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Resende rebate Ministério da Saúde e afirma que MS possui 2,5 milhões de seringas para iniciar vacinação

Ministério informou ao STF que sete estados, incluindo MS, não teriam os insumos. SES alegou que nunca repassou os dados usados para fazer a análise
14/01/2021 12:16 - Gabrielle Tavares


Ministério da Saúde enviou ao Supremo Tribunal Federal na quarta-feira (13) ofício onde afirma que Mato Grosso do Sul é um dos sete estados brasileiros que não possuem estoque suficiente para suprir a demanda inicial da campanha contra a Covid-19, caso houvesse disponibilização imediata das doses.

O documento foi enviado para cumprir determinação do ministro Ricardo Lewandowski, que havia estabelecido que o Ministério comprovasse o número de insumos.

Contudo, o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende afirmou que Mato Grosso do Sul possui um estoque de 2,5 milhões de seringas e agulhas para iniciar a vacinação contra o coronavírus. “E é de responsabilidade do Ministério da Saúde nos enviar ainda mais seringas”, disse.

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A quantidade de equipamentos é uma soma do estoque da Coordenadoria Estadual de Imunização com os equipamentos guardados nos almoxarifados dos 79 municípios.

O Ministério disse que consultou as secretarias estaduais quanto aos estoques disponíveis que haviam sido adquiridos e, a partir desses dados, fez a análise comparando o número de equipamentos disponíveis com a quantidade de pessoas dos grupos prioritários de cada estado.

Mato Grosso do Sul aparece com estoque de 162.800 insumos. Questionada, a SES alegou que este quantitativo nunca foi repassado pela secretaria e que, na verdade, o Ministério contabilizou as “seringas 0,05 ml que vêm da Índia com trava, acompanhando a vacina BCG”.

 
 

“Após o levantamento estadual de estoques asseguramos publicamente a existência de insumos em estoque para iniciar a vacinação Covid-19 desde a chegada da mesma em solo estadual”, divulgou a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Além disso, o Governo do Estado está tramitando dois processos para aquisição de seringas e agulhas que juntos somam mais de 7,7 milhões de insumos, como forma de se antecipar e não ser prejudicado por eventual demora do Ministério.

“Por uma questão de precaução, o Governo do Estado se antecipou na programação para aquisição dos próprios insumos, mesmo sem ter a definição da população e/ou grupos prioritários que deveriam ser informados pelo Ministério da Saúde”.

A SES assegurou ainda que, através do plano Estadual de imunização, todos os municípios receberão a vacina de forma simultânea, segura e dentro de 24 horas, assim que as doses forem encaminhadas para Mato Grosso do Sul.

Além de MS, o Acre, Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Pernambuco e Santa Catarina aparecem como sendo incapazes de suprir a demanda de insumos da campanha de vacinação.

No documento enviado ao STF, o Ministério afirmou ainda que o Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis (DEIDT) iniciou o processo de licitação para a compra de 300 milhões de seringas e agulhas para disponibilizá-las aos estados e viabilizar a campanha de vacinação.

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