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EXIGÊNCIA

Sem a placa Mercosul, 3 mil veículos podem ser apreendidos

Desde a obrigatoriedade em fevereiro, já foram emitidas 21 mil placas no novo padrão
12/03/2020 11:28 - Natalia Yahn, Ricardo Campos Jr


 

Três mil veículos que deveriam estar com a nova placa padrão Mersosul estão irregulares em Mato Grosso do Sul. Desde a obrigatoriedade em fevereiro, já foram emitidas 21 mil placas no novo padrão. Caso sejam fiscalizados em blitz, por exemplo, os veículos que estão irregulares podem ser apreendidos. A punição também prevê pagamento de R$ 130 em multa e quatro pontos na Carteira Nacional de Motorista (CNH) do proprietário.

A medida foi confirmada pelo novo diretor-presidente do Departamento de Trânsito do Estado (Detran-MS), Rudel Trindade, durante coletiva de imprensa realizada esta manhã. Os veículos sem as placas tiveram transferência de posse ou danos na identificação anterior (placa cinza). Os proprietários fizeram o trâmite burocrático, pagaram a vistoria obrigatória e receberam a emissão do novo documento, e com a autorização de emplacamento padrão Mercosul - inclusive com o número - não procuraram as estampadoras para efetivar o emplacamento. “O problema mais preocupante é a grande quantidade de pessoas, não de carro novo, mas dos demais casos de proprietários que deixam de colocar a placa Mercosul”, disse Rudel, que foi nomeado na segunda-feira (9).

A remoção só é evitada, caso o proprietário com o documento permitindo o emplacamento esteja com ele e uma empresa se disponibilize em fazer a instalação no local onde o veículo estiver parado. Caso o veículo seja apreendido o proprietário terá que arcar com todos os custos gerados, inclusive a estadia no pátio do Detran.  

PREÇOS

Sobre os preços das placas, Trindade pediu “trégua”. “Eu assumi só há quatro dias. Estou ciente das reclamações em relação ao preço, a respeito dos valores não vou fugir da questão. Vou trabalhar e ver o que posso fazer para ajudar a baixar o preço. Peço trégua, não tive tempo de ir no Procon e me inteirar sobre o assunto. Verei o que pode ser feito”.

Mato Grosso do Sul ganhou a sétima estampadora, a Embrasplak, que efetivamente só começou a fabricar as identificações veiculares em março. O poder público analisa pedido de pelo menos outras seis empresas interessadas em entrar nesse negócio. Espera-se que quanto maior a concorrência, menor seja o preço cobrado dos consumidores.

Inicialmente o valor cobrado pela unidade da placa Mercosul oscilava entre R$ 143 e R$ 150. Como veículos com mais de duas rodas usam duas, os consumidores estavam pagando até R$ 300 pelo serviço quando ele entrou em vigor no dia 3 de fevereiro, um dos mais caros do país.

Depois da pressão feita pelo Procon, os empresários deram descontos de até 11% ao longo do mês, de modo que hoje o serviço pode ser encontrado por R$ 133 (motos) e R$ 258 (automóveis).

Embora a população ainda considere caro o preço da identificação visual, ela já está mais em conta do que o modelo anterior, que tinha tabela fixa de R$ 150 (motos) e R$ 290 (carros). Ainda assim, o órgão de defesa do consumidor quer pelo menos mais 9% de baixa. O superintendente Marcelo Salomão marcou reunião com a novata Embrasplak para analisar se eles podem baratear o serviço, que atualmente custa R$ 140 e R$ 260.

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!