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TÂNIA GARCIA DE FREITAS BORGES

Ex-chefe da Agepen que ajudou na liberação de filho de desembargadora é liberado de condenação

Ele confessou participação e fez acordo com o MPE
26/02/2020 18:40 - Eduardo Miranda, Fábio Oruê


 

Ex-chefe de gabinete da Agência Estadual de Gestão do Sistema Penitenciário (Agepen), Pedro Carrilho de Arantes firmou acordo com o Ministério Público Estadual (MPE) e confessou ter colocado uma informação falsa em um documento para ajudar a desembargadora Tânia de Freitas Borges tirar o filho Breno Fernando Solon Borges da Penitenciária de Três Lagoas, em julho de 2018.

Conforme consta nos autos da decisão, Arantes irá pagar R$ 1.045 em cinco parcelas e terá que comparecer de três em três meses em juízo por um ano e dois meses, que seria a pena por uma condenação ao qual o réu escapou. O acordo foi proposto pelo MPE pelo crime prever pena inferior a quatro anos, de ter sido praticado sem o emprego de violência e do réu não ter antecedentes criminais.

Arantes estava respondendo junto com a desembargadora um processo de improbidade administrativa, que foi arquivado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Breno foi preso em abril de 2017 pela Polícia Rodoviária Federal com maconha e munições.

Ele ficou preso até julho, quando conseguiu habeas corpus para revogar a prisão preventiva e autorizar a internação dele em clínica de tratamento. Para cumprir o habeas corpus, Tânia, sua mãe, foi até Três Lagoas e teria usado seu cargo na presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE)  e função no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para retirar Breno do local. 

De acordo com o que apurou a promotoria, Arantes colocou que a Procuradoria Jurídica da Agepen autorizou a liberação de Breno, informação esta que era falsa. 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!