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SAÍDA DE MORO

Com demissão, atrasos nos repasses para MS preocupa secretário de Segurança do Estado

Sérgio Moro pediu demissão de seu cargo como ministro
24/04/2020 16:04 - Fábio Oruê


 

Com o anúncio da saída do juiz Sérgio Moro do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, na manhã desta sexta-feira (24), a possibilidade de atrasar os repasses da União para Mato Grosso do Sul preocupa o atual secretário estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antônio Carlos Videira, neste momento de crise política no Governo Nacional. 

Segundo Videira, a União ainda precisa repassar cerca de R$ 40 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública referentes ainda a 2018 e 2019. “Geralmente quando há a troca do comando, trocam-se os diretores, há a renovação da equipe; a nossa preocupação são esses repasses, podem atrasar. E tudo requer planejamento no emprego desses recursos”, disse ele ao Correio do Estado.  

 
 

Para o secretário, o MS é um Estado chave no quesito de segurança nacional, por fazer fronteira seca com o Paraguai e Bolívia, o que facilita a entrada ilegal de drogas e produtos falsificados. Por esse motivo, como Videira cita, Mato Grosso do Sul é polo para diversos projetos de combate ao crime organizado, tráfico e homicídios, como o Centro Integrado de Operações de Fronteira (Ciof).

“Tenho certeza que quem quer que seja [que assumir] vai tentar priorizar e manter o cronograma, mas [atraso] seria natural para uma nova equipe que está assumindo”, disse ele.

DEMISSÃO 

Sérgio Moro pediu demissão do cargo de ministro do governo Bolsonaro durante entrevista coletiva nesta sexta-feira. Os rumores que Moro poderia deixar o cargo esquentou quando o ex-ministro soube de fato da exoneração do ex- diretor-geral da Polícia Federal (PF) Maurício Valeixo. 

Informações correm que dois nomes são favoritos da presidência para assumir o Ministério. O primeiro é o atual ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, que hoje acumula a Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ).

O segundo nome nas apostas é o do secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, que é delegado da Polícia Federal e foi chefe de gabinete do ex-deputado federal Delegado Fernando Francischini (PSL-PR) por oito anos. Torres também é cotado para assumir a chefia da PF.

Videira, que é representante conselho de secretários de segurança do Centro-Oeste, conhece Torres por conta deste comitê. “Um profissional altamente habilitado”, opinou. 

Felpuda


Devidamente identificadas as figurinhas que agiram “na sombra” em clara tentativa de prejudicar cabeça coroada. Neste segundo semestre, os primeiros sinais começarão a ser notados como reação e “troco” de quem foi atingido. Nos bastidores, o que se ouve é que haverá choro e ranger de dentes e que quem pretendia avançar encontrará tantos, mas tantos empecilhos, que recuar será sua única opção na jornada política. Como diz o dito popular: “Quem muito quer...”.