Cidades
ESCÂNDALO

Soraya e Simone são favoráveis à criação da CPI do MEC

Comissão deve aprofundar investigação acerca das prisões de pastores e ex-ministro de Bolsonaro

Celso Bejarano

23/06/2022 14:28

 

As duas senadoras de Mato Grosso do Sul, Simone Tebet, a pré-candidata ao Planalto pelo MDB e Soraya Thronicke, a presidente regional do União Brasil, foram às redes sociais e, lá, disseram já ter assinado o requerimento de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério da Educação (Mec) 

Até o fechamento desta reportagem, o senador Nelsinho Trad, do PSD, ainda não tinha se manifestado se sim ou não ao propósito. A criação da CPI é quase certa. Na manhã desta quinta-feira (23) o número de senadores exigidos, 27, já tinham completado a lista.

Senadores já debatiam a ideia da instalação da comissão desde março passado, mas o assunto esquentou ontem, quarta-feira (22), dia que a Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e pastores ligados a ele e ao presidente Jair Bolsonaro, do PL.

A investida da PF tem a ver com uma suposta trama de corrupção envolvendo pastores evangélicos durante a gestão de Ribeiro à frente do MEC.

Hoje, contudo, o ex-ministro Ribeiro obteve um um habeas corpus para ser libertado.

Manifestações

Pelo Twitter, Simone Tebet que já havia demonstrado interesse na instalação da CPI antes mesmo das prisões do ex-ministro, assim se expressou:

"A prisão preventiva do ex-ministro e de lobistas por suspeita de corrupção revela todo desmando que virou a Educação neste governo. O que deveria ser prioridade nacional e política de Estado, virou manchete policial".

Soraya, também recorreu ao Twitter para refletir sua opinião?

"Diante dos novos fatos assinei a CPI do MEC. Algumas reações posteriores (contrárias) nos bastidores sinalizam que fiz a coisa certa, e os fortes indícios apontam para possível caso de corrupção. Covardia não faz parte do meu vocabulário".

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