Cidades

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Siufi será reeleito presidente da Câmara nove meses antes

Siufi será reeleito presidente da Câmara nove meses antes

Redação

01/03/2010 - 04h30
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Com apoio assegurado da maioria quase unânime dos colegas, Paulo Siufi (PMDB) será reeleito presidente da Câmara dos Vereadores de Campo Grande, na próxima quarta-feira. A sessão especial de eleição, com início previsto para o meio-dia, logo após a ordinária, acontecerá nove meses antes de terminar o atual mandato da Mesa Diretora da Casa, que vai até dezembro deste ano. Com isso, Siufi garantirá mais dois anos seguidos de mandato e ficará no cargo até dezembro de 2012. Será a primeira vez que a eleição interna na Casa será realizada antes do último mês de mandato da Mesa. Também é inédita reeleição de presidente no mesmo mandato de vereador. Isso passou a ser possível com alteração feita pelos atuais vereadores na Lei Orgânica do Município (LOM) mudando o regimento interno no ano passado. Antes, só quem presidisse a Mesa nos últimos dois anos de mandato e fosse reeleito vereador poderia concorrer de novo ao cargo na legislatura seguinte. Em 2001, o então presidente Márcio Matozinhos (PMDB) cogitou a hipótese, mas acabou desistindo. A disputa ficou entre Youssif Domingos (então pelo PDT) e Nelsinho Trad (PMDB), que acabou eleito presidente. Além da reeleição de Siufi, o vereador João Rocha (PSDB) continuará como primeiro secretário, cargo mais importante depois da presidência. As únicas alterações decorrem da saída do vereador Cabo Almi (PT) do cargo de 1º vice-presidente. A vaga será ocupada pelo 2º vice-presidente Lídio Lopes (PP), função que será ocupada pelo vereador Carlão (PSB), que, em dezembro passado, foi o primeiro a protocolar pedido de antecipação da eleição. Essa nova composição só passa a valer a partir de 2011. Até dezembro, quando finda o atual mandato de dois anos, a Mesa permanece inalterada, assim como as comissões. A eleição precoce da Mesa anunciada ontem por Paulo Siufi havia sido acertada bem antes pelos vereadores, conforme adiantou o Correio do Estado no início do mês, informando que só faltava marcar a data do pleito para depois do carnaval, no mais tardar até a primeira semana de março. A decisão foi oficializada na última quintafeira (25), quando a diretoria enviou edital de convocação aos vereadores para a sessão de eleição. A decisão, disse Siufi, foi tomada atendendo a pedido protocolado na Casa no dia 22 deste mês, por vereadores das pequenas bancadas, Marcelo Bluma (PV), Carlão (PSB), Thais Helena (PT), Paulo Pedra (PDT), Flávio César (PTdoB), Loester (PDT) e Herculano Borges (PSC). A justificativa foi evitar que o pleito interno coincida com o período de eleições estaduais. “Os vereadores acham que será uma eleição pesada”, disse Siufi. Cabo Almi (PT) considera que Siufi antecipa o processo por temer o resultado do pleito estadual. “Quem garante que, se o Zeca (ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos) ganhar a eleição para o governo, ele seria reeleito?”, questionou o petista. Reeleição precoce Desde julho do ano passado, quando comandou a mudança no regimento para possibilitar reeleição no mesmo mandato, Siufi havia assegurado apoio da maioria para ficar quatro anos no cargo. Desde 2009 possui apoio assinado de 17 dos 21 vereadores. Neste mês obteve aval de mais dois. A lista tem agora 19 nomes. “Só eu e o Bernal não assinamos”, informou Siufi. Alcides Bernal (PP) disse que não assinou por discordar da eleição nove meses antes do término do mandato, embora o regimento permita, ao estipular o dia 22 como datalimite sem proibir antecipação. “Eu disse ao Siufi que a eleição deveria ocorrer no fim do ano. Ele tem maioria, não precisa do meu voto”, justificou Bernal ontem. “Espero que tenha sabedoria para fortalecer cada vez mais o Poder Legislativo. Vou torcer para que isso aconteça”, acrescentou.

LICITAÇÕES

Às vésperas da eleição, capital destrava licitações que superam R$ 70 milhões

Licitações incluem obras de infraestrutura focadas em de pavimentação, recapeamento e revitalização de diversos locais da capital

24/07/2024 12h45

Parque do Lageado vai ganhar asfalto e drenagem

Parque do Lageado vai ganhar asfalto e drenagem Foto: Álvaro Rezende / Segov

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A Edição n. 7.587 do Diário Oficial de Campo Grande (DIOGRANDE), publicada nesta quarta-feira (24), trouxe a homologação da obra de  pavimentação de mais uma parte do complexo Rita Vieira. A obra, somada a outras licitações homologadas neste mês, ultrapassam a quantia de RS 70 milhões.

Conforme o informativo, somente no complexo Rita Vieira, a obra de pavimentação foi orçada no valor de R$ 6.930.489,9 (seis milhões, novecentos e trinta mil, quatrocentos e oitenta e nove reais e noventa centavos) e deve ser executada pela empresa A.S CONSTRUTORA E COMERCIO LTDA. 

Além dessa, à beira da eleição municipal, diversas outras obras de infraestrutura e revitalização foram aprovadas pela prefeitura. Na capital, entre os principais projetos homologados, estão a pavimentação do Parque Lajeado do Sol, a pavimentação asfáltica da Avenida Ernesto Geisel, a revitalização das margens do córrego Anhanduizinho e a pavimentação do complexo Nova Lima. 

