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PREOCUPAÇÃO E ALÍVIO

Suspensão da prova da OAB divide opiniões entre inscritos

A prova, que testa conhecimentos necessários para o exercício da advocacia, estava marcada para este domingo (7).
01/03/2021 15:20 - Bruna Pasche


A suspensão do Exame de Ordem Unificado (EOU), conhecido como prova da OAB (Ordem dos Advogados), divulgada no último sábado (27), tem dividido opiniões entre os inscritos. A prova objetiva estava marcada para este domingo, 7 de março.  

Para uns, o adiamento da prova causa alivio já que há mais tempo para se estudar. É o caso da Beatriz Sônego, que aguarda a prova desde que formou, em julho de 2020. "Me senti aliviada por não achar que estava 100% preparada para a prova. Agora tenho mais tempo para estudar e espero passar qunado remarcarem. Por ser uma prova de âmbito nacional, eu achei "ok" a decisão, se tratando do que estamos passando [pandemia]".  

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O órgão informou que a decisão foi tomada pela Diretoria do Conselho Federal da Ordem, com base no estudo de viabilidade feito pela Fundação Getulio Vargas em razão do agravamento covid-19 em todas as regiões do Brasil.  

"Os dados mais recentes sobre a pandemia apontam para uma elevação no número de casos e mortes pelo coronavírus, além do registro de novas variantes em circulação no país e do crescimento taxa de ocupação de leitos de UTI", descreveu a nota divulgada.  

"Para tentar conter o avanço da pandemia, governadores e prefeitos estão tomado medidas restritivas para tentar reduzir os índices de contaminação pelo vírus, como decreto de lockdown e demais decisões, que inviabilizam a realização da prova nas cidades polo de aplicação", finalizou a OAB.

A justifica no entanto, não convence a todos. "Eu não achei certo, até porque a prova da OAB não tem um número tão grande de inscritos comparado por exemplo ao enem que aconteceu ha pouco tempo, fora que eles poderiam alugar um local maior para realizar a prova, mas isso também geraria mais gastos, acredito que por isso eles preferiram adiar", opinia Gabriella Castro.  

A bacharel em direito diz ainda que por um lado está chateada por querer fazer a prova logo por acreditar que está preparada e estar esperando há mais de um ano e outro que sempre bate a insegurança e agora terá mais tempo para estudar. "Eu consigo ter essas percepções por que no meu caso estou trabalhando na área, então não ter a prova ainda não me afeta tanto profissionalmente, mas se estivesse dependendo disso pra trabalhar estaria bem brava", conclui.  

A Diretoria da Ordem ressaltou que no momento a prioridade é garantir a segurança sanitária plena de todos os examinandos e profissionais envolvidos no Exame de Ordem e de cumprir o compromisso constitucional de assegurar os preceitos fundamentais de direito à saúde e à vida.

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