Cidades

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STF rejeita excluir primeira-dama de ação por lavagem

STF rejeita excluir primeira-dama de ação por lavagem

Redação

01/05/2010 - 05h36
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lidiane kober

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, negou liminar em Habeas Corpus para trancar ação penal contra a primeira-dama de Mato Grosso do Sul, Elizabeth Puccinelli. Juntamente com o governador André Puccinelli (PMDB), o ex-diretor da Comissão de Licitação, Mauro Cavalli e sua esposa, Maria Rogéria Fernandes Cavalli, ela foi denunciada por lavagem de dinheiro. O governador é suspeito de desviar dinheiro da Prefeitura de Campo Grande para lavar no mercado imobiliário.
Para a defesa, Elizabeth assume posição de “neutralidade” na esfera penal, pois, sendo casada em regime universal de comunhão de bens com Puccinelli, o patrimônio do casal permanece indiviso. A defesa queria excluí-la da denúncia que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela suposta prática de lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, licitações fraudulentas e outros tipos de crimes.
Os advogados alegam ainda que a denúncia não configura delito de “lavagem” por não mencionar o bem e nem o crime contra a administração de que seria proveniente.
No entanto, o ministro considera que, ao trancar a ação contra a primeira-dama, acabará prejudicando a investigação. “A cautelar pleiteada tem caráter satisfativo, confundindo-se com o próprio mérito da impetração, o qual será oportunamente examinado pela Turma julgadora”, explicou Lewandowski. “Diante de tal quadro, e sem prejuízo de um exame mais aprofundado por ocasião do julgamento colegiado, indefiro a medida liminar”, completou.
O processo contra Puccinelli, Elizabeth e o casal Cavalli está em segredo de Justiça. A relatora da ação penal no STJ é a ministra Nancy Andrighi.

Avenida Julio de Castilhos

Antes de matar o patrão, gerente dispensou funcionários em crime premeditado na Luigi Salgados

Eduardo Araújo matou patrão com ao menos 10 facadas dentro da salgaderia

21/01/2026 17h10

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Gerente da parte alimentícia na salgaderia Luigi Salgados, Eduardo Araújo, de 32 anos, dispensou os funcionários do setor pouco antes de matar o patrão, André Luis Mitidiero (46), e tirar a própria vida, no início da tarde desta quarta-feira (21), em Campo Grande, crime premeditado, conforme informou o delegado da Polícia Civil Camilo Kettenhuber Cavalheiro.

De acordo com o delegado , Eduardo desferiu ao menos dez golpes de faca contra André, que atingiram regiões como tórax, pescoço e antebraço. Em seguida, o gerente usou a mesma arma para provocar a própria morte dentro da empresa, apoiando a arma branca contra uma pilastra e forçando o próprio corpo contra a faca, comprada especificamente para isso, disse Camilo.

"Conforme apuramos junto aos funcionários, eles todos foram liberados por Eduardo por volta do horário de almoço, coisa que por sí só ja é estranho. Após o crime nós verificamos que a faca utilizada por ele estava com o preço ainda na baínha", disse o delegado. 

O crime ocorreu por volta das 13h10, em uma das filiais da Luigi Salgados, localizada na Avenida Júlio de Castilhos, no bairro Jardim Imá. Após desferir vários golpes contra o patrão, Eduardo agonizou por cerca de 40 minutos, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros mas morreu ainda no local. 

Segundo o tenente Dermival Caldeira, André, que foi até o local junto do filho de apenas três anos para retirar uma entrega, já estava sem vida quando o socorro chegou. Houve tentativa de reanimação de Eduardo, mas ele não resistiu aos ferimentos. A cena foi descrita como impactante pelos socorristas que atenderam a ocorrência e populares que rapidamente cercaram a loja. 

A motivação do crime, conforme relatos colhidos pela polícia, estaria ligada a questões pessoais. Eduardo não aceitava o fim do relacionamento com a ex-mulher, Juliana Carolina Albuquerque, com quem teve três filhos, também funcionária da salgaderia, onde trabalhava como controladora de caixa.

Funcionários relataram à polícia a suspeita de um suposto envolvimento entre Juliana e o empresário André Mitidiero, o que teria intensificado o conflito entre ela e o ex-marido. Ainda segundo a apuração, Eduardo teria monitorado a ex-companheira após a separação, ocorrida entre outubro e dezembro de 2025, embora o relacionamento estivesse em crise desde o início do ano passado.

