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SAÚDE

Referência no tratamento para Covid-19, Hospital Regional chega a 91% da taxa de ocupação de leitos

Número de internações voltou a subir e unidade de saúde tem 100 casos confirmados de coronavírus
19/11/2020 09:00 - Ana Karla Flores


O número de internações no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul aumentou e a taxa de leitos ocupados chegou a 91% na terça-feira (17). Do total de 100 pacientes internados em decorrência da Covid-19, 82 permanecem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.

Na última semana de outubro, o número de casos confirmados na UTI do Hospital teve média de 70 pacientes. Já na primeira semana deste mês, os casos de internação ficaram em torno de 60 casos. O número voltou a ficar acima de 70 pacientes internados a partir do dia 10.  

Em setembro, mês em que foi registrado o pico de casos em Mato Grosso do Sul, a média de leitos ocupados por pacientes em tratamento da Covid-19 era de 150 leitos, ultrapassando a capacidade do hospital.  

De acordo com boletim do Hospital Unimed Campo Grande desta quarta-feira (18), 52 leitos de UTI e de enfermaria destinados a pacientes de Coronavírus estão ocupados, destes são 21 internações na UTI e 31 leitos clínicos.  

No total, a capacidade é de 70 leitos destinados para o tratamento da Covid-19, sendo 28 apenas para UTI e 42 para enfermaria.  

Já no Hospital Cassems, atualmente, há 15 internações no local, seis destes pacientes foram confirmados com Covid-19, quatro estão internados em UTI e dois na enfermaria. Segundo dados, a taxa de ocupação de leitos UTI adulto da unidade atingiu 80%, e a da enfermaria, 29%.

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Nova onda

A taxa de ocupação de leitos do principal hospital para tratamento da doença no Estado pode significar o início de uma nova onda dos casos da doença. O infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Júlio Croda diz que esse aumento pode mostrar que o Estado e principalmente Campo Grande, cidade com o maior número de casos e mortes, estão com casos da doença em ascensão.

O aumento pode ser resultado do longo período de isolamento social e das flexibilizações feitas pelo governo do Estado, como o toque de recolher, que parou de vigorar na Capital há mais de um mês. Antes, ele já estava com horário flexível, valendo apenas da 0h às 5h.

O secretário estadual de saúde, Geraldo Resende, afirma que nos próximos feriados, de Natal e Ano-Novo, as pessoas vão se aglomerar e isso pode resultar em aumento dos casos. “O número de casos está crescendo rapidamente. A preocupação é voltar aos patamares de julho a agosto”, ressaltou.

No total, já foram 2.535 casos confirmados no hospital, com taxa de 52,1% do total de casos notificados. A taxa de letalidade do local está em 19,2%, com a soma de 487 mortes. No local, também foram infectados 412 servidores, dos quais 384 se recuperaram.

boletim  

De acordo com dados do boletim epidemiológico do governo do Estado nesta quarta-feira (18), os casos de Covid-19 estão em elevação, podendo indicar que o Estado entra em uma nova onda de casos da doença. Apenas em um dia foram registrados 654 novos casos da doença, com taxa de infecção em 0,8%. Só em Campo Grande, foram 438 confirmações.

Foram identificadas duas mortes pelo novo coronavírus, que somam 1.699 óbitos durante toda a pandemia. As mortes ocorreram em Amambai e Dois Irmãos do Buriti, interior do Estado. A taxa de letalidade continua em 1,9% em Mato Grosso do Sul.  

Em tratamento, 257 pessoas estão internadas, sendo 146 em leitos clínicos – 88 estão na rede pública e 58 na rede privada. Em estado mais grave, 111 pessoas estão em leitos de UTI, com 66 pelo SUS e 45 na rede privada. Além disso, 5.575 estão em isolamento social.

O número de casos divulgado pelo governo não ficava tão elevado há quase dois meses. Durante o mês de outubro, o único dia em que houve registro maior do que 600 casos foi no dia 3, quando 648 pessoas testaram positivo para Covid-19.

A partir dessa data, os casos tiveram uma grande redução, com média móvel de pouco mais de 300 casos diários. No entanto, desde a última semana é possível perceber um aumento na média de casos e no acúmulo de infectados em uma semana.

 
 

Felpuda


Tropas de choque ligadas a alguns vereadores estão agitadas que só nas redes sociais na tentativa de desbancar a concorrência das “chefias” que querem porque querem. Querem a cadeira maior da Câmara Municipal de Campo Grande. A da presidência.

Segundo políticos mais antenados, trata-se do “segundo turno” das eleições do dia 15 de novembro, só que com apenas 29 eleitores.