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SES repassa 16,6 mil testes rápidos para 57 municípios após crise de desabastecimento

Ainda na última semana Estado confirmou falta de testes em vários municípios, gerando inclusive mudança de critérios para a realização devido à quantidade limitada na Capital

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Até a próxima quinta-feira (29), 57 municípios terão acesso à 16,6 mil novos testes rápidos totais, de antígeno para Covid-19, repassados através da Secretaria de Estado de Saúde (SES) depois de uma crise de desabastecimento.

Vale lembrar que essa limitação de quantidade, inclusive, gerou mudanças nos critérios para a realização em Campo Grande na última semana, feitos apenas após avaliação médica, sendo que, antes, o teste era realizado em quem apresentava sintomas, sem a necessidade dessa consulta prévia.

Na ocasião, o desabastecimento foi confirmado pela SES em vários municípios, que reforçou a necessidade da compra de testes rápidos de antígenos por parte das cidades, alegando que desde novembro emitia alerta às gestões e que não seria atribuição da Secretaria o fornecimento total. 

Ainda assim, destacou que ao ser reabastecida, a Pasta continuaria disponibilizando remessas para atender as solicitações dos municípios, além de recomendar uma série de medidas aos serviços de saúde, semelhante às adotadas em níveis mais preocupantes da pandemia da Covid-19. 

Agora, a Secretaria inicia a distribuição de mais de 16 mil testes rápidos, graças à doação feita pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). 

Importante frisar que dos 79 municípios, 57 atenderam aso critérios de repasse, que envolvem entre outros fatores a comprovação de 90% ou mais de uso dos testes contabilizados, que são calculados conforme estoque; população e número médio dos sintomáticos atendidos semanalmente. 

No total, atenderam aos critérios os seguintes municípios: 

  • Água Clara, | Amambai,
  • Anastácio, | Anaurilândia,
  • Angélica, | Antônio João,
  • Aparecida do Taboado, |Aquidauana,
  • Aral Moreira, |Bandeirantes,
  • Batayporã, | Bela Vista,
  • Brasilândia, |Camapuã,
  • Campo Grande, |Caracol,
  • Cassilândia, |Chapadão do Sul,
  • Corumbá, | Costa Rica, | Coxim,
  • Deodápolis, | Dois Irmãos do Buriti,
  • Dourados, | Eldorado, | Fátima do Sul,
  • Figueirão, Glória de Dourados, |
  • Guia Lopes da Laguna, | Iguatemi, |
  • Itaporã, | Itaquiraí, | Ivinhema,
  • Japorã, | Jaraguari, | Jardim,
  • Ladário, | Maracaju, | Miranda,
  • Nioaque, | Nova Alvorada do Sul,
  • Novo Horizonte do Sul, | Paraíso das Águas,
  • Paranhos, | Pedro Gomes, | Ponta Porã,
  • Rio Brilhante, | Rio Verde de Mato Grosso,
  • Rochedo, | Santa Rita do Pardo,
  • Selvíria, | Sete Quedas, | Sonora,
  • Tacuru, Taquarussu, Três Lagoas e Vicentina. 

Acesso aos testes

Importante explicar que, para ter acesso aos testes, as gestões municipais precisam retirá-los em Campo Grande. Essa ação acontece até quinta-feira (29), diariamente entre 07h30 às 16h30. 

Essa retirada é feita na empresa Consórcio Logística Inteligente de Medicamentos (LIM) - que fica na Av. Ministro João Arinos, 2.690, Bairro Tiradentes, em Campo Grane -, porém, aqueles municípios que previamente sinalizaram a intenção de receberam as remessas por caminhão, precisam estar atentos ao cronograma mensal da SES. 

Vale destacar que o conhecido RT-PCR via Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul (Lacen/MS) segue disponível, sendo indicado em casos de pacientes hospitalizados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG); assim como as síndromes gripais de grupos de riscos, que envolvem os imunossuprimidos; gestantes e puérperas. 

Já o teste rápido é recomendado nos seguintes casos: 

  1. Síndrome gripal, 
  2. Gripes leves atendidas em Unidades Básicas de Saúde ou até mesmo em Unidades de Pronto Atendimento,
  3. Pacientes que não internam, 
  4. Que não possuem fatores de risco e 
  5. Que não são de grupos prioritários.

“Com a doação que recebemos da Opas, fizemos o fornecimento dos testes aos municípios e assim vai continuar. À medida que nós recebermos, nós vamos repassar aos 79 municípios. Então, nesse momento, a recomendação é que os testes sejam utilizados em pacientes com sintomas respiratórios (síndrome gripal) atendidos em todo o estado, conforme Nota Técnica estadual em vigência”, comenta em nota a gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Maziero

 

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Cidades

Bolsa Família reduz pobreza na primeira infância, mostra estudo

Mais da metade das crianças no Brasil estão em famílias de baixa renda

23/04/2024 21h00

Arquivo/Agência Brasil

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O país tem 18,1 milhões de crianças de 0 a 6 anos de idade, segundo dados do Censo 2022. Cerca de 670 mil (6,7%) estão em situação de extrema pobreza (renda mensal familiar per capita de até R$ 218).

Esse número, no entanto, poderia ser muito pior (8,1 milhões ou 81%) sem o auxílio de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Essa é a conclusão de um estudo feito pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal (FMCSV).

