Cidades

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Tarifa, paço e rodoviária em discussão

Tarifa, paço e rodoviária em discussão

Redação

23/02/2010 - 03h47
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A Prefeitura de Campo Grande discute, nesta semana, três assuntos relevantes para o município: a construção do novo paço municipal, os valores da tarifa do transporte coletivo urbano e o destino do Centro Comercial Popular (Camelódromo), que pode mudar para o prédio do antigo terminal rodoviário, no centro da cidade. De acordo com o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, os dois primeiros temas serão pauta de reuniões que devem acontecer até sexta-feira, enquanto a Associação dos Vendedores Ambulantes (AVA) faz assembleia para responder se aceita ou não a mudança de local. Representantes do grupo Arbeit Desenvolvimento Imobiliário Ltda. reúnem-se, nesta semana, com Nelsinho Trad e apresentam o projeto de construção do paço na área localizada no Parque dos Poderes. “Eles devem dizer quanto vai custar a obra, como eu vou pagar. Não vou dar nenhum passo sem ter certeza”, garantiu. O prefeito afirmou ainda que está disposto a ouvir propostas de empresários locais que estejam interessados pela obra. “Esta construção é uma meta da minha administração; a cidade tem de ter um local assim”. Outra reunião marcada para estes últimos dias de fevereiro é com os empresários ligados à Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano (Assetur). O grupo apresentará as planilhas de custos dos ônibus e devem ser definidos os novos valores da passagem. “Eles (empresários) não pediram nada ainda”, afirmou. Aman hã, a Comissão Permanente de Defesa do Consumidor da Câmara de Vereadores promove audiência pública para discutir a tarifa de ônibus. A reunião será às 15h. Atualmente, o preço do passe é de R$ 2,3 para quem usa o cartão eletrônico e R$ 2,5 para quem paga em dinheiro. Rodoviária No último fim de semana, Nelsinho Trad reuniu-se com comerciantes do Camelódromo os quais apresentou a proposta de mudança do centro comercial para o prédio da antiga rodoviária — proposta que eles já haviam rejeitado quando o assunto foi discutido pela primeira vez, no segundo semestre do ano passado. Segundo o presidente da AVA, Vicente Reinaldo Peixoto, haverá assembleia e a maioria decidirá se pretende conhecer o projeto da Prefeitura de Campo Grande ou descartará de vez a possibilidade. “O prefeito nos disse que teremos autonomia para decidir. O que a maioria optar será acatado”. Há informações de que os atuais comerciantes do condomínio utilizarão o piso superior, enquanto os 467 donos de boxes ficarão dispostos no piso térreo.

POLÍCIA

Suspeito de furtar condomínios de luxo é preso em Campo Grande

Ele foi flagrado pelas câmeras de segurança escalando muros e tentando acessar áreas internas de residenciais de alto padrão

12/12/2025 18h15

Divulgação: Polícia Civil

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A Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos (DERF) prendeu, na manhã de quinta-feira (11), um indivíduo responsável por uma sequência de tentativas de furtos em condomínios residenciais de Campo Grande. A ação das autoridades interrompeu a onda de invasões que vinha assustando moradores de diferentes bairros da Capital.

O suspeito, de 20 anos, já possui extenso histórico de práticas de furtos, inclusive qualificadas e em tentativa, além de outras ocorrências criminais registradas ao longo dos últimos anos. Ele foi flagrado pelas câmeras de segurança escalando muros e tentando acessar áreas internas de residenciais de alto padrão.

As imagens, nítidas e detalhadas, captaram o momento em que o suspeito escalava a muralha do residencial, tentando vencer a cerca elétrica e chegando, inclusive, a tomar um choque ao tentar romper a barreira de proteção.

Em outro episódio, o mesmo autor foi flagrado dentro do terreno de uma residência de outro condomínio, fato igualmente tratado como furto qualificado tentado.

Com a identificação e o histórico criminal reiterado, a DERF empreendeu investigações que resultaram na prisão do suspeito nesta quinta-feira, retirando de circulação um dos autores de furtos mais contumazes da região.

Cidades

STJ mantém empresas como rés por fraudes em licitações na Secretaria da Saúde

As investigações identificaram manipulação na fase de cotação de preços, exigências restritivas que inviabilizaram a concorrência e propostas previamente combinadas

12/12/2025 17h30

O recurso especial foi interposto pelo MPMS, para recorrer de uma decisão do TJMS

O recurso especial foi interposto pelo MPMS, para recorrer de uma decisão do TJMS Divulgação/ MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 5ª Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos, interpôs um recurso especial que foi provido pelo Superior Tribunal de Justiça, para determinar a manutenção de três empresas como rés em  ação civil por ato de improbidade administrativa, a qual apura fraudes em licitações e dano aos cofres públicos no valor de R$ 261,7 mil.

Em 2021, o promotor Adriano Lobo Viana de Resende, da 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, moveu a ação contra Marcos Espíndola de Freitas, servidor da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e as empresas de Jaemes Marcussi Junior, da MW Teleinformática Ltda, Adriano Martins e Rodrigo Naglis Ferzeli.  

Eles são investigados por supostas fraudes no Pregão Presencial nº 008/2015. As investigações identificaram manipulação na fase de cotação de preços, exigências restritivas que inviabilizaram a concorrência e propostas previamente combinadas.

Em decisão interlocutória de 1° grau, o juízo excluiu as empresas do polo passivo da ação por entender que a pessoa jurídica não poderia ser sancionada pela Lei de Improbidade Administrativa ( Lei nº 14.230/2021), quando os mesmos fatos fossem sancionáveis pela Lei Anticorrupção. O MPMS recorreu da decisão, que foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Diante disso, o MPMS interpôs o recurso especial ao STJ, por intermédio da 5ª Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos, sob a titularidade da Procuradora de Justiça Sara Francisco Silva, sustentando que a nova redação da Lei de Improbidade Administrativa não veda a inclusão da pessoa jurídica no polo passivo, mas apenas impede a aplicação de sanções idênticas com fundamento simultâneo na Lei de Improbidade e na Lei Anticorrupção, cujos regimes sancionatórios autônomos.

Ao apreciar o caso, o ministro Francisco Falcão deu provimento ao recurso do MPMS e reafirmou que empresas podem responder simultaneamente por improbidade e por infrações da Lei Anticorrupção, desde que observada a vedação ao bis in idem, ou seja, proíbe que as envolvidas sejam processadas ou punidas mais de uma vez pelo mesmo fato.

Assim, determinou que as três empresas envolvidas na suposta fraude licitatória permaneçam na ação. O STJ determinou, ainda, o retorno do processo à 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande para o prosseguimento da instrução.

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