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PANDEMIA

A cada dez infectados em Mato Grosso do Sul, sete não são diagnosticados

Dados são de pesquisa feita por plataforma utilizada pelo governo do Estado
21/09/2020 10:30 - Daiany Albuquerque


Em Mato Grosso do Sul, 7 pessoas em cada 10 que estão com Covid-19 não são diagnosticadas. 

Essa análise é do aplicativo Farol Covid, que faz parte do Coronacidades, uma plataforma feita para gestores públicos que reúne ferramentas e informações sobre a doença.

Conforme a plataforma, o Estado está com taxa de 65% de subnotificação, sendo a 11ª unidade da Federação com o maior índice de pessoas não diagnosticadas. A maior é Mato Grosso, com 85%.

Segundo o portal, as análises apresentadas no Farol Covid são indicativas, “feitas a partir de dados oficiais públicos e estudos referenciados já publicados, estando sujeitas a variáveis que aqui não podem ser consideradas. Trata-se de contribuição à elaboração de cenários por parte dos governos”.

A plataforma é utilizada pelo governo do Estado como base para o avanço da taxa de reprodução da doença, quem neste domingo (20) estava em 1,01, o que significa que a cada 100 pessoas contaminadas, 101 novos casos serão registrados.

 
 

“Saímos de 1,10 e estamos em 1,01. A nossa meta é baixarmos de 1, e acredito que poderemos baixar isso nesta semana”, declarou o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, sobre a reprodução do novo coronavírus.

EXAMES

Mato Grosso do Sul fez até agora 247.430 testes, entre o de biologia molecular (RT-PCR) e o teste rápido (IGG-IGM). 

Mas na semana passada o governo chegou a alertar para uma “folga” no calendário de exames no drive-thru da Covid-19 na Capital. Isso porque havia baixa procura de pessoas com sintomas da doença.

“Antes de buscar o contato dos casos confirmados, nós precisamos identificar precocemente os casos confirmados, por isso o doutor Geraldo [Resende] falou da coleta e da importância de você, que tenha qualquer sintoma, ir nos nossos drive-thrus, ou ir em alguma unidade de saúde do seu município, procurar assistência o mais breve possível para fazer o exame”, declarou a secretária-adjunta de Saúde do Estado, Christinne Maymome.

O Estado vive um período de estabilização dos casos e mortes, o que não quer dizer que isso seja uma boa notícia, porque, segundo as autoridades de saúde, essa estabilidade se deu em um patamar muito alto, com média móvel de casos que varia entre 600 a 800 e mais de 10 óbitos diários.

“O isolamento social é imprescindível, o uso de máscaras e as regras de higiene. Nós temos visto imagens de aglomerações na Capital e no interior que mostram que uma grande parte das pessoas já deixou de fazer uso de máscara, e isso, para nós, é preocupante”, alertou Resende.

BOLETIM

Mato Grosso do Sul chegou neste domingo a 50.569 casos confirmados da Covid-19. 

Nas últimas 24 horas, o Estado registrou 382 novos casos, e os municípios com as maiores incidências foram: 109 em Campo Grande, 54 em Corumbá, 49 em Dourados, 30 em Três Lagoas e 30 em Aquidauana.

A média móvel de casos positivos para a doença é 681 ao dia no Estado.

Ao todo, 1.172 pessoas morreram no Estado por conta da doença, das quais 10 foram somadas nas últimas 24 horas - 5 de Campo Grande e 1 óbito nas cidades de Corumbá, Paranaíba, Rio Negro, São Gabriel do Oeste e Sidrolândia.  

A faixa etária dos pacientes que não resistiram ao vírus é de 48 a 80 anos de idade. A taxa de letalidade continua alta, de 1,8%, apresentando uma média móvel de 15,29 mortes por dia.  

Atualmente, 475 pessoas estão internadas em Mato Grosso do Sul; duas delas são de outros estados. Desse número, 250 estão em leitos clínicos (192 na rede pública e 58 na rede privada) e 225 em unidades de terapia intensiva (162 em leitos públicos e 63 privados).  

Durante a transmissão dos dados, a secretária-adjunta da Saúde avisou sobre a necessidade de mobilizar as pessoas, amigos e familiares para o uso correto da máscara, o isolamento social e as regras de higiene.  

“Máscara no queixo não protege nem a nós, nem aqueles que amamos”, declarou.

 

Felpuda


Questão de família acabou descambando para o lado da política, e a confusão já é do conhecimento público. 

A queda de braço tem como foco a troca de apoio político que, de um, foi para outro. Sem contar as ameaças de denúncia da figura central do imbróglio. 

A continuar assim, há quem diga que nenhum dos dois candidatos a vereador envolvidos na história conseguirá ser eleito. Barraco é pouco!