Todas as obras, somadas, atingem o montante de 72.900.399,98 (setenta e dois milhões, novecentos mil, trezentos e noventa e nove reais e noventa e oito centavos)

 

 

Lageado

Ainda no começo da semana, outro projeto de pavimentação foi homologado pela prefeitura. Segundo a publicação feita na última segunda-feira (22), no valor de R$15,3 milhões, a empresa Sagres Engenharia foi a vencedora da licitação para asfaltar e instalar drenagem no Complexo Lageado.

De acordo com o projeto, cerca de 21 ruas serão pavimentadas, além de serem contempladas com obras de drenagem. Você pode conferir a relação completa de ruas aqui

Recapeamento da Ernesto Geisel

Na última sexta-feira (19), o recapeamento asfáltico da Avenida Ernesto Geisel foi homologada por um valor de R$ 5.180.249,98 (cinco milhões cento e oitenta mil duzentos e quarenta e nove reais e noventa e oito centavos). Inicialmente orçado por, R$ 5.180.454,90, a empresa responsável pela realização, a AR Pavimentação e Sinalização, concedeu um desconto de R$ 204,92 para a feitura do serviço.

Revitalização Anhandui 

Publicado na última quinta-feira (20), uma outra licitação foi aberta para a revitalização das margens do córrego Anhanduizinho, um projeto que se arrasta há 13 anos em Campo Grande e que está parado faz três anos. O valor previsto para o projeto será de R$ 22,4 milhões para a conclusão  do trecho entre as ruas Bom Sucesso e Abolição, na região do bairro Marcos Roberto, próximo ao shopping Norte Sul Plaza.

Em agosto do ano passado, quando houve a tentativa de licitação, o valor máximo previsto era de R$ 19.716.493,54. Este valor sofreu reajuste de 13,7% e agora o edital prevê desembolso de até R$ 22.450.994,08 para conclusão.

Nova Lima

Também na sexta-feira (19), a prefeitura realizou a alteração do valor do projeto de pavimentação do Lote 02 complexo Nova Lima. O contrato, que teve início em 25 de janeiro de 2022 sob o valor de R$ 23.038.666,02 (vinte e três milhões, trinta e oito mil, seiscentos e sessenta e seis reais e dois centavos) recebeu um desconto de cerca de R$ 33 mil. 

Parado desde 2022, o projeto foi ‘revivido’ pela prefeitura neste mês. As obras, no entanto, ainda se encontram paradas. 
 

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Cidades

MS tem 4,7 milhões de hectares de pastagens degradadas passíveis de recuperação

Tema está sendo debatido em encontro realizado pelo Ministério da Agricultura

24/07/2024 12h30

Arquivo.

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Uma pesquisa, realizada pela Universidade de São Paulo (USP) mostra que Mato Grosso do Sul tem 11,8 milhões de hectares de área degradada, sendo 4,7 milhões destes hectares correspondentes a áreas passíveis de recuperação.

A área a ser recuperada é maior do que a utilizada para o plantio de soja em todo o Estado, que é de aproximadamente 4,1 milhões de hectares, e supera em mais de 100% a área plantada de milho, que é de aproximadamente 2,2 milhões de hectares na 2ª safra deste ano. Os dados são do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Projeto Siga-MS) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) 

Pensando em buscar medidas para amenizar as áreas degradadas em Mato Grosso do Sul, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) está realizando em Campo Grande, nesta quarta-feira (24), uma Oficina sobre as Ações de Recuperação e Conversão de Áreas Degradas.

O evento reúne gestores públicos e de instituições ligadas ao setor agropecuário sul-mato-grossense, com o objetivo de identificar quais são os municípios e áreas prioritárias a serem recuperadas, além de compartilhar conhecimentos e pensar ações e formas de investimento a serem adotadas para apoiar o agricultor, para que ele possa investir na recuperação dos pastos.

As atividades serão definidas a partir das diretrizes do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD) e das metas do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária 2020-2030 (Plano ABC+). 

A oficina acontece até as 18h, no auditório da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) – Av. Desembargador José Nunes Da Cunha S/N - Bloco Parque dos Poderes, Campo Grande (MS).

Recuperação de pastagens degradadas
no Pantanal custaria quase R$ 16 bilhões

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, um estudo desenvolvido pelo Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado em outubro de 2022, apontava que seriam necessários R$ 15,96 bilhões para recuperar e reformar todas as áreas de pastagem do Pantanal que apresentam algum nível de degradação.

O levantamento mostrava ainda que 50% das áreas de pastagem do bioma apresentavam degradação severa, 35% degradação moderada, e apenas 15% não apresentavam degradação.

A avaliação do nível de degradação é necessário para calcular o nível de intervenção necessário para a recuperação.

“Por exemplo, áreas em estágios iniciais de degradação exigem menor intervenção e menores custos operacionais a fim de conter a redução da produtividade. Por outro lado, se o processo de degradação se encontra em estágio avançado, são necessárias ações mais intensivas e dispendiosas, uma vez que, o alto grau de degradação compromete a capacidade de manter a produção e a qualidade da forragem e a resistência aos efeitos nocivos de doenças, pragas e plantas invasoras", explicou Sabrina de Matos Carlos, pesquisadora do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas à época.

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