Cidades

INVESTIGAÇÃO

Submarino 'construído' no Pará seria usado no tráfico de drogas

As suspeitas são que a construção estava sendo financiada por colombianos ligados a um grande esquema de tráfico de cocaína

PORTAL AMAZÔNIA

18/12/2015 - 17h02
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Os submarinhos foram utilizados inicialmente na Primeira Guerra Mundial Hoje, eles são muito utilizados para pesquisas científicas,  mas no Pará a embarcação estava em construção para ajudar no tráfico de drogas internacional. A apreensão aconteceu no rio Guajará-Mirim, na região das lhas de Vigia, nordeste do Pará. O veículo náutico foi encontrado na noite da última terça-feira (15).

A equipe de policiais civis enviada ao local na quinta-feira (17) iniciou o processo de retirada do submarino, que será conduzido, até sábado (19), para a base do Grupamento Fluvial do Estado, em Belém. As suspeitas são que a construção estava sendo financiada por colombianos ligados a um grande esquema de tráfico de cocaína. A Polícia Civil vai investigar o crime.

Com cerca de 17 metros de cumprimento, três metros de diâmetro e cerca de quatro metros de altura, o submarino teria capacidade para transportar uma carga de até 30 toneladas e transportar, pelo menos, 30 pessoas. Pela avaliação da equipe de peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, enviada ao local, somente o motor de 100 cilindros, com alta potência, tem peso estimado em 200 quilos.

Segundo o delegado João Bosco Rodrigues Junior, diretor de Polícia Especializada, o submarino já estava praticamente pronto, restando apenas a instalação de alguns equipamentos eletrônicos. A estrutura do veículo náutica continha desde sonar e sistema de refrigeração interno. 

A descoberta aconteceu após denúncias anônimas recebidas pela Delegacia Geral, na última segunda-feira, e reforçadas pelo serviço telefônico Disque-Denúncia, fone 181, de que uma embarcação estava sendo construída em um braço de rio dentro de uma ilha no litoral de Vigia. O submarino seria usado no escoamento de grandes quantidades de drogas para fora do país, possivelmente, com destino aos Estados Unidos e ao continente europeu.

Diante da informação, na terça-feira, policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) e da Delegacia de Polícia Fluvial (DPFlu) foram deslocados à região para apurar as denúncias, sob coordenação dos delegados Hennison Jacob, da DRE, e Arthur Braga, da DPFlu.


A localização do local ocorreu durante a noite, após horas de busca na região. O acesso ao estaleiro construído na área para montagem do submarino havia sido transformado em uma base de operações da organização criminosa, que seria formada, por um grupo de, pelo menos, 15 pessoas. Na entrada do furo uma placa foi instalada com a seguinte mensagem: "Não entre sem permissão. Área particular", como forma de afastar ribeirinhos que moram ou trafegam pela região.

BASE

Segundo os policiais civis, as investigações mostraram que o grupo havia se instalado no local desde o mês de setembro deste ano. Eles haviam instalado uma vigilância ostensiva na entrada do furo para não permitir a entrada de pessoas. Ao longo do furo, os policiais civis encontraram diversos tanques de combustível usados pelo grupo criminoso. Os integrantes do esquema usavam, inclusive, falsas armas de fogo, como fuzis, feitas à base de madeira para simular armas de verdade.

Um dos indícios encontrados no local e que reforçaram as suspeitas de envolvimento de colombianos no esquema foi inscrições em espanhol nas caixas de produtos eletrônicos encontradas no local, com palavras como "La Columbia" e "Guerrilha 762".  Na vila de pescadores, o grupo de criminosos chegou a construir três casas de madeira, perto da entrada do furo no rio, usadas como bases de observação para monitoramento da região.

"Eles chegaram até a impedir que ribeirinhos fizessem a pesca na área, o que incomodou a comunidade", explica o delegado João Bosco. Mas o que as pessoas não imaginavam era que o local estava sendo usado como fábrica para construção de um submarino. 

No interior da ilha, os policiais civis localizaram duas barracas de madeira construídas no local. Uma delas era usada como estaleiro para construção das peças à base de fibra usadas na montagem do veículo náutico. A outra barraca era usada como um alojamento, onde as pessoas que ali se instalaram usavam para dormir e fazer as refeições diárias. Dentro do alojamento, havia diversos beliches construídos com madeira, além de mesas, alimentos, roupas, calçados, entre outros utensílios de higiene. 

Com apoio de uma lancha, os policiais civis iniciaram, no começo da tarde, a retirada do submarino do rio do rio Guajará-Mirim. A embarcação estava a mais de 500 metros de distância da baía e exigiu muito esforço dos policiais. Primeiramente, após acionar o motor do veículo náutico, a equipe de policiais civis iniciou o procedimento de rebocamento.

Até o fim da tarde, o submarino havia sido deixado a menos de 100 metros da baía. Segundo o delegado Hennison Jacob, os policiais irão esperar até por volta de 23h, quando a maré enche o furo dentro da ilha, para dar continuidade ao resgate. 

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Arraial de Santo Antônio começa nesta quarta-feira em Campo Grande

Tradicional festa junina da Capital terá shows de Munhoz e Mariano e Grupo Tradição na abertura, mas arraial segue até o dia 16 de junho; Veja programação

12/06/2024 14h32

Arraial de Santo Antônio será realizado na Praça do Rádio Clube

Arraial de Santo Antônio será realizado na Praça do Rádio Clube Foto: Diego Gonçalves / Arquivo

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Sempre muito esperado pelos campo-grandenses, ele chegou! O 22° Arraial de Santo Antônio começa nesta quarta-feira (12). O evento trás muita alegria, dança e comidas típicas. Organizado pela Prefeitura de Campo Grande, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) e o Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), o arraial acontece de 12 a 16 de junho na Praça do Rádio Clube.