Perfil Síntese da Primeira Infância e Famílias no Cadastro Único leva em consideração dados de outubro de 2023 do CadÚnico, sistema que reúne informações das famílias de baixa renda no país (renda mensal per capita de até R$ 660). Na primeira infância, de 0 a 6 anos, são 10 milhões de crianças (55,4%) classificadas nessa categoria.

“Esse estudo demonstra o potencial do Cadastro Único para a identificação de vulnerabilidades na primeira infância, a relevância de seu uso para a elaboração de iniciativas para esse público e a importância do Bolsa Família no combate à pobreza”, diz Letícia Bartholo, secretária de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único.

O estudo traz outros recortes, como o fato de que 43% dos responsáveis por famílias com crianças de 0 a 6 anos não têm nenhuma fonte de renda fixa. Para 83% deles, a principal fonte de renda é o Bolsa Família.

Cerca de três a cada quatro famílias com crianças na primeira infância são chefiadas por mães solo. A maioria delas é parda e tem idade entre 25 e 34 anos.

Em relação ao perfil das crianças, 133,7 mil (11,1%) são indígenas; 81,3 mil (6,7%) são quilombolas, e 2,8 mil (0,2%) estão em situação de rua.

“Ao lado de outras políticas públicas, o Bolsa Família tem um enorme potencial de equacionar as desigualdades do país. A criação do Benefício Primeira Infância é o primeiro passo para chamar a atenção de gestores, gestoras e população em geral para a importância dessa fase na vida”, diz Eliane Aquino, secretária Nacional de Renda de Cidadania (Senarc).

Diferenças regionais

Ao considerar as regiões do país, o levantamento aponta a existência de desigualdades. Segundo o Censo, o Nordeste tem 5,1 milhões de crianças na primeira infância: 3,7 milhões (72%) estão registradas do CadÚnico. No Norte, há 1,9 milhão de crianças na primeira infância: 1,4 milhão (73%) registradas no CadÚnico.

Por outro lado, na Região Sudeste, quase metade do total de crianças entre 0 e 6 anos, estão registradas no programa. São 6,8 milhões de crianças na região, das quais 3,1 milhões estão no CadÚnico.

“A disparidade socioeconômica entre crianças na primeira infância exige ações imediatas e uma política nacional integrada que aborde as necessidades específicas das famílias mais vulnerabilizadas. O Cadastro Único é um importante instrumento para nortear uma política que sirva como alavanca para equidade”, diz Mariana Luz, diretora da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

Perfil dos municípios

O estudo faz um recorte municipal, a partir de uma classificação em três grupos. O primeiro inclui cidades onde há mais crianças migrantes, em situação de rua e em domicílio improvisado coletivo. O segundo, onde há maior precariedade habitacional, é primeira infância na área rural e de populações tradicionais e específicas. O terceiro, crianças em situação de trabalho infantil, fora da pré-escola e em precariedade habitacional.

Os dados mostram que 71% dos municípios da região Norte não tem saneamento adequado. No Sudeste, o índice é de 20%. No Nordeste, 9% dos municípios não têm energia elétrica.

Os dados fazem parte da série Caderno de Estudos, do MDS, que desde 2005 busca construir conhecimento científico e gestão de políticas públicas. Na nova edição, o caderno apresenta uma série de publicações voltadas para a primeira infância, como pesquisas sobre o impacto do programa de Cisternas na saúde infantil e os desafios enfrentados por mães no mercado no trabalho após terem o primeiro filho.

Cotidiano

Administradora de três aeroportos em MS inicia programa para impulsionar fluxo de passageiros

A operadora aeroportuária Aena administra os aeroportos de Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã

23/04/2024 18h30

Foto/Arquivo

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A operadora aeroportuária Aena, que administra três aeroportos de Mato Grosso do Sul, lançou um programa de incentivo ao desenvolvimento da aviação brasileira. Para isso, deve recompensar as companhias aéreas de acordo com o aumento na quantidade de passageiros no período de 1º de abril a 30 de outubro.

De acordo com a Aena, o objetivo do programa é contemplar os aeroportos dos estados de  Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. Em caso de voos domésticos, o programa prevê o reembolso de 100% das tarifas de passageiros em cada rota operada pelas companhias aéreas em 16 aeroportos sob sua gestão.

Nos casos de voos internacionais, o programa de incentivo é válido para os seis aeroportos sob administração da Aena no Nordeste. Nesse caso, a base de comparação será o mês de março de 2024. Para novas rotas internacionais, o incentivo permanece até 31 de março de 2025.

Em Mato Grosso do Sul, a Aena administra os aeroportos de Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã.

De acordo com Aena,o objetivo da campanha é oferecer um cenário positivo para que as companhias aéreas possam elevar suas participações nos aeroportos da administradora.

"Como maior operadora aeroportuária do país, trabalhamos para incentivar a aviação brasileira, reduzindo custos das companhias aéreas e melhorando as opções dos passageiros", afirma Marcelo Bento, diretor de Relações Institucionais e Comunicação da Aena Brasil.

As companhias que aderirem ao programa de incentivo ainda podem contar com o apoio da Aena para a promoção das ligações. A concessionária irá disponibilizar a divulgação de novos voos e rotas nos painéis publicitários localizados dentro dos aeroportos, banners promocionais no site da Aena, além de campanhas em suas redes sociais.

 

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