Ao se deparar com a situação dentro da empresa, Juliana passou mal, desmaiou e precisou ser encaminhada a uma unidade de saúde pelo Corpo de Bombeiros.

A investigação também considera postagens recentes feitas por Eduardo em redes sociais e outros indícios que reforçam a tese de planejamento do ataque. Ele trabalhava na Luigi Salgados havia cerca de quatro anos e exercia a função de gerente no setor de cozinha da empresa do ramo de produção de salgados e pizzaria e possui filiais em diferentes regiões de Campo Grande.

Os corpos foram encaminhados para exames periciais e o caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias do crime e reúne depoimentos de testemunhas. O crime será apurado como homicídio seguido de suicídio. 

 

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PRISÃO

Polícia prende filho que matou o pai em Campo Grande

O crime ocorreu no domingo (18), após o o filho do criminoso chutar uma bola na casa do avô e o mesmo não devolvê-la

21/01/2026 17h00

Crime foi cometido na frente de crianças

Crime foi cometido na frente de crianças Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quarta-feira (21), Adriano do Couto Marques, de 40 anos, acusado de matar o próprio pai, Romário Paes Cardoso, com cinco tiros na cabeça, no bairro Jardim Colúmbia, no último domingo (18), após uma discussão familiar.

Embora pai e filho morassem em imóveis vizinhos, a relação entre eles era conturbada. No domingo, a discussão começou após uma bola, chutada pelo filho do criminoso, cair no terreno do avô, o que desencadeou o desentendimento que culminou no homicídio.

Após o crime, o Adriano fugiu levando a arma de fogo utilizada. Na tarde de ontem (20), ele compareceu à delegacia, porém não foi preso naquele momento, pois a Polícia Civil aguardava a decisão judicial do pedido de prisão preventiva, formulado por Bárbara Alves, delegada responsável pela investigação.

No decorrer das apurações, familiares da vítima passaram a rondar a residência de parentes da esposa do investigado, o que gerou preocupação das autoridades quanto à possibilidade de novos episódios de violência.

O homem foi indiciado por homicídio qualificado pelo motivo fútil e por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

Crime

Um homem, identificado como Romário Paes Cardoso, foi morto a tiros na cabeça, disparados pelo próprio filho, na tarde deste domingo (18), na Rua Guia Miçu, no Jardim Columbia, em Campo Grande.

De acordo com o delegado de Polícia Civil, Felipe Rossato, informações preliminares, apuradas no local com testemunhas, apontam que a discussão que culminou no assassinato começou por conta de uma bola.

Pai e filho eram vizinhos, e moravam em terrenos e casas separadas, mas uma ao lado da outra.

No fim da manhã, o filho do suspeito, que é neto da vítima, estava brincando de bola no quintal, quando em determinado momento a bola acabou indo parar na casa do avô, que se recusou a devolver.

O pai da criança, filho da vítima, foi então até a casa do pai tirar satisfações, quando se iniciou a discussão.

"Parece que o avô já tinha uma rixa com o filho e parece que eles se negaram a devolver essa bola. Se iniciou uma discussão e, a partir dessa discussão, o autor foi em casa, pegou a arma de fogo e efetuou alguns disparos contra a vítima", disse o delegado.

Ainda conforme o delegado, a perícia irá dizer quantos disparos foram efetuados, mas que teriam sido "vários".

"A informação que eu tenho é que ele deu o primeiro disparo, quando percebeu que não estava morto, estava agonizando, ele deu mais disparos", acrescentou Rossato.

O crime aconteceu na frente de várias crianças e os tiros foram disparados na cabeça da vítima. 

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas quando chegou ao local o homem já estava morto.

Após o homicídio, o filho fugiu em uma moto e, até a publicação desta reportagem, não foi localizado. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil fazem buscas pelo suspeito.

De acordo com o delegado Felipe Rossato, informações preliminares de testemunhas, que ainda serão apuradas, é de que o pai era um homem violento e já teria passagem por homicídio, enquanto o filho também foi apontado como uma pessoa violenta, mas sem registro policial. 

"São informações preliminares, a gente não fez checagem, eu não fiz nenhuma consulta ao sistema e não posso confirmar nenhuma passagem que ele tem", ressaltou Rossato.

O caso será registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), mas deverá ser redistribuído posteriormente para investigação da delegacia da área.

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