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CAMPO GRANDE

Setor de eventos protesta para trabalhar até meia-noite com capacidade de 40%

Decreto da prefeitura permite o funcionamento de bares e restaurantes, mas proíbe a realização de eventos
07/12/2020 13:02 - Gabrielle Tavares, Glaucea Vaccari


Empresários e trabalhadores do setor de eventos protestaram em frente a Prefeitura de Campo Grande, reivindicando que o setor seja autorizado a trabalhar com até 40% da capacidade e até meia-noite.

Decreto publicado na sexta-feira (4), com validade a partir de hoje, proíbe festas, eventos e reuniões de qualquer natureza que gerem aglomeração de pessoas. A medida foi tomada devido ao aumento dos casos de Covid-19.

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De acordo com o empresário Thiago Batistote, 32 anos, proprietário de três salões de festa, disse ao Correio do Estado que o setor de eventos tem sofrido desde o início da pandemia, por ser um dos primeiros a fechar e último a retornar as atividades.

“Eles comparam muito a gente com festa clandestina, mas a gente dentro do buffett está usando toda a biossegurança necessária, fizemos todos os projetos de biossegurança, estamos com equipes preparadas”, disse.

Conforme o empresário, após o protesto de um grupo de cerca de 60 pessoas, o prefeito Marcos Trad chamou representantes de cada segmento para reunião.

No entanto, o prefeito já sinalizou para a classe que irá liberar o trabalho seguindo as regras de até 40% da capacidade máxima do espaço, com medidas de biossegurança.

“A gente quer aumentar para 50% e tentar alterar o horário para até meia-noite e mostrar que não somos festas clandestinas, que estão acontecendo e a gente vai ficar pagando o preço”, disse.

Edna da Silva Ribeiro, 58 anos, é proprietária de uma empresa de decorações de festas e também participou da manifestação.

“Com o fechamento que ele quer fazer para nós, a gente vai ficar sem trabalho. Com o primeiro fechamento atrasou contas, tivemos que dispensar ajudantes, foi muito difícil e se fechar de novo vai piorar mais ainda”, disse.

O prefeito está reunido com representantes de djs, bares, restaurantes, buffets, músicos e Ministério Público Estadual para tentar chegar a uma definição sobre o funcionamento destes tipos de estabelecimentos.