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INCÊNDIO

Tragédia em loja poderia ter sido evitada se regra fosse cumprida

Tapeçaria que pegou fogo não tinha alvará de funcionamento emitido pelo Corpo de Bombeiros
25/11/2021 10:15 - Celso Bejarano


Incêndio que destruiu uma tapeçaria no Bairro Amambaí, na região central de Campo Grande, e matou um rapaz de 21 anos de idade, funcionário da empresa, na terça-feira (23), poderia ter sido evitado se as autoridades municipais exigissem o cumprimento das normas de segurança.

Isso se evidencia logo de início: para abrir uma empresa, é necessário efetivar algumas tarefas para obter da prefeitura o alvará de funcionamento. 

E cumprir esse quesito de processo de validação da licença começa pelo Corpo de Bombeiros, corporação que investiga as regras de segurança e sinaliza, por meio de documentos, as acomodações tidas como cruciais para que o lugar possa abrigar a empresa.

Já na primeira tarefa, a empresa em questão, a tapeçaria, teria transgredido a norma. Isso porque a corporação informou ter aplicado uma multa de R$ 8,3 mil na empresa por ela não ter obtido o chamado certificado de vistoria e autorização.

O Correio do Estado buscou primeiro informações por meio da assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros. A corporação, por regra interna, exigiu que os questionamentos fossem encaminhados por e-mail e isso foi feito.

Em seguida, a resposta: “Boa tarde. Seu pedido foi encaminhado para o setor responsável, assim que tivermos a resposta enviaremos um e-mail”.

Uma segunda tentativa foi feita por telefone, mas também sem desfecho. A assessoria da corporação informou que o oficial militar que poderia responder as questões da reportagem estava tratando de “assuntos ligados ao incêndio”.

Até o fechamento deste material, os bombeiros não tinham se manifestado e o jornal publicará sua versão assim que isso acontecer.