Nesta edição, um dos momentos mais aguardados, é a apresentação das quadrilhas juninas. Com muita cor, música e animação, a apresentação da vez está por conta do Colégio Nova Geração, mas não para por aí, hoje também é dia de show com a dupla Munhoz e Mariano.

A programação do Arraial de Santo Antônio inclui uma variedade extensa de atrações para todas as idades.

Confira a programação: 

12 de junho - quarta-feira

  • 19h às 21h - Grupo Tradição
  • 21h às 23h - Munhoz e Mariano

13 de junho - quinta-feira

  • 18h - Procissão - Catedral de Santo Antônio até a Praça do Rádio Clube
  • 19h - Santa Missa
  • 20h às 21h30 - Fraternidade São João Paulo II
  • 21h30 às 23h30 - João Haroldo e Betinho

14 de junho - sexta-feira

  • 19h às 20h - Pedro e Evandro
  • 20h às 21h - Tostão e Guarani
  • 21h às 23h - Trio Violada

15 de junho - sábado

  • 19h às 21h - Max Henrique
  • 21h às 23h - Victor Gregório e Marco Aurélio

16 de junho - domingo

  • 18h às 20h - Forró Ipê de Serra
  • 20h às 22h - Alex e Ivan

Um dos momentos mais aguardados desta edição será a apresentação das quadrilhas juninas. Com muita cor, música e animação, a apresentação desta quarta-feira será do Colégio Nova Geração. Mas a festa não para por aí! A programação do Arraial de Santo Antônio inclui uma variedade de atrações para todas as idades.

Barracas com comidas típicas oferecerão delícias como pamonha, curau, canjica, quentão e muitos outros pratos que remetem às festas juninas do interior. As crianças terão um espaço kids com brincadeiras e atividades especialmente preparadas para elas.

E claro, a música não pode faltar! Grandes nomes da música sertaneja e regional subirão ao palco para animar a festa todas as noites.

Hoje, a dupla Munhoz e Mariano se apresenta às 21h, após o show de abertura do Grupo Tradição. Nos dias seguintes, artistas como Fraternidade São João Paulo II, João Haroldo e Betinho, Pedro e Evandro, Tostão e Guarani, Trio Violada, Max Henrique, Victor Gregório e Marco Aurélio, Ipê da Serra, e Alex e Ivan garantirão que a festa continue animada.

O Arraial de Santo Antônio de Campo Grande também é aguardado com ansiedade por muitas Organizações Sociais sem fins lucrativos que veem neste período uma oportunidade de levantar renda com a venda de produtos durante todos os dias de evento.

As 35 barracas que serão montadas na festa terão autorização para a comercialização de alimentos, bebidas e artesanatos nos cinco dias de festa.

Serviço

Evento: 22ª edição do Arraial de Santo Antônio de Campo Grande
Data: 12 a 16 de junho
Local: Praça do Rádio Clube
Endereço: Avenida Afonso Pena e Rua Barao do Rio Branco, com Rua Padre Joao Crippa e Rua Pedro Celestino
Horário: A partir das 18h
Entrada: Gratuita

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Interior

Acusados de matar irmãos em "tribunal do crime", pai e filha são procurados pela polícia

De acordo com as investigações, pai e filha são acusados de matar Emerson e seu irmão no último dia 4 de maio, no município de Angélica.

12/06/2024 14h15

Divulgação/ Polícia Civil

Divulgação/ Polícia Civil

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Amarildo Soares do Pinho, de 60 anos, e sua filha, Jéssica Fernanda dos Santos do Pinho, de 33, estão sendo procurados pela Polícia Civil. Eles são suspeitos de terem matado dois irmãos enquanto estes tomavam tereré em frente a uma residência no município de Angélica, a 276 quilômetros de Campo Grande.

Segundo as investigações, os fatos ocorreram no dia 4 de maio, às 22h, quando duas pessoas invadiram uma residência e efetuaram seis disparos de arma de fogo que atingiram as vítimas.

Divulgação/ Polícia Civil

Diante das informações, investigadores dos municípios de Angélica e Ivinhema realizaram diversas fiscalizações pela região, identificando os suspeitos, que seriam pai e filha. De acordo com a polícia, Amarildo e Jéssica tinham um desafeto em comum e promoveram o que se chama entre facções criminosas de "tribunal do crime", que é um julgamento interno entre grupos criminosos, visando julgar e sentenciar quem descumpre as regras.

A polícia enviou ao Ministério Público o pedido de prisão dos dois, que foi decretada pelo Poder Judiciário. Por enquanto, ambos não foram localizados e seguem foragidos.

De acordo com a polícia, o homem de 60 anos possui um mandado de prisão em aberto por crime de homicídio em Mato Grosso. 

Quem souber de alguma informação sobre o paradeiro dos procurados pode fazer denúncias anônimas por meio do Whatsapp (67) 99208-9491, garantindo-se o sigilo dos denunciantes. 


Execução 

Divulgação/ Polícia Civil

Emerson Lopes, de 33 anos, foi morto a tiros na noite de sábado (4), enquanto tomava tereré com o seu irmão, em frente de uma residência, no bairro Jardim dos Estados, em Angélica, a 276 quilômetros de Campo Grande. 

De acordo com a polícia, o atirador tinha cobertura de mais dois suspeitos, que ajudaram na fuga após a execução.  

Segundo a perícia técnica, Emerson foi atingido por vários tiros na cabeça e no tórax, morrendo no local. O irmão dele foi atingido na perna, chegou a ser socorrido e acabou morrendo no hospital. 

Até o momento não se sabe os motivos para o crime. 

 

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