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Serra indica que deixará o cargo e fala como candidato

Serra indica que deixará o cargo e fala como candidato

Redação

20/03/2010 - 02h59
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Cogitado como o candidato do PSDB à Presidência da República, o governador de São Paulo, José Serra, reconheceu na manhã de ontem, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Bandeirantes, que deixará o cargo de governador e sugeriu que se lançará candidato no início de abril. Perguntado pelo apresentador do programa “SP Acontece”, o motivo de não ter assumido ainda a posição de candidato à sucessão ao Palácio do Planalto, o tucano afirmou que essa questão será resolvida no início de abril. A entrevista foi concedida no jardim do Palácio dos Bandeirantes, onde se encontravam várias crianças. Num momento da gravação, Serra parou de falar para beijar uma garota que estava no local. “Isso é coisa de candidato”, brincou Datena. “Nesse momento, não vou fazer campanha. Vou ter muito tempo pela frente”, respondeu Serra. Falando como candidato, o governador propôs que os eleitores contraponham sua biografia à da ministra-chefe da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff: “Eu acho que fica meio pretencioso eu me comparar. Eu tenho a minha história, o pessoal vai conhecer a história, ela tem a história dela, tem a das outras (sic), da Marina, que é uma pessoa de muitos méritos, e (o eleitor) vai julgar, vai analisar e vai decidir”. O governador chegou a afirmar que a população “vai escolher entre os candidatos à Presidência em função da capacidade de realizar programas”. Segundo Serra, o eleitor também analisará o passado dos candidatos. Questionado por Datena se levaria vantagem sobre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em relação à experiência como “estadista”, Serra se negou a responder. Antes de a entrevista ir ao ar, Serra negou, em evento na zona sul de São Paulo, que tenha assumido sua candidatura à presidência da República no programa de Datena. Questionado sobre o assunto, Serra afirmou: “Eu não disse (que era candidato). Foi o Datena que disse”. Aécio Ontem, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), ao estipular a data em que deixará cargo para ser candidato nas eleições de outubro, assegurou que participará do lançamento da pré-candidatura à Presidência de Serra. Aécio disse que se desincompatibilizará no próximo dia 31, passando o governo para o vice, Antônio Anastasia, pré-candidato tucano ao governo do Estado. O mineiro pretende “submergir” e viajar durante alguns dias, mas garantiu que não faltará à solenidade de lançamento do presidenciável do PSDB, prevista para 10 de abril. “A partir do momento em que o presidente Sérgio Guerra me comunicou que no dia 10 haverá o lançamento em Brasília, eu estarei lá como mais um soldado do partido, levando a força de Minas e o meu entusiasmo em torno da candidatura do nosso companheiro, governador de São Paulo”, afirmou. Aécio disse também que os tucanos mineiros estão prontos para colaborar no programa de governo de Serra, caso seja solicitado.

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Correios vetam vale-natal de R$ 2,5 mil a funcionários, enquanto aguardam decisão da Fazenda

O benefício de vale-natal faz parte do ACT firmado pela empresa e os trabalhadores da estatal, em 2024

05/12/2025 19h00

Foto: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

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Em crise, os Correios decidiram não renovar este ano um benefício de vale-natal de R$ 2,5 mil aos seus funcionários, valor que foi pago em 2024, após Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A empresa comunicou seus funcionários sobre o não pagamento na noite de quarta-feira. Ao mesmo tempo, a estatal espera a avaliação da equipe econômica sobre os próximos passos nas negociações com os bancos.

O benefício de vale-natal faz parte do ACT firmado pela empresa e os trabalhadores da estatal, em 2024. Ele vem sendo renovado, enquanto a atual direção negocia novos termos, mas o benefício de Natal foi cancelado em função da crise e da necessidade de cortes de custos. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão.

Em paralelo, a empresa aguarda avaliação do Tesouro Nacional sobre o plano de recuperação, para poder voltar a negociar com os bancos um empréstimo na casa dos R$ 20 bilhões. A expectativa era de que isso fosse concluído ainda esta semana, mas o desfecho dessa análise deve ficar para a semana que vem.

Na terça-feira, o Tesouro informou à estatal que não dará aval a um empréstimo de R$ 20 bilhões caso as taxas de juros estejam acima de 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). A proposta dos bancos, segundo apurou o Estadão, foi de 136% do CDI. Ou seja: com essa taxa, a proposta foi recusada, dando início a uma nova rodada de negociação.

A equipe econômica estuda uma forma de dar um fôlego de curto prazo para a companhia, para que ela não negocie com os bancos sob forte pressão. Mas o desenho dessa ajuda ainda não foi definido.

Nesta quinta-feira, 4, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que se isso ocorrer com aportes do Tesouro, será dentro das regras fiscais.

Rombo bilionário

Os Correios correm para conseguir a liberação do empréstimo para lidar com uma crise financeira sem precedentes. De janeiro a setembro deste ano, a empresa teve prejuízo de R$ 6,05 bilhões, em uma combinação de queda de receitas com aumento de despesas.

Com o empréstimo, a empresa pretende quitar uma dívida de R$ 1,8 bilhão, além de financiar um programa de desligamento voluntário (PDV) e fazer investimentos para tentar recuperar espaço no mercado de encomendas e elaborar novas fontes de receitas.

A estatal também precisa regularizar pendências com fornecedores Isso é visto como crucial pela atual gestão para que a empresa recupere a performance no setor de entregas, a confiança de clientes e tenha aumento de receitas.

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Prefeita sanciona lei que dificulta emissão de atestado médico em Campo Grande

Lei pretende desestimular o uso indevido e fraudulento de atestado

05/12/2025 18h45

Foto: Reprodução

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A prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou a o Projeto de Lei que endurece e dificulta o acesso a atestado médico aos pacientes da rede municipal de Saúde em Campo Grande.

O texto foi aprovado em regime de urgência e única discussão instituindo o Programa Atestado Responsável, com a finalidade de endurecer a emissão de atestados, proposta  dos vereadores Rafael Tavares e André Salineiro.

Segundo o texto aprovado, a emissão de atestados deverá ocorrer de forma criteriosa e ética, sendo prerrogativa exclusiva do médico, que decidirá sobre a necessidade e o período de afastamento do paciente.

Quando não houver justificativa médica para afastamento, poderá ser emitida apenas uma declaração de comparecimento, comprovando a presença do paciente na unidade de saúde. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não especifica sobre a apresentação deste documento para abonar  a falta no trabalho, ou seja, a empresa não tem a obrigação de pagar o salário do dia.

Conforme a lei, o programa “Atestado Responsável” tem objetivo de promover a emissão de atestados médicos de forma responsável e ética, priorizando as reais necessidades clínicas dos pacientes, contribuir para a redução da sobrecarga de atendimentos nas UPA’s e Postos de Saúde, direcionando os recursos para os casos de maior urgência e gravidade. 

Além disso, pretende desestimular o uso indevido e fraudulento de atestados para fins de justificação de ausências sem real necessidade de afastamento laboral, fortalecer a autonomia, a segurança e a responsabilidade do profissional médico na tomada de decisão clínica sobre a necessidade de afastamento do trabalho.

Conforme o texto, o intuito do programa é implementar medidas de controle, registro e transparência na emissão de atestados médicos incluindo o monitoramento da quantidade de documentos emitidos, identificação de padrões de uso e eventuais fraudes, de modo a permitir a avaliação contínua da política pública e seus ajustes futuros.

O que diz as regras da CLT?

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não especifica a declaração de comparecimento, exceto em situações específicas, prevista no Artigo 473, em que o trabalhador pode se ausentar sem prejuízo do salário para acompanhar a esposa ou companheira durante a gravidez até dois dias para consultas médicas e exames, ou para acompanhar um filho de até 6 anos em consulta médica, uma vez por ano.

Para outros tipos de consultas e exames, o abono de faltas não é previsto na lei e a aceitação do documento depende da política interna da empresa ou de acordos coletivos.

 

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