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IMOL

Serviço de remoção de corpos é ampliado em MS para atender cidades menores

Até pouco tempo, a necrópsia era muitas vezes feita por médicos locais, dos próprios hospitais, comprometendo os laudos
17/06/2020 13:40 - Nyelder Rodrigues


 

O Governo de Mato Grosso do Sul ampliou o serviço de remoção de corpos para atender as cidades menos populosas e onde a necrópsia em mortes violentas ficava comprometida, já que muitas vezes era feita por médicos locais e não por peritos do Institito de Medicina e Odontologia Legal (Imol). A mudança não tem relação com aumento de homicídios.

Conforme publicado em Diário Oficial, 12 contratos foram ampliados com diversas empresas para fazer essa transferência de corpos de cidades menores para o município polo mais próximo e onde haja a realização desse serviço.

Para avaliar a situação, a Secretaria de Segurança Pública fez dois estudos, um em 2017 e outro em 2020. Os contratos ampliados preveem um aumento de até 83 corpos no transporte de corpos - subindo de aproximadamente 30 para mais de 110.

Ao todo, os valores acrescidos nos contratos chegam a marca de R$ 118.434,27. Além dos números de corpos, a mudança também amplia o número de quilômetros rodados dos 12 contratos. Antes fixado em 4.275 km, agora o total estipulado é de 21.570 km - o que significa um acréscimo de 17.295 km em serviços prestados.

Em nota, a Secretaria de Segurança afirma que o aumento dos contratos visa "garantir que haja maior atendimento e esclarecimento nas causas mortis em Mato Grosso do Sul" e não há relação com um futuro possível aumento do número de homicídios no Estado.

Violência em MS

Dados divulgados pelo Governo do Estado em janeiro apontam que no ano passado Mato Grosso do Sul conseguiu resolver mais de 60% dos homicídios registrados, índice muito superior à média nacional de apenas 6%.  

Em 24 cidades todas as mortes violentas foram solucionados, enquanto em 17 municípios nem sequer houve casos registrados. Além disso, o Mato Grosso do Sul registra seguidas quedas no número de homicídios por ano.

Já comparando os dados de 2019 aos de 2020, houve um aumento de 11 casos de homicídio doloso registrados no sistema da Sigo no período de 1º de janeiro a 17 de junho. Enquanto em todo o Estado foram 188 mortes no ano passado, neste ano já são 199.

O mês com maior volume de homicídios dolosos - ou seja, com intenção de matar - em 2019 foi janeiro, com 40, enquanto fevereiro lidera no ano de 2020, com 45 casos. No ano passado foram cinco homicídios culposos, contra quatro neste ano.

Quanto aos feminicídios, Mato Grosso do Sul totalizou 17 casos nos dois respectivos períodos. Em Campo Grande, houve cinco feminicídios registrados entre os dias 1º de janeiro e 17 de junho de 2019. Já em 2020, o número é de seis.

 

Felpuda


Conversas muito, mas muito reservadas mesmo tratam de possível mudança, e não pelo desejo do “inquilino”.

Por enquanto, e em razão de ser um assunto melindroso, os colóquios estão sendo com base em metáforas.

Até quando, não se sabe, pois o que hoje é considerado tabu poderá se tornar assunto em rodinhas de conversas.

Como dizia o célebre Barão de Itararé: “Há mais coisas no ar, além dos aviões de carreira”. Só!