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DOENÇAS CARDÍACAS

Setembro Vermelho relembra o quanto as doenças cardíacas podem ser letais; veja como se prevenir

Especialista relata as práticas que podem fazer diminuir os números da principal causa de mortes no mundo
27/09/2020 09:05 - Rodrigo Almeida


O mês de setembro foi escolhido por vários grupos médicos para campanhas de conscientização. Em uma delas, o setembro vermelho traz à tona uma das principais causa de morte no mundo: a doenças cardiovasculares. 

Segundo a OMS, 30% das mortes precoces no mundo são em decorrência desse tipo de enfermidade. O diretor médico da DI Imagem, Dr. Wilson Maksoud, afirma que esse número pode ter vários motivos distintos. 

“Hipertensão arterial, tabagismo, diabetes, falta de exercício físico, obesidade, colesterol elevado, dieta inadequada e consumo excessivo de bebidas alcoólicas”, refere-se ele a alguns gatilhos para as doenças. 

Durante o período de pandemia, um outro fator se agravou. Para o médico, ainda se enquadra como precursor desse tipo de doença o estresse que “obrigou as pessoas a se adequarem ao “novo normal”. 

O Dr. Wilson Maksoud estima que ”mais da metade dos casos de doenças cardiovasculares podem ser evitados com medidas de prevenção e hábitos saudáveis”. 

É aí que entra a campanha Setembro Vermelho, como um chamado à conscientização e a prevenção de gatilhos conhecidos a décadas, como os já citados. De acordo com especialistas, as pessoas com casos hereditários na família são as que mais devem se precaver. 

“A campanha é dedicada à conscientização sobre os principais fatores de risco e como mudar hábitos para levar uma vida mais saudável. Ela é um estímulo para que as pessoas façam seus exames preventivos”, ressalta Wilson Maksoud. 

Uma doença que atravessa gerações

Por morte precoce estamos falando de pessoas com menos de 65 anos. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) criou o cardiômetro. Um relógio que contabiliza quantas pessoas faleceram por doenças cardiovasculares. 

Até o fechamento da matéria, eram quase 300 mil só em 2020. São mais de 1100 pessoas por dia de acordo com o portal da sociedade. Entre as mortes que se tornam mais comuns atualmente são de pessoas na casa dos 30 anos de idade. 

De acordo com o diretor médico da DI Imagem, Dr. Wilson Maksoud, pessoas nessa faixa etária têm hábitos alimentares e de trabalho diferentes das gerações passadas. 

“Outro fator é que em jovens a placa de gordura que fica nas artérias são mais moles, ou seja, são mais fáceis de romper e causar um coágulo. No caso dos mais velhos essa placa é mais dura e não se rompe tão facilmente”, explica.