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Semana decisiva para candidatura de Murilo

Semana decisiva para candidatura de Murilo

Redação

24/05/2010 - 07h05
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adilson trindade e lidiane kober

A semana será decisiva para a candidatura do vice-governador Murilo Zauith (DEM) ao Senado. O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), pretende se encontrar hoje com o governador André Puccinelli (PMDB) para sacramentar a indicação do vice-prefeito da Capital, Edil Albuquerque (PMDB), para a vaga de primeiro-suplente.

Esta é a última cartada de Nelsinho para ajudar Murilo a virar candidato a senador e fortalecer a aliança do PMDB com DEM e PSDB em Mato Grosso do Sul. Murilo se isolou depois do anúncio da indicação de Edil para seu parceiro de chapa. Ele deve, no entanto, se manifestar hoje em Campo Grande.
Nem o vice-prefeito conseguiu falar com Murilo. Os dois tinham encontro marcado ontem na Capital. “O Murilo está em Dourados e a conversa ficou para amanhã (hoje)”, comentou. Além disso, para a consolidação do acordo, segundo Edil, é necessário o aval do governador. “Quem está cuidando disto (aval) é o Nelsinho”, afirmou.

O prefeito acredita ter conquistado grande avanço no sábado, quando se reuniu com os vereadores da sua base aliada, para discutir alternativas a fim de atender as exigências de Murilo de contar com um suplente de peso político. Assim, Nelsinho espera fortalecer também a candidatura do governador André Puccinelli na região de Dourados.

No início da semana passada, Murilo sentia-se alijado do processo eleitoral com André sugerindo a sua retirada da disputa eleitoral para não prejudicar a candidatura do deputado federal Waldemir Moka (PMDB), que não conseguiu decolar mesmo com todo o apoio do governo. Hoje, há temor de Moka perder a eleição para o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), opositor ferrenho de André, na disputa para o Senado.
Novela sem fim

A indicação de Edil para ser o primeiro-suplente de Murilo saiu depois de seguidos fracassos em torno da discussão. Inicialmente, o democrata sugeriu o deputado estadual Carlos Marun (PMDB) ou o ex-secretário de Obras, Edson Giroto (PR), para estar ao seu lado na disputa. Os dois não abriram mão de seus projetos eleitorais. Em seguida, surgiu a ideia de indicar a primeira-dama da Capital, Maria Antonieta Trad (PMDB), porém, o deputado federal Waldemir Moka (PMDB) fez o convite antes. Depois, nasceu o plano de convidar o deputado federal Nelson Trad (PMDB) para ser seu suplente, mas, mais uma vez, a tentativa fracassou. 

A insistência de Murilo em ter ao seu lado um nome forte da Capital leva em consideração o temor de não contar com o empenho dos peemedebistas na campanha. A preocupação inclui a suspeita de o partido trabalhar em prol da “dobradinha” de Moka com o senador Delcídio do Amaral (PT).

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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