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VIOLÊNCIA

Sem aulas presenciais, denúncias de abusos diminuem em Mato Grosso do Sul

Segundo conselheira municipal, a maioria das denúncias é feita por instituições de ensino
13/01/2021 11:00 - Beatriz Magalhães


Sem aulas presenciais, o número de denúncias de crimes contra crianças e adolescentes diminuiu em Mato Grosso do Sul no ano passado. 

Segundo a conselheira municipal do Direito da Criança e do Adolescente, Alessandra da Silva Hartmann, a escola tem um papel importante no combate à violência infantil. 

“A maior demanda dos conselhos vêm das escolas. Com o fechamento [das escolas], ficou mais difícil detectar os tipos de violência. Muitas vezes o agressor é alguém da própria família – ele não vai denunciar, e o vizinho não vai querer se meter”, explica.

Em 2020, foram registrados 2.143 boletins de ocorrência na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), número inferior de ocorrências em relação a 2019, que acumulou 2.905 casos.

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Ainda segundo as informações da delegacia, das 2.143 ocorrências registradas, 496 são referentes a estupro de vulnerável, crime considerado hediondo. Em 2019, o número registrado foi de 566 denúncias de estupro.

De acordo com a delegada titular da DEPCA, Marília de Brito, a queda não significa que os casos não ocorreram. Ainda é necessária uma avaliação mais técnica do porquê da diminuição. 

A escola é um ponto [de apoio] importante. É um lugar onde as crianças e os adolescentes permanecem muito tempo, desenvolvem relações de amizades com os colegas e até mesmo com os professores, o que permite que os casos cheguem por meio das escolas. A escola tem esse papel, mas o principal ponto de apoio da criança e do adolescente é a família”, coloca.

De acordo com a delegacia especializada, os crimes mais comuns contra o público infantojuvenil são abuso e violência sexual, bullying e cyberbullying e maus-tratos e violência doméstica, sendo a maior parte das vítimas meninas.