Cidades

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Tem cheiro de golpe político

Tem cheiro de golpe político

Redação

03/05/2010 - 07h50
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Antes de comentar tal possibilidade na questão Ciro Gomes, quero dar uma pincelada no assunto  Belo Monte que também tem muito cheiro de velhacaria política. Está claro que a usina não vai custar só o que se alardeia, isso é de muita inocência, quase angelical. A entrada da Odebrecht e Camargo Corrêa no consórcio que tocará as obras é sinal cristalino de que o governo vai gastar mais de 30 bilhões de reais na construção dessa inoperante usina. É uma obra de custo gigantesco e resultado suspeito para apenas atender um discurso político do senhor presidente tendo como motivação maior os votos para Dilminha, sua enteada política. Essas raposas da construção civil no Brasil não entram em concorrência que não tenham lucros futuros e menos ainda em obra que não gere recebimento compensatório na sua participação. O presidente está fazendo loucuras para manter o discurso.

 Belo Monte é uma montanha de mentiras. Uma delas, a principal, é de que o preço megawatt/hora será de 77,97. Basta somar a isso os incentivos de 75% do Imposto de Renda dados pelo governo e  chegará a fácil percepção de que é uma farsa o preço acima. É como se não existisse o valor do imposto a ser pago pelas ganhadoras. Então não é perda de reais. A fala do ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann ou é de um idiota que não sabe onde está ou é de um contumaz mentiroso ao dizer que “o Brasil está vitorioso porque Belo Monte produzira a energia mais barata do leque de usinas”.

 Isso sem comentar que o governo, na verdade, é que está por trás de tudo o que vai ser gasto em Belo Monte. Tem 49% do investimento e o BNDES vai financiar 80% da obra que tem como ganhadora de sua licitação um monte de empresas desprovidas de capacidade técnica para esse porte de obra. Daí a razão da Odebrechet e Camargo Corrêa estarem de volta ao palco, no fundo chamadas pelo governo federal. Estas não estão preocupadas com a bilheteria do circo montado pelo presidente da república. Dão o espetáculo, recebem seu cachê e se mandam.

 No fundo, o brasileiro fica com 49% da obra e se torna credor de 80%. Sabe, tenho para mim que essa obra da usina Belo Monte é pura cascata no final do espetáculo. Após outubro e as eleições, o presidente vai dizer que caberá ao novo governo tomar a decisão final. As justificativas vão ser as demandas judiciais pelo Ministério Público e o tal Plano Básico
Ambiental, mas que as duas raposas, Odebrecht e Camargo Corrêa, têm tudo prontinho, daí o presidente engolir o sapo e chama-lás de volta.
 O cheiro de golpe político, título do artigo, sai fora de Belo Monte, mas continua com o presidente da República na direção geral. Há momentos que me questiono sobre o menosprezo à minha inteligência. É o caso do “sem rumo e partido” vivido por Ciro Gomes. É jogada das grandes, com certeza. Ao transferir o seu título de eleitor para São Paulo, a peça teatral já estava com script pronto. Ciro Gomes não pode ser candidato a cargo majoritário no Ceará porque seu irmão é candidato à reeleição a governador. Não querendo ser mais um coadjuvante na Câmara Federal, a sua candidatura ao Senado da República teria que ser migrada para outro estado, como sempre ensinou o professor José Sarney.

 Ao lançar sua candidatura a presidente, o jogo de cena teatral foi feito para o palco paulista, onde ele deu o seu primeiro berro. Colocou seu nome na seara, primeiro como governador e agora encontra um forte motivo para ser lançado a senador por São Paulo. Poderá ser a “saída honrosa” à sua desistência para presidente e com apoio do PT e seu chefe. Tá eleito. O presidente sabe muito bem que o Ciro em São Paulo, vai tirar votos de Serra. O “juris esperneandi” de Mercadante foi para a plateia.

 Levando em conta que apenas 40% dos eleitores brasileiros não são analfabetos funcionais e que desses quarenta, 65% estão em São Paulo, a candidatura Ciro se torna alto negócio para tentar fazer frente aos votos culturais serristas e ainda sobrar influência em Minas Gerais em contraponto a influência Aécista no território paulista, ambos com alcance no Rio de Janeiro. Como em política tudo é possível, cá comigo, tem cheiro de golpe político.

Raphael Curvo, Jornalista, advogado pela PUC-RIO e pós graduado pela Cândido Mendes-RJ

DADOS

MS atinge cinco anos sem registrar policiais mortos em serviço

De 2015 a 2025, apenas dois profissionais de segurança morreram trabalhando no Estado, o que coloca Mato Grosso do Sul com o menor índice entre as unidades federativas

24/01/2026 18h00

Delegacia Geral da Polícia Civil

Delegacia Geral da Polícia Civil FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em 2025, Mato Grosso do Sul foi um dos poucos estados que não registraram mortes de policiais ou profissionais de segurança em serviço, fato que não é novidade, já que há cinco anos o Estado não apresenta ocorrência do tipo.

Segundo o Painel de Indicadores Estatísticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Mato Grosso do Sul se juntou a outras cinco unidades federativas que não tiveram policiais mortos em confronto no ano passado, são eles: Acre, Paraná, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

Porém, o Estado se destaca também por outro, este mais longevo, que é que foram registradas somente duas mortes em serviço nos últimos 10 anos, colocando-o como a unidade federativa com a menor quantidade de ocorrências do tipo no período analisado.

De 2015 a 2025, o Brasil registrou 2.753 policiais mortos em serviço, com o Rio de Janeiro liderando a estatística, com 692, seguido por São Paulo (490) e Pará (325). Somente no ano passado, foram 180 profissionais que vieram a óbito, o que assegura uma média de uma morte a cada dois dias.

Por instituição, os policiais militares foram os maiores alvos, com 2.127 mortos nos últimos 10 anos. Em seguida, aparecem policiais civis, com 338, e policial penal, com 120. Por sexo, os profissionais masculinos são responsáveis por 96,95% das ocorrências, enquanto as profissionais femininas apresentaram 3,27%.

Em julho do ano passado, a Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal aprovou o Projeto de Lei que determinou que famílias e herdeiros de policiais mortos em serviço sejam indenizadas em R$ 100 mil.

Caso o profissional não morra em serviço, mas se tornou incapacitado permanentemente para exercer a atividade própria da carreira, ele será indenizado em R$ 50 mil. Os valores serão pagos pelos governos federais, estaduais e municipais, conforme consta no relatório.

Mais números

No painel também é possível visualizar os dados de suícidio de profissionais de segurança. Neste quesito, entre 2015 e 2025, Mato Grosso do Sul registrou 14 casos de um total de 1,3 mil no Brasil inteiro.

Destes 14, quatro foram em 2025, mesmo número do que o apresentado no ano anterior, média elevada em comparação com os outros períodos. Por incorporação, metade dos casos são de policiais civis, enquanto cinco ocorrências foram de policiais militares e os outros dois de policiais penais.

Em 2024, a professora Marina Rezende Bazon, do Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP), falou sobre o aumento do número de suicídios de policiais no País.

“Os policiais estão em constante contato com vários fatores de estresse, como mazelas e contradições sociais, extrema violência, sobrecarga e condições precárias de trabalho, que criam um cenário difícil para esse profissional”, disse ao jornal da USP.

Além disso, a especialista também destacou a sobrecarga de trabalho, o que é outro fator de estresse.

“Os modelos de trabalho, com várias horas de atuação e com horários de folga reduzidos, além de salários, em sua maioria, baixos, obrigam os policiais a fazer horas extras ou bicos. Esse problema afeta principalmente os policiais de menor patente”, afirmou.

Outro lado

Ainda de acordo com o painel do Ministério, outro dado que chama atenção são as mortes por intervenção policial: os casos caíram de 86 para 59 no ano passado, uma redução de 31,40%. Nos últimos 10 anos, foram 730 ocorrências, com o recorde em 2020, quando foram catalogadas 134 casos.

No Brasil, já são 59 mil mortes por intervenção policial de 2015 a 2025, com uma média de 6,3 mil por ano de 2020 até agora. Rio de Janeiro, com 12.348, e São Paulo, com 8.162, lideram a lista do período.

Saiba

Vale destacar que todos os dados sul-mato-grossenses enviados ao Painel de Indicadores Estatísticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) são de responsabilidade da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS).

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CIN

'Novo RG' completa 2 anos de lançamento com 23% de adesão em MS

Carteira Nacional de Identificação (CIN) é uma versão nova do Registro Geral (RG) e entrou em operação no Estado em janeiro de 2024

24/01/2026 16h30

Modelo ilustrativo da nova carteira de identidade, lançada em MS em janeiro de 2024

Modelo ilustrativo da nova carteira de identidade, lançada em MS em janeiro de 2024 Foto: Reprodução

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A Carteira Nacional de Identificação (CIN), que é um novo modelo do Registro Geral (RG), completou dois anos de operação em Mato Grosso do Sul, mas menos de um quarto da população tem a nova versão no bolso, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Lançado em 11 de janeiro de 2024 no Estado, o novo RG adota o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como número único de identificação, conta com um um código Machine Readable Zone (MRZ) e apresenta a versão digital no site do Governo Federal, tudo isso com o objetivo reduzir as ocorrências de fraudes e facilitar o acesso do cidadão a serviços públicos em todo território nacional.

Até o momento, 44 milhões de pessoas já emitiram o novo documento em todo o País, sendo aproximadamente 639 mil sul-mato-grossenses, o que corresponde a apenas 23,18% da população total do Estado - 2.757.013 habitantes, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em comparação com as outras unidades federativas, Mato Grosso do Sul ocupa a 17ª colocação na proporção de emissões e população total. O Piauí lidera com 51,71% (1,74 milhão de 3,37 milhões de habitantes) e o Pará é o último com apenas 2% (173,4 mil de 8,66 milhões de pessoas).

Um dos principais motivos para que as pessoas não procurem com exatidão emitir o novo documento é o tempo de vida do antigo RG, que continua válido até 2032, ou seja, por mais seis anos. Com o CIN em mãos, o documento pode ter validade de cinco anos (para crianças de 0 a 12 anos) ou até indeterminado (como no caso para pessoas com mais de 60 anos).

Outros diferenciais do novo documento é que ele terá uma série de informações adicionais importantes, como tipo sanguíneo, informações sobre doenças, número da carteira de trabalho, Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

Em janeiro de 2026, Mato Grosso do Sul já emitiu 27.980 CINs e está rumo ao recorde mensal, que neste momento pertence ao mês de outubro de 2024, quando foram emitidos 32.807 documentos. Vale destacar que os dados presentes no portal do Ministério foram atualizados nesta sexta-feira (23).

Unidades e vagas

No ano passado, Mato Grosso do Sul aumentou a quantidade de postos de identificação. Anteriormente, em 2024, eram 89 postos espalhados pelo Estado, em 2025, foram inauguradas 4 unidades, totalizando 93 postos em funcionamento.

Dois foram em Campo Grande, um no Shopping Norte Sul, e outro no Hiper Center Itanhangá. Além desses, os outros dois foram no interior do Estado, um em Corumbá e outro em Santa Rita do Rio Pardo.

Para finalizar o ano, é previsto abertura de novos postos em Três Lagoas e também em Dourados, com ampliação dos guichês de atendimento, em busca de fortalecer a rede no interior.

Parte da expansão que ocorre, é por meio de agências integradas ao Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), com modelo que otimiza estrutura física, reduz deslocamentos e amplia a oferta de serviços em pontos estratégicos.

Com isso, a rede teve aumento de 300 novos agendamentos diários em relação a 2024. Atualmente, no Estado todo são mais de  2.500 vagas diárias para realizar o cadastro da CIN.

Como solicitar a CIN

O serviço está disponível de segunda a sexta-feira das 07h às 19h, com 200 vagas diárias. E também aos sábados, a depender da unidade, com cerca de 130 vagas distribuídas das 07h às 17h.

O agendamento deve ser previamente pelo site: https://servicos.sejusp.ms.gov.br/, com as seguintes informações e seleções ao acessar:

  • Selecionar o município em que deseja solicitar o serviço;
  • Selecionar o serviço de 1ª emissão;
  • Certificar que seu nome, nome da mãe e data de nascimento esteja conforme a Certidão apresentada;
  • Estar com o CPF como REGULAR na Receita Federal do Brasil;
  • Escolher data e horário de atendimento, conforme disponibilidade.

Todos os Postos de Identificação de MS destinam vagas para atendimento ao público prioritário e os serviços em vermelho no site são Tributáveis.

Planejamento 2026

Para este ano, o Instituto de Identificação planeja manter o plano de extensão, para ampliar a cobertura do serviço, incluindo:

  • Novas unidades;
  • Fortalecimento de mutirões em áreas rurais e indígenas;
  • Criação de estações de atendimento em presídio;
  • E projeto piloto de identificação neonatal.

José de Anchiêta Souza Silva, coordenador-geral de Perícias da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul ressaltou o impacto social da política de identificação civil.

“A identidade é a porta de entrada para o exercício da cidadania. Quando o Estado amplia esse acesso, garante que as pessoas possam estudar, trabalhar e acessar políticas públicas com dignidade e segurança”, afirmou.

Com a modernização contínua e tecnológica, além da interiorização do atendimento, Mato Grosso do Sul consolida a CIN como instrumento essencial de cidadania e gestão pública.

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