é composto por duas doses, a serem administradas por via subcutânea com intervalo de 3 meses entre elas. Quem já teve dengue também deve tomar a dose.

Quem está fora da faixa etária classificada como prioritária deve procurar a vacina na rede particular.

A Qdenga previne exclusivamente casos de dengue e não protege contra outros tipos de arboviroses, como Zika, Chikungunya e febre-amarela.

Baixa procura

O município de Dourados, o primeiro a receber o imunizante no país, teve que estender a aplicação até o dia 31 de julho. Conforme levantado pelo Correio do Estado, dos 150 mil esperados para receber a vacina, apenas 79 mil procuraram as unidades de saúde

 

** Colaborou Glaucea Vaccari e Nery Kaspary